domingo, 4 de dezembro de 2016

As datas!

11 de setembro completamos três anos que chegamos em Curitiba ou eu poderia dizer que voltamos de Londres, dá na mesma.

13 de outubro Nicolas completou nove anos. E quero falar desse dia em especial.

Não fizemos festa como algumas que ele foi esse ano. Comemoramos na escola conforme a data combinada e foi uma comemoração conjunta pois uma amiga da sala dele também faz aniversário no dia 13. Foi ótimo ele adorou.
Mas no dia 13 de outubro teve campeonato de futsal, o time do Colégio ganhou, ele jogou bem, se esforçou mas não marcou gol mesmo assim estava feliz. No final do jogo após os jogadores se cumprimentarem o professor puxou um "Parabéns pra você" para o Nicolas e a quadra inteira cantou junto.

Meu Deus do céu, não sei explicar a emoção que sentimos. 

Ele estava radiante e correu para perto de mim, que estava na arquibancada organizando as coisas pois ele me pediu para levar um bolo para dividir  com os amigos do futsal.

Fomos embora muito felizes e a noite antes de dormir ele agradeceu pelo dia bom que ele teve. Fiquei pensando - coisa que sempre faço muito, talvez até demais - que provavelmente morando em Londres a chance de ter acontecido com ele o que aconteceu seria nenhuma. O carinho, a  consideração, o olho no olho, os abraços apertados são muito coisa do brasileiro. E tudo isso tem me ajudado a deixar o sofrimento de lado (de não estar mais lá) e aproveitar o momento presente.

Que coisa boa.


Depois de tanto tempo tenho muito para escrever mas queria começar contando algo bom e que foi significativo para nós porque de notícias ruins estamos todos saturados já.


sábado, 3 de setembro de 2016

Ah o tempo!

Mudaram as estações...
e tudo mudou.

Nunca passei tanto tempo sem blogar mas tudo mudou e muito.

Tem dias que paro e penso como era a vida há alguns anos.

Lembro dos meu tempos de solteira, que eu trabalhava das 7h as 18h30, saía correndo, comia no caminho algo rápido enquanto dirigia e ia para a faculdade, voltava para casa só as 23h30 para começar tudo de novo no outro dia as 6h da matina (sou do tempo que falava matina para manhã/ madrugada).

Sábado, além de ter que trabalhar quase sempre, tinha ainda trabalho para fazer ou estágios. Normalmente só depois das 16h que eu estava liberada e ai dava uma mão em casa na limpeza ou ia ao mercado, açougue e essas coisas toda da casa mas era uma mão, não era tudo responsabilidade minha.

Tinha final de semana que nem vontade de sair eu tinha, na verdade eu só queria dormir. 
  
E hoje o que mudou? Tudo.

A responsabilidade, meu comportamento que é exemplo, o ser adulto que tem que ser adulto e ponto. Não dá mais para dar uma mão na casa, a responsabilidade é nossa.

Hoje saio de casa as 8h45 e volto as 20h e a vida continua, é preparar a janta, botar roupa para lavar, adiantar o almoço, acompanhar a tarefa do Nicolas, olhar a agenda dele, preparar a mochila, dar um pouco de atenção, jantamos juntos e coloco ele para dormir. E ai o dia ainda não acabou vou ainda ler um pouco, trago trabalho para casa todos os dias, tomo banho e lá pelas 23h30 vou dormir. No outro dia as 6h/ 6h30 estou de pé novamente, as vezes vou ao sacolão ou ao mercado ou ainda passo no banco antes de ir trabalhar.

Ufa, que canseira.

Já sinto a idade chegando, sinto que não tenho mais o ritmo que tinha, que o peso da mochila pesa não somente nos ombros mas na alma.

Ao mesmo tempo me surpreendo por estar aguentando tudo tão bem, não tenho adoecido, não tenho chorado mais diariamente pela falta do meu pai, nem tenho vontade de largar tudo e sair correndo.

Mas tive que priorizar e infelizmente não consegui mais sentar uma hora ou mais para escrever aqui. Quando consigo volto e releio um post antigo, leio os comentários, passo nos blogues que gosto e ai o tempo passou e não escrevi. Estou tentando não sofrer por isso.

O que me deixa feliz é ver o Nicolas bem e feliz.
O meu trabalho me motiva, me desafia e tem me mostrado o quanto sou capaz. 
To feliz apesar de cansada e como disse minha diretora "você tem que ficar atenta pois sua tendência é sempre se apegar ao negativo e nem ver o positivo".

Quero voltar, quero e vou, só não sei quando ainda.

sábado, 25 de junho de 2016

Olá Central do Textão.

Fui muito resistente para aderir a "moda" do Facebook.  Não queria mas de repente apareceu uma oportunidade de emprego e o único contato com a pessoa era através do facebook (que droga, pensei na hora mas como é que alguém não tem um endereço de email pelo menos para eu mandar meu CV (ponto de interrogação aqui pois meu teclado está desconfigurado, desculpa) sim ela tinha um email porém não queria passar para ninguém. 

Fiz minha conta, entrei em contato com a pessoa e não consegui o emprego. Eu não tinha nada a ver com o perfil da vaga. Continuei por lá - no facebook - sem entender direito como aquilo tudo funcionava. 

Rever amigos foi legal, encontrar colegas de tempos distantes também foi bom. Só que de repente o facebook começou a fazer propagandas e para piorar chegou a época de eleições de alguma coisa que eu nem lembro mais e ai as pessoas começaram a mostrar um lado delas, que nós sabemos que existe mas, que está lá guardado em alguma gaveta e não tão escancarado como era exposto no facebook. Para mim bastou. 

