domingo, 31 de janeiro de 2016

Livro "As Crônicas de Nárnia" (2/52)

Passei boa parte das férias na companhia da Lúcia, da Susana, do Pedro e do Edmundo junto com um (senhor) Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa.
 
Que delícia de aventura. Eu, mais uma vez, ainda não assisti o filme mas adorei o livro e agora sim quero assistir o filme.
 
A história é mais ou menos assim: imagina um grupo de crianças que vai passar um tempo na casa de um professor por conta da guerra. Simpatizam com o professor de cara e encontram uma casa antiga histórica com vários locais para explorar. Numa dessas explorações acham um guarda-roupa e ai começa a aventura.
 
Nárnia é um país diferente do nosso em tudo. O que cada um vive e encontra me remete muito ao nosso inconsciente ou com o que cada um tem no coração. Lúcia encontrou um fauno e Edmundo a Feiticeira Branca.
 
Lúcia era a menor das crianças, inocente e bondosa.
 
Edmundo estava com raiva do Pedro tinha um sentimento de vingança muito forte nele.
 
De repente a família de castores,  o Leão Aslam, os animais, a comida, o frio, a primavera.
 
Valeu a pena e fiquei me perguntando por que eu ainda não tinha lido esse livro?
 
Meu filho que me viu com o livro, perguntou sobre o que era e mostrou interesse na história; por fim me pediu para ler para ele: "podemos ler em capítulos né mãe?" e eu disse sim. Aí aproveito para curtir mais um pouco desses momentos de leitura compartilhada e juntinhos já que ele também lê livros sozinhos e algumas vezes nem faz questão da minha companhia.
 
Leitura infanto-juvenil de qualidade, adorei.


 
 

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

O que faz sentido?

Esse mês o blog completou dez anos!
 
Caramba, 10 anos é tempo pra caramba e ai como vai ser daqui em diante?
 
Não sei, não sei que rumo o blog vai tomar, se vai continuar existindo e como. Me dá um aperto no peito danado em pensar tudo isso pois adoro rever e reler as postagens antigas.
 
A pergunta que mais martela na minha cabeça é: ainda faz sentido ter o blog?
 
Com tantas outras mídias existem, quem ainda lê blog, quem ainda se interessa pelo outro de verdade, quem ainda se importa?
 
São muitas perguntas e aí eu paro e lembro de mim que adoro ler, adoro ler blogs mesmo que comente menos do que antes mas ainda visito, me interesso. Alias gosto muito mais de blogs do que de vídeos ou áudios. Ouço um ou outro vídeo enquanto faço algo em casa mas parar para ver vídeo é algo que não me conquistou, com raras exceções.
 
Continuo escrevendo ainda, pouco mas continuo, pensando no registro. Penso no quanto talvez (ou não) o Nicolas irá gostar de ler e saber mais sobre a infância dele, penso também que se um dia minha memória falhar acho que vou gostar de ouvir meus escritos porque se eu não enxergar alguém poderá ler para mim. Penso em tantas coisas.
 
Me pego pensando também nas pessoas que vem até aqui só para saber da minha vida, bisbilhotar mesmo, pra que isso me conta rsrs? Eu dou risada porque é tão ridículo que chega a ser engraçado.
 
Não entendo quem torce para ver o outro mal principalmente quando o outro não fez nada para você.
 
Empatia hoje é algo tão em falta que não conseguimos nos colocar no lugar do outro e tentar imaginar o que ele está passando; e logo depois torcer para tudo ficar bem ou mandar pensamentos positivos, fazer uma oração. Ao contrario vejo muita gente torcendo para que a coisa só piore e isso me dá uma gastura, me faz tão mal.
 
Quem me acompanha por aqui sabe um fragmento bem pequeno da minha vida, uma foto representa um momento não a situação em si. O IG da Miko me chamou a atenção por essa foto quando ela escreveu sobre isso que eu comentei agora, está em inglês.
 
Então escrevi, escrevi e não escrevi nada. Queria me comprometer a escrever no mínimo uma vez por semana mais o registro do livro semanal, veremos.
 
Para mim viver sempre fez sentido mesmo com todos os desafios, a alegria dos pequenos momentos vale muito a pena e registrar tudo isso me faz bem.
 
Quem bloga ainda faz sentido?
 
 
(E se um dia nada mais fizer sentido olhe para cima sempre há algo para admirar.)
 
 

domingo, 10 de janeiro de 2016

Livro: "Meu pé de laranja lima" (1/ 52)

Não fiz lista do que quero fazer esse ano mas quero tentar fazer algo que não faço faz tempo ou ainda não consegui fazer: ler um livro por semana. Enquanto não volto a trabalhar sei que consigo mas depois a coisa complica um pouco, a correria do dia-a-dia, os compromissos que não podem esperar e quem acaba esperando é o livro da vez.

Tentarei novamente esse feito. Ano passado queria muito ler, no mínimo, doze escritoras brasileiras consegui a metade e foi uma experiência muito boa, adorei e tentarei repetir o feito de ler mais mulheres. É bom e me fez bem.

O primeiro livro do ano li em quatro dias e que livro. Já tinha visto propaganda na tv do filme mas não queria assisti-lo antes de ler o livro.

Conforme fui lendo foi me dando um aperto no peito ao mesmo tempo que pensei em varias pessoas que eu adoraria presentear com essa obra.

Lembrei de todos os ''Zezés'' que eu conheço, de como eles tem algumas características em comum e o que mais me tocou mesmo foi o poder do cuidado, do carinho, do amor.

Parece meio batido porém a  realidade que ele retrata nos faz lembrar que nem toda criança é querida e/ou amada, muita gente ainda consegue usar de meios violentos para se relacionar com uma criança demonstrando todo seu poder e seu ódio ao mesmo tempo, a inocência e delicia da infância. Quanta coisa para pensar, quanta coisa para fazer.

Não sei como meu filho irá reagir a leitura desse livro, não sei. Confio nas professoras e nas coordenadoras e tenