sábado, 12 de março de 2016

Comigo mesma.

Dez e meia da noite de um sábado qualquer e depois de dar mais um beijo, boa noite e apagar a luz do quarto do meu filho, volto para a sala e sento na frente do computador. Ouço os carros na rua, levanto coloco água para ferver e penso no meu dia.
 
Acordei cedo, tomei banho, fui a padaria. Voltei, tomamos café e sai para trabalhar. Almoçamos juntos, passou a tarde e a noite chegou. Aconteceu tanto coisa e agora estou sozinha.
 
Demorou, foi sofrido mas hoje ou melhor já faz algum tempo que esses momentos "comigo mesma" tem sido muito bons. Foram anos de psicoterapia com alguns exercícios práticos como ir ao cinema sozinha no meio da tarde durante minhas férias ou ir a um museu e aproveitar minha companhia. Chorei, sofri e depois percebi que era bom ou melhor que é bom.
 
O Paulo está trabalhando. Trabalhar em hotel é por escala e não tem feriado, dia santo, Natal, ano novo,  aniversário nada... tem que seguir a escala e pronto. Sabíamos disso e encaramos.
 
Tenho trabalhado bastante também; esse já é o terceiro sábado esse ano desde primeiro de fevereiro mas sempre soube também, escola é assim e pronto. Não reclamo, não brigo e não me revolto. Tento me organizar ao máximo para as coisas não embolarem.
 
Agora já deveria estar dormindo mas só deito depois de terminar esse post e deixar a pia vazia. Acordei as seis e amanhã talvez consiga acordar a sete, se tiver um pouco de sorte.
 
Conseguir conviver comigo mesma só me trouxe benefícios. Hoje vejo que não tinha nada pior para mim do que ser dependente do outro, colocar nas mãos de outra pessoa a minha vida e dizer: toma, cuida, me leva para lá ou para cá, deixar de ter vontade própria.
 
Adoro ter companhia mas minha própria companhia também é muito boa. Observo mais, ouço mais e consigo olhar o mundo que me cerca com outros olhos.
 
A vida tem seus desafios porém muitos prazeres também basta sabermos olhar ou direcionar nosso olhar.
 
Para onde você está olhando?
 
 
 
* escrevi a palavra também não sei quantas vezes, vai ficar assim tá?
 

2 comentários:

  1. Oi Grazi!
    Vou confessar: eu adoro estar sozinha, na minha própria companhia. E não é nada depressivo, ou mesmo triste. Acho até que é um traço da minha personalidade e de tempos em tempos eu sinto uma necessidade desses momentos.
    Sei bem o que é ter trabalho por escala. Por aqui, com meu marido também é assim. Aniversários, Natal, enfim, já nos acostumamos a esse ritmo.
    O segredo, está mesmo no olhar!
    Bom domingo!

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  2. Que lindo te ler e essa companhia de nós mesmos ,por vezes, nos faz muito bem! Precisamos dela! Esse silêncio fala! bjs, linda semana,chica

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