Eu que já não me identificava com tudo aqui perdi a vontade completamente. 

Sinto falta de conversar com algumas pessoas, saber como estão é claro, não nego; ver algumas fotos mas "ser obrigada" a ver fotos ou vídeos que apareciam do nada na minha TL me fez entrar cada vez menos no facebook e tcharam, perdi a vontade de vez. Faz meses que não entro e estou aqui, bem e vivona. Aliás acho que "nao gastar tanto tempo" com o facebook está me fazendo tão bem. Aquele ambiente me consumia; mesmo que fosse meia hora por dia, que nunca era. Meu trabalho tem exigido mais de mim e prioridade são prioridades. Fim.

O que eu nunca consegui abrir mão foi desse cantinho aqui que fez dez anos esse ano. 

Adoro blogs, adoro ler, adoro acompanhar as escritas das pessoas. Quase nunca elas acontecem no calor das emoções então são um pouco mais pensadas e muitas vezes revisadas, com isso leio o que quero e quando quero. Ninguém é obrigado a nada.

Senhorita Fodástica Tina querida organizou a Central do Textão que é um local com indicação de vários blogs. Sabe aqueles textos bons do facebook que se perdiam (interrogação, de novo) então agora eles podem estar nos blogs e nós acharemos. Não seremos obrigados a entrar na rede social XYZ e engolir goela abaixo o que não queremos.

Demorei para conseguir escrever esse texto mas saiu e agora declaro oficialmente pertencente a Central do Textão. Passa lá e encontraras textos com os assuntos muitos variados e a esperança de que os blogs tenham vida longa.

Viva os blogs.  


Para vocês sentirem um gostinho da qualidade dos textos da Central indico um para começar Ah o orkut (o título não é esse, eu que criei, desculpa autor).

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Irmão

O que é um irmão?
 
É aquele ser humano que aparece do nada e tira seu lugar no reinado.
 
(insistem em dizer que você é um rei ou uma rainha/ princesinha qualquer coisa do tipo e quando aparece aquele bebê fofo e todos só tem olhos para ele, você percebe que perdeu tudo.)
 
Ele é fofo, lindo, querido.
 
Tão foto que dá vontade de apertar e apertar muito quase esmagar o coitado. Claro que ninguém deixa você esmagar o coitado até porque ele é muito pequeno, frágil e indefeso e todos precisam cuidar dele.
 
Agora você? Se vira, você JÁ é grande.
 
O bebê cresce, ganha dentes, aprende a andar, falar e de repente se transforma em uma criança. Perde um pouco seu encanto, parece que fica mais simpático e como num passe de mágica vira um amigo também.
 
Tá eu sei, eu sei que as coisas não são tão assim mas podem ser também.
 
O que eu sei de verdade é que irmão é alguém que Deus escolheu a dedo para você chamar de seu, tem tudo de bom e algumas coisas não tão boas - como todo mundo - e que se puder te ajudar vai te ajudar, se puder te abraçar forte até estalar todos os seus ossos vai te abraçar e se precisar brigar com o mundo para te defender, vai brigar.
 
Ser irmã mais velha não é fácil mas é delicioso ao mesmo tempo.
 
Esse final de semana, apesar da correria da minha vida, de estar pintando um quarto de um apartamento minúsculo e ainda ir trabalhar sábado, ficamos juntinhos do meu irmão que viajou desde São Paulo até Curitiba, sozinho, de carro e não mediu esforços para ficar quase dois dias conosco.
 
Sentou no chão, brincou de Lego, ouviu histórias e mais histórias, almoçamos juntos, nos abraçamos e na hora de ir embora sempre um cisco insiste em entrar nos nossos olhos.
 
Ah como eu gostaria de tê-lo mais perto, tão perto quanto ele está no meu pensamento e no meu coração.
 
Como foi bom apesar de rápido. E quando foi que aquele bebê fofo, bochechudo e super desejado cresceu tanto e se tornou esse homem barbudo, de sorrido largo e olhar sincero? Quando? Como?
 
Tempo não escape das minhas mãos não, cadê ele? Já foi.
 

(É tanto sorriso que quase não cabe na foto.)

sexta-feira, 22 de abril de 2016

A chatinha

Londres, novembro de 2004.
 
Tudo parecia estranho naquela cidade. O clima, a comida, as pessoas. Tudo estranho demais para mim.
 
Entre tantas coisas o que mais me chamou a atenção era o movimento no ônibus. Não digo o movimento do ônibus mas no ônibus.
 
As pessoas comiam no ônibus: imaginem o cheiro de comida apimentada mais comida frita mais o cheiro do café;
 
as pessoas se maquiavam no ônibus: que habilidade passar delineador com o ônibus em movimento. uma vez em um percurso de 40 minutos a mocinha se maquiou, colocou cílios postiços e arrumou o cabelo. fiquei extasiada olhando;
 
muitas pessoas liam no ônibus e liam de tudo independente de estarem sentadas ou em pé;
 
as pessoas dormiam;
 
os cachorros entravam também era uma festa;
 
e os carrinhos de compra, várias pessoas com carrinhos de compra no ônibus;
 
fora as mudanças muitas delas, com tudo.
 
Era uma loucura e engraçado ao mesmo tempo.
 
Eu, paulista metida a besta*, comecei a ficar horrorizada ao ver as pessoas com as compras. Sem nenhuma preocupação com o outro. Ela estava fazendo a compra da semana ou do mês, não sei (não conheci ninguém que fazia compra do mês, nem os ingleses) e como era muita coisa ou morava longe precisava pegar o ônibus.
 
Achava um absurdo as pessoas carregando os pacotes de papel higiênico sem nenhuma preocupação.
 
Lembra que eu falei que era metida a besta então para mim aquilo era um terror, onde já se viu.
 
Mas todas essa minha abestalhaçao não durou dois meses. Nós também pegávamos ônibus algumas vezes para voltar com a compra do mercado pois estava pesado ou chovendo e carregar o pacote de papel higiênico passou a ser algo natural como era para todas aquelas pessoas. Até porque todo mundo precisa de papel higiênico uma hora ou outra.
 
Passado alguns anos um dia eu estava voltando do mercado e um grupo de três ou quatro pessoas ficaram me olhando com cara de surpresa. Provavelmente a mesma cara que eu fazia logo que cheguei na cidade e ai eu pensei: "que foi tu não usa papel não ou tá limpando o fiofó com sabugo de milho, tá podendo em". Porque meus amigos o milho na terra da rainha era caro prá dedeu.


(Esse era o papel higiênico que nós usávamos; ás vezes até dessas pequenas coisas eu tenho saudade.)

* paulista metida a besta: porque eu era assim mesmo, fresquinha. ainda bem que melhorei, ainda bem que nós amadurecemos, mudamos senão eu não tinha dado conta não.
 
Nem sei porque deu vontade de deixar registrado essa história aqui talvez seja porque o preço das coisas aqui na terra brasilis está uma carestia como diz minha avó. Ela disse que meu biso sempre falou: "presta atenção que os fins dos tempos estão chegando e você saberá quando será. quando você levar um carinho de dinheiro a venda e voltar com uma sacola de mercadoria. hoje levamos uma sacola de dinheiro e voltamos com um carinho mas isso ainda vai mudar". Biso querido já mudou faz tempo.

domingo, 17 de abril de 2016

Ser professor hoje.

Mais uma semana de muitas reflexões, de momentos tensos e intensos e hoje parei várias vezes durante o dia refletindo sobre essa semana.
 
Lembrei do que eu vivi na escola, do que meu filho tem vivido e o que meus alunos estão vivendo.
 
Lembrei das minhas vivências nas escolas inglesas; no quanto nós brasileiros (ainda) somos maternais com as crianças e isso é cultural pois, muitas vezes, não adianta a escola incentivar a independência e em casa fazerem tudo por ela.
 
Fiquei martelando sobre o respeito ao próximo, aos mais velhos, o papel do professor em um ambiente onde cada um acredita que manda mais, a luta árdua e diária que muitas vezes parece não fazer sentindo nenhum e no meio disso tudo, meio sem querer, assistir um vídeo do Gustavo Reis muito bom.
 
"No Brasil a gente tem que ser socialmente resistente se quer ser professor". Gustavo Reis.
 
Te convido a assistir esse vídeo de 15 minutos, eu passei dos 10 segundos, eu passei dos 10 anos de sala de aula e continuo resistindo em não perder a minha essência, em não desistir da profissão professor.
 
 
Espero que gostem.
 
Por que eu demorei tanto para voltar a postar, talvez você esteja se perguntando?
Não foi por nada especial não somente o tempo tem sido curto e eu preciso dormir algumas horas por noite ainda; nem conseguir ler meus livros eu tenho conseguido, infelizmente.

domingo, 20 de março de 2016

Algumas fotos

Adoro fotos, imagens, coisas lindas, as não tão lindas e as reflexivas.
 
Essa semana, para minha surpresa, não consegui postar uma única foto no Instagram. Não sei o motivo, não sei se é meu telefone, o aplicativo ou se "tomei um gancho" (se você não conhece essa expressão isso denúncia sua idade mas tudo bem lhe digo, quer dizer que tomei/ ganhei uma suspensão, fui suspensa, proibida de fazer algo por um tempo).
 
Essa semana foi difícil, pesada e cansativa por conta dos ânimos alterados ou melhor exaltados; muito ódio explicito a flor da pele e como diz uma amiga minha "ás vezes tenho a impressão que o brasileiro é o único cidadão no mundo que está dentro de um avião e torcendo para o piloto derrubá-lo". É uma comparação horrível mas muitas vezes é essa sensação que eu tenho também.
 
Ouvi, sem querer, de segunda a sexta uma criança de seis (6) anos gritando a pleno pulmões "Fora Dilma" como se aquilo fosse a coisa mais linda do mundo, convivi com crianças muito mais agitadas que o normal inclusive com comportamentos mais agressivos (chutando, batendo, apontando dedos), vários pessoas do meu trabalho adoeceram (o corpo reflete o que a mente sente), o pais vivendo esse momento tenso e instável -politicamente falando- não entrarei nesse assunto porém acredito que reflete em nossa vida. Alguns sentem mais intensamente do que outros mas que reflete isso reflete.
 
Com tudo isso me calei e claro que minha garganta está arranhando, minha cabeça dói mas não quero e não vou entrar nessa onda de ódio. Quero tentar ficar com o lado bom, o lado inocente das crianças.
 
"Você está se alienando de tudo, se isentando, sua louca" ouvi isso e fiz cara de paisagem, to aprendendo a duras penas mas estou.
 
 
Que os anjos existem eu não tenho dúvidas agora como eles são está é a grande questão.
 
Esse quadro está em um local que vou com uma certa frequência e adoro ficar admirando-o por um tempo.
 

sábado, 12 de março de 2016

Comigo mesma.

Dez e meia da noite de um sábado qualquer e depois de dar mais um beijo, boa noite e apagar a luz do quarto do meu filho, volto para a sala e sento na frente do computador. Ouço os carros na rua, levanto coloco água para ferver e penso no meu dia.
 
Acordei cedo, tomei banho, fui a padaria. Voltei, tomamos café e sai para trabalhar. Almoçamos juntos, passou a tarde e a noite chegou. Aconteceu tanto coisa e agora estou sozinha.
 
Demorou, foi sofrido mas hoje ou melhor já faz algum tempo que esses momentos "comigo mesma" tem sido muito bons. Foram anos de psicoterapia com alguns exercícios práticos como ir ao cinema sozinha no meio da tarde durante minhas férias ou ir a um museu e aproveitar minha companhia. Chorei, sofri e depois percebi que era bom ou melhor que é bom.
 
O Paulo está trabalhando. Trabalhar em hotel é por escala e não tem feriado, dia santo, Natal, ano novo,  aniversário nada... tem que seguir a escala e pronto. Sabíamos disso e encaramos.
 
Tenho trabalhado bastante também; esse já é o terceiro sábado esse ano desde primeiro de fevereiro mas sempre soube também, escola é assim e pronto. Não reclamo, não brigo e não me revolto. Tento me organizar ao máximo para as coisas não embolarem.
 
Agora já deveria estar dormindo mas só deito depois de terminar esse post e deixar a pia vazia. Acordei as seis e amanhã talvez consiga acordar a sete, se tiver um pouco de sorte.
 
Conseguir conviver comigo mesma só me trouxe benefícios. Hoje vejo que não tinha nada pior para mim do que ser dependente do outro, colocar nas mãos de outra pessoa a minha vida e dizer: toma, cuida, me leva para lá ou para cá, deixar de ter vontade própria.
 
Adoro ter companhia mas minha própria companhia também é muito boa. Observo mais, ouço mais e consigo olhar o mundo que me cerca com outros olhos.
 
A vida tem seus desafios porém muitos prazeres também basta sabermos olhar ou direcionar nosso olhar.
 
Para onde você está olhando?
 
 
 
* escrevi a palavra também não sei quantas vezes, vai ficar assim tá?
 

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Tem criança lendo, conhece esse movimento?

Um grupo de pessoas interessadas e apaixonadas por literatura infantil se juntaram para divulgar e estimular cada um de nós a lermos mais para nossas crianças. Nossas crianças entenda como as crianças que temos contato e convivemos que pode ser nossos filhos, os sobrinhos, afilhados, netos, filhos dos vizinhos, filhos dos amigos.... Crianças.                            
A cada mês um tema e proposto e esse mês com a volta as aulas o tema foi livros que serão utilizados ou que foram pedidos para serem usados na escola.

Eu fiquei surpresa com os títulos pedido pela escola do Ni mas sei que ele tem capacidade, dará conta e as mediações auxiliarão muito na compreensão do conteúdo pois alguns são bem densos, por assim dizer.
 
E a lista de livros pedidos para um grupo de 3o. ano foi:
* O pequeno vampiro
* A fantástica fábrica de chocolate
* A ilha perdida
* Mitos gregos
 
Ainda faltam os títulos do 3o. trimestre que será pedido em breve.
 
Confesso que adorei todos e acho que eles também aproveitarão e muito.
 
Para saber mais sobre a ação "Tem criança lendo" acompanhe pelo IG (Instagram @temcriancalendo ).
 
Essa semana foi tão corrida que sentei para escrever aqui no blog, postei por aqui e ainda não postei no Ig, uma hora eu dou conta de tudo.
 
E você o que está lendo? Para as crianças vocês tem alguma lista especial, um livro semanal escolhido, como acontece esse momento de leitura por ai? 

domingo, 31 de janeiro de 2016

Livro "As Crônicas de Nárnia" (2/52)

Passei boa parte das férias na companhia da Lúcia, da Susana, do Pedro e do Edmundo junto com um (senhor) Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa.
 
Que delícia de aventura. Eu, mais uma vez, ainda não assisti o filme mas adorei o livro e agora sim quero assistir o filme.
 
A história é mais ou menos assim: imagina um grupo de crianças que vai passar um tempo na casa de um professor por conta da guerra. Simpatizam com o professor de cara e encontram uma casa antiga histórica com vários locais para explorar. Numa dessas explorações acham um guarda-roupa e ai começa a aventura.
 
Nárnia é um país diferente do nosso em tudo. O que cada um vive e encontra me remete muito ao nosso inconsciente ou com o que cada um tem no coração. Lúcia encontrou um fauno e Edmundo a Feiticeira Branca.
 
Lúcia era a menor das crianças, inocente e bondosa.
 
Edmundo estava com raiva do Pedro tinha um sentimento de vingança muito forte nele.
 
De repente a família de castores,  o Leão Aslam, os animais, a comida, o frio, a primavera.
 
Valeu a pena e fiquei me perguntando por que eu ainda não tinha lido esse livro?
 
Meu filho que me viu com o livro, perguntou sobre o que era e mostrou interesse na história; por fim me pediu para ler para ele: "podemos ler em capítulos né mãe?" e eu disse sim. Aí aproveito para curtir mais um pouco desses momentos de leitura compartilhada e juntinhos já que ele também lê livros sozinhos e algumas vezes nem faz questão da minha companhia.
 
Leitura infanto-juvenil de qualidade, adorei.


 
 

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

O que faz sentido?

Esse mês o blog completou dez anos!
 
Caramba, 10 anos é tempo pra caramba e ai como vai ser daqui em diante?
 
Não sei, não sei que rumo o blog vai tomar, se vai continuar existindo e como. Me dá um aperto no peito danado em pensar tudo isso pois adoro rever e reler as postagens antigas.
 
A pergunta que mais martela na minha cabeça é: ainda faz sentido ter o blog?
 
Com tantas outras mídias existem, quem ainda lê blog, quem ainda se interessa pelo outro de verdade, quem ainda se importa?
 
São muitas perguntas e aí eu paro e lembro de mim que adoro ler, adoro ler blogs mesmo que comente menos do que antes mas ainda visito, me interesso. Alias gosto muito mais de blogs do que de vídeos ou áudios. Ouço um ou outro vídeo enquanto faço algo em casa mas parar para ver vídeo é algo que não me conquistou, com raras exceções.
 
Continuo escrevendo ainda, pouco mas continuo, pensando no registro. Penso no quanto talvez (ou não) o Nicolas irá gostar de ler e saber mais sobre a infância dele, penso também que se um dia minha memória falhar acho que vou gostar de ouvir meus escritos porque se eu não enxergar alguém poderá ler para mim. Penso em tantas coisas.
 
Me pego pensando também nas pessoas que vem até aqui só para saber da minha vida, bisbilhotar mesmo, pra que isso me conta rsrs? Eu dou risada porque é tão ridículo que chega a ser engraçado.
 
Não entendo quem torce para ver o outro mal principalmente quando o outro não fez nada para você.
 
Empatia hoje é algo tão em falta que não conseguimos nos colocar no lugar do outro e tentar imaginar o que ele está passando; e logo depois torcer para tudo ficar bem ou mandar pensamentos positivos, fazer uma oração. Ao contrario vejo muita gente torcendo para que a coisa só piore e isso me dá uma gastura, me faz tão mal.
 
Quem me acompanha por aqui sabe um fragmento bem pequeno da minha vida, uma foto representa um momento não a situação em si. O IG da Miko me chamou a atenção por essa foto quando ela escreveu sobre isso que eu comentei agora, está em inglês.
 
Então escrevi, escrevi e não escrevi nada. Queria me comprometer a escrever no mínimo uma vez por semana mais o registro do livro semanal, veremos.
 
Para mim viver sempre fez sentido mesmo com todos os desafios, a alegria dos pequenos momentos vale muito a pena e registrar tudo isso me faz bem.
 
Quem bloga ainda faz sentido?
 
 
(E se um dia nada mais fizer sentido olhe para cima sempre há algo para admirar.)
 
 

domingo, 10 de janeiro de 2016

Livro: "Meu pé de laranja lima" (1/ 52)

Não fiz lista do que quero fazer esse ano mas quero tentar fazer algo que não faço faz tempo ou ainda não consegui fazer: ler um livro por semana. Enquanto não volto a trabalhar sei que consigo mas depois a coisa complica um pouco, a correria do dia-a-dia, os compromissos que não podem esperar e quem acaba esperando é o livro da vez.

Tentarei novamente esse feito. Ano passado queria muito ler, no mínimo, doze escritoras brasileiras consegui a metade e foi uma experiência muito boa, adorei e tentarei repetir o feito de ler mais mulheres. É bom e me fez bem.

O primeiro livro do ano li em quatro dias e que livro. Já tinha visto propaganda na tv do filme mas não queria assisti-lo antes de ler o livro.

Conforme fui lendo foi me dando um aperto no peito ao mesmo tempo que pensei em varias pessoas que eu adoraria presentear com essa obra.

Lembrei de todos os ''Zezés'' que eu conheço, de como eles tem algumas características em comum e o que mais me tocou mesmo foi o poder do cuidado, do carinho, do amor.

Parece meio batido porém a  realidade que ele retrata nos faz lembrar que nem toda criança é querida e/ou amada, muita gente ainda consegue usar de meios violentos para se relacionar com uma criança demonstrando todo seu poder e seu ódio ao mesmo tempo, a inocência e delicia da infância. Quanta coisa para pensar, quanta coisa para fazer.

Não sei como meu filho irá reagir a leitura desse livro, não sei. Confio nas professoras e nas coordenadoras e tenho certeza que encaminharão da melhor maneira possível mas que é uma realidade totalmente diferente da que ele conhece, isso é.

Comecei com a lista dos livros que foram indicados para o Nicolas na escola porque quero saber do que se trata os que eu não conheço e logo depois tentarei seguir os títulos da minha lista interminável.
 
 


Livro: "O meu pé de laranja lima"
Autor: Jose Mauro de Vasconcelos
Editora: Melhoramentos
 
{O primeiro livro é de 1972 e o segundo é de 2012. Quarenta anos separam as duas edições. Os brinquedos são do meu filho que me ajudou a tirar essa foto.} 

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Dia dos Reis

E o ano de 2015 acabou, dois mil e dezesseis chegou e eu ainda não consegui fazer um post de balanço/ retrospectiva do ano.
 
Vou tentar.
 
Pessoalmente foi um ano bom. Continuamos unidos em família, poucos amigos mas queridos e pessoas que eu sei que posso contar, elas também sabem que podem contar conosco. Novas amizades em construção.
 
Saúde: foi um período melhor do que 2014 especialmente para o Nicolas que não teve nenhuma gripe esse ano, somente três crises de asma - a natação tem ajudado e muito- fomos ao hospital duas vezes infelizmente mas fora isso foi tudo ótimo. Eu não adoeci nenhuma vez.
 
Profissionalmente foi um desafio. O Paulo só começou a trabalhar em março passamos longos três meses, os dois, desempregados. Eu vivi um semestre de buscas, envio de currículos e aquela ansiedade toda e foi somente no final de julho, graças a uma indicação, fui chamada para uma entrevista e comecei a trabalhar em um lugar muito bom; ainda estou naquela fase apaixonada e encantada por tudo. Que delícia isso.
 
Financeiramente foi um ano que exigiu bastante de nós. Apertamos onde pudemos, economizamos em tudo já que estivemos um tempinho desempregados, não podíamos abusar.  Não sei o que seria de nós se não tivéssemos nossas economias, de verdade não sei. Prioridade foi a palavra e com isso não viajamos além de visitarmos a família em dezembro 2014 e janeiro 2015. Continuamos sem carro e acredito que assim seguiremos. Não sofremos mas foi mais uma grande lição que aprendemos e seguimos ainda mais unidos, eu acho.
 
Ufa acabou 2015 e se me perguntarem o que eu espero de 2016 nem sei responder, acho que quero é muita saúde para todos nós, especialmente para meu filho. Chega de susto. Vê-lo sofrer acaba comigo ainda bem que agora já estamos mais preparados e sabemos lidar melhor e de maneira rápida com as crises de asma.
 
*** Hoje é Dia dos Reis Magos e na Espanha comera-se como nós comemoramos o Natal: com comidas gostosas e presentes até porque os Reis levaram presentes para o menino Jesus. Adoro essa tradição, para o ano que vem quero fazer um bolo de Reis para comemorar. E por que não?
 
Feliz Ano Novo feliz, todos dos dias.
 
 

domingo, 27 de dezembro de 2015

Feliz Natal!

Feliz Natal!
 
Esse vídeo da Fafá está lindo! Adorei.
{Nem sou a pessoa mais fã de vídeos ainda prefiro post mas depois que eu assisti este, decidi que veríamos ele no café da manhã do dia de Natal e foi o que fizemos: tomamos café com a Fafá e a história do nascimento de Jesus.}
 
 
 

 

sábado, 19 de dezembro de 2015

Novembro, cadê você?

Novembro passou e junto parece que passou um caminhão na minha vida. No bom sentido, se isso é possível.
 
O caminhão chegou, estacionou e trouxe novos desafios:
 
* eu que trabalhava só algumas horas de manhã passei a ficar na escola a tarde também, o que implicou em uma reorganização aqui em casa, voltei a levar marmita (e comer na rua algumas vezes, beber menos água por tabela) e o Ni foi para a escola a tarde pois não temos com quem contar. Ele adora mas é cansativo.
 
* eu que sempre estive e vivi na educação infantil/ primeiro ano no máximo, encarei um 2o.ano e olha... que desafio, não sei se é lá que eu quero estar. Gosto da parte lúdica da educação, gosto de fazer roda no chão, de dar e receber beijos e abraços, gosto da inocência e sinceridade das crianças menores.
 
Aprendi um montão, curte o contato e o carinho das crianças maiores, fiquei muito feliz em ver meu filho "se virando" em situações novas.
 
Junto com tudo isso acontece uma grande exposição na escola conhecida como "Escola por Dentro" que é como uma feira de ciências/ feira de conhecimentos. Foi lindo, emocionante e que exigiu bastante de todos.
  
Com essa correria toda eu sofri menos com o dia 21 de novembro, dia que meu pai faleceu há cinco anos. Ás vezes acho que algumas coisas acontecem propositalmente com um objetivo bem específico. Funcionou, deu certo e aqui estou inteira e feliz ou pelo menos sofrendo menos porque lembrar que meu pai não está mais entre nós, especialmente nessa época do ano, é sofrido demais.
 
Por conta dessa correria não entrei mais no facebook e percebi que isso me fez um bem danado apesar de sentir falta dos amigos que tenho por lá e que não passam por aqui. Kátia, Dani, Taís, Nalivia, Vânia e tantas outras pessoas que eu gosto tanto, me desculpem a ausência.
 
Que venham as festas, mais alegria, o descanso e um pouquinho mais de paz. Só quero aproveitar  tudo isso e continuar bem, não somente eu mas meu filho, marido, a família, os amigos e quem ainda me lê por aqui.
 

terça-feira, 27 de outubro de 2015

O que dizer?

Domingo fez um dia "típico" londrino em Curitiba. Estava frio, nublado e com garoa. Um dia cinza. 

Domingo dia 25.10.2015 eu completei 38 anos e foi mais um dia como todos os outros 364 dias do ano; além de estar cinza e frio para me fazer matar a saudade da minha cidade do coração - Londres.

O dia foi tranquilo, ficamos somente eu e o Ni em casa porque o Paulo começou a trabalhar meio dia e só parou as onze da noite, quase não ficamos juntos e ai no meio da tarde eu recebi mensagens das minhas primas desejando feliz aniversário e de bônus uma foto que me fez sorrir.

Um dia eu já fui uma criança bonita e sorridente.




 
E hoje o que diria para essa garotinha (talvez com uns cinco ou seis anos, não mais do que isso) sobre a vida, sobre o futuro?
Confesso que não sei bem. 
Talvez eu diria que esse sorriso ela deve levar para a vida inteira mesmo nas situações mais difíceis.
Talvez eu diria que ela não precisa ter (tanto) medo porque coisas boas acontecem na vida.
Talvez eu diria para ela lembrar que ela é linda mesmo quando ela se acha horrível por ser magrela, usar óculos, usar aparelho, não ter roupas descoladas e ainda ser um pouco tímida.
Talvez eu diria muitas vezes que relaxar faz bem, que nem tudo precisa ser certinho o tempo todo e rir de vez em quando é bom.
Que ser honesto e sincero -principalmente com ela mesma- é a melhor receita para não se trair.
Que a morte não é o fim do mundo, nem precisa ter medo dela, todos nós passaremos por isso.
Reforçaria o que ela ouviu a infância inteira: respeite os mais velho, faça o seu melhor e faça o que for correto mesmo que todos te digam que é errado.
Diria para acreditar mais nela, que ela é capaz e que confiar é difícil mas é possível.

Dor de amor não mata mas doí.

Comer manga e tomar leite não mata.

Brincar de ficar vesgo não te deixará vesgo para sempre mas pode ser que doa um pouco os olhos. 

Amizade é um troço complicado demais para tentar entender então viva enquanto durar.
Leia, leia muito e de tudo.
Não deixe de dançar jamais até porque isso foi algo que ela sempre gostou.
Se ame e não espere que ninguém te ame para você acreditar que é amada.

************
Com cinco ou seis anos eu -nem em sonhos- imaginei que minha vida estaria como está agora. Aquela garotinha da foto nunca fez muitos planos para o futuro, dar conta do presente já era algo pesado e gostoso demais ao mesmo tempo. 
Hoje meu objetivo é quebrar várias "crenças" que me fizeram acreditar como certas e que não me acrescentam em nada. 
Continuo acreditando no amor mesmo e apesar de todas as feridas que ele já me causou um dia.
Agora uma coisa que eu aprendi nesses anos é que nada é perfeito nessa vida e que é melhor você criar capivara/unicórnio/ galinha/gato do que expectativas. Qualquer coisa te fará sofrer menos do que expectativas.

Se vou viver mais 38 anos para lembrar o que eu penso hoje, eu não sei, porém quero viver o tempo que for da melhor maneira feliz, sem tanta complicação e com coisas boas ao meu redor. Que venha mais um ano pela frente com muito amor, trabalho, momentos gostosos e aumentando a cada dia minha poupança de boas recordações.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Que semana!

Essa semana só teve três dias letivos e estou mais cansada do se tivesse sete dias seguidos.

Muitas coisas aconteceram, muitas coisas estão acontecendo e acho que, emocionalmente, acabei acumulando mais do que deveria.

Tudo começou em agosto quando o Nicolas participou da 2a. etapa da Jornada de Matemática representando a turma dele.

Emoção a flor da pele. Para ajudar eu tive treinamento na escola a manhã inteira e participei só de corpo presente apesar de que foi super legal mas eu não consegui deixar de pensar no Nicolas. 

Ai veio setembro e dia 26 ele participou de um festival de natação. Na semana antes do dia do festival fez muito calor, vamos para a escola andando e foi sofrido, para ajudar ele treinou três dias seguidos e confesso que eu não aguentava mais o ir e vir. 

O que ele mais queria era chegar em primeiro lugar, só falava nisso e chegou. Foi o primeiro na bateria (piscina) que ele nadou. Após alguns minutos saiu o resultado e eu não acreditava no que estava vendo: ele ficou em primeiro entre os 26 meninos que nadaram na categoria masculino 6-7 anos. Ele estava muito concentrado na hora do competição, se preparou e fez o melhor que pode.

Essa vitória fez um bem danado para a autoestima dele. Se quiser ver como foi, se prepare para ouvir minha voz terrível, eu estava muito nervosa (não sei porque).



Depois de setembro vem outubro e ai chegou o grande dia dele, aniversário do Nicolas. Na escola do Ni tem uma comemoração coletiva por semestre; todos os aniversariantes do semestre levam algo (que é solicitado pela agenda) e comemoram juntos. Ele queria levar algo para dividir com os amigos então expliquei novamente como funcionava e ele perguntou se eu não poderia escrever para a escola perguntando se ele poderia levar algo para dividir com todos: alguma fruta (especialmente  uva que ele ama) ou uma bolachinha ou talvez um docinho mas que na verdade ele queria era levar um bolo ou brigadeiros.

Escrevi o bilhete e a diretora nos autorizou a levar um brigadeiro para cada criança. A alegria e euforia dele era contagiante. Fiz brigadeiros para ele levar e ele enrolou todos. Fiz mais brigadeiros para comermos em casa junto com um bolo de limão que ele pediu. Ajeitamos tudo e ele teve um dia ótimo.

Teve dia dos professores também e preparamos uma lembrancinhas para as professoras e recebemos vários bilhetes carinhosos de agradecimentos.

Fomos em médico, dentistas, ortodontistas, fizemos radiografias, as aulas de natação continuam, a correria também. 

Tenho lido menos do que gostaria. Assim como escrever para o blog deixou, um pouco, de ser prioridade mas sinto muita falta.

Hoje é sexta, fez calor, tá abafado e mesmo assim estou feliz.

Sinto falta de conseguir encontrar pessoas queridas, ter encontros de adultos mas isso se ajeita também e espero que em breve.

Esqueci: em setembro completamos dois anos em Curitiba. Sinto muita saudade de Londres e sinto também que meu coração está mais calmo por aqui agora especialmente por ver meu filho bem, feliz e crescendo (muito e) rapidamente. 

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

O filme

Essa pergunta rondou minha cabeça por semanas, meses, anos.

"Que horas ela volta?"

Todo dia era igual e ela não voltava.
Esperava na porta da escola e ela não voltava.
A esperava foi dando lugar para o vazio e o vazio para o nada.
Esse foi o sentimento que ela conseguiu gerar dentro de mim: nada.
Nem ela aparecendo na sexta e desaparecendo no domingo mudava algo, 
não não mudava.
Nada vezes nada é nada.

É duro, é dolorido mas a gente se acostuma.

O sonho da casa própria falou mais alto,
a prioridade em terminar a faculdade falou mais alto.
tudo falou mais alto até mesmo quando o segundo filho (por acidente, de novo) surgiu, a prioridade era outra não dava para abrir mão de tudo para cuidar dos filhos.

Abrir mão de tudo é pedir demais.

******************

O filme do ano para mim até agora é "Que horas ela volta?".
Fui assistir sozinha e chorei, chorei muito, me identifiquei com várias partes e quando a Val toma a decisão final antes do desfecho do filme, lavei minha alma e chorei mais ainda.

Não vou contar muito mas para mim foi impactante, rolou uma identificação e só chorei mais do que o normal porque estava de TPM. Fico sensível e choro por tudo.

É um super filme (para mim) e mostra um recorte da nossa sociedade. As consequências dessa triste realidade já estamos colhendo: mães/ pais abandonando seus filhos, pessoas materialistas, cada vez mais jovens se drogando entre outras coisas. Mas ninguém quer ver, ninguém quer mudar, ninguém quer se responsabilizar.

Se puder assistir um único filme esse semestre, vá assistir "Que horas ela volta?" a atuação da Regina Casé tá demais. Lembro dessa mesma sensação quando assisti "Central do Brasil" com a Fernanda Montenegro.



sábado, 12 de setembro de 2015

Sobre o tempo e sobre sentimentos.

Ontem fez dois anos que voltamos de Londres.
Dois anos que deixei um pedacinho do meu coração naquele lugar lindo, maravilhoso e que me permitiu viver tantas alegrias mesmo com todas as dificuldades (que não foram poucas).

E ai eu *tontona* fiz uma postagem no facebook relembrando isso e dizendo que a "saudade não diminui só aumenta". Prá que? Me diz, prá que eu fui fazer isso?

Um pequeno parenteses aqui: cada vez mais tenho vontade de sair do facebook, cada vez entro menos e me envolvo menos em conversas, discussões e tals. Só não saio de vez porque adoro manter contato com os amigos, especialmente os que estão longe.

Fecha parenteses.

Recebi comentários agressivos "volta, tá fazendo o que aqui", "lá é muito melhor, te avisei"; mensagens dizendo para eu parar de publicar isso, que tenho que olhar para frente e não viver no passado e mais um monte de coisa.

Voltei no que eu escrevi, li, reli e não vi nada demais. Ai caiu minha ficha. Falei dos meus sentimentos verdadeiros não reproduzi a cena do comercial da margarida, da família feliz, de tudo perfeito.

Ai me dei conta que, talvez, para estar no facebook você precisa entender que lá é só imagem de "comercial da margarida" ou imagens lindas de gatinhos/ cachorrinhos/ passarinhos ou sei lá o que mais fofinho. Ou postagens sobre política, metendo o pau no governo claro, senão você vai ser chamado de "tonto, burro, idiota". Quem tenta escrever algo diferente ou mais sério é automaticamente crucificado, chamado de "ecochato, xiita, radical" e por ai vai.

Lembrei também que setembro é o mês de prevenção ao suicídio, que tem aumentando a cada ano.

O que uma coisa tem a ver com a outra?

Parece que há uma censura em falar sobre nossos sentimentos. Não pode ficar triste, não pode ficar ansioso, nervoso ou com medo. FELIZ, FELIZ, FELIZ e FELIZ sempre.

Tudo isso é muito chato e ai vamos mascarando nossos sentimentos, vamos empurrando com a barriga até a hora que não dá mais, a água transborda do copo com um simples pingo e todo mundo diz o que? Nossa ninguém percebeu nada.

É ninguém quer perceber nada, ninguém quer se responsabilizar por nada, ninguém quer ouvir, acolher, estar junto. 

Eu tenho saudade de Londres sim, tenho saudade de tudo que vivi assim como tenho saudade do meu pai, todo dia tenho saudade do meu pai, da minha avó, do meu irmão, da escola que trabalhei por anos em São Caetano, dos amigos da faculdade, do ginásio. Tenho saudade e não vejo problema nenhum nisso.

Enquanto continuarmos vivendo com essa máscara querendo mostrar ao mundo que somos "perfeitos" nada fará sentido para mim, desculpa mundo, não sou obrigada.

E isso tem tido consequências seríssimas pois criamos expectativas, inclusive com as crianças, e não respeitamos nem os sentimentos delas e aí da-lhe remédio para devolver o animo, a alegria porque não pode "estar/ ficar" triste. Mas isso é assunto para outro dia.

Ontem foi um soco no estomago mesmo pois com tantas coisas boas acontecendo por aqui (Nicolas em seis meses teve só duas crises de asma e saiu das crises sem irmos ao hospital, a natação está ajudando muito, o Paulo está trabalhando desde março, eu comecei a trabalhar faz um mês e meio, etc, etc, etc) continuarei com saudades; as pessoas querendo ou não.

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Lembrei do filme Divertidamente, se alguém ainda não assistiu, por favor, assista é bem legal; fala exatamente sobre isso a importância dos sentimentos, todos eles e não somente a alegria.

E a vida segue.

(Foto de dois anos atrás no aeroporto de Londres um pouco antes de embarcarmos.)
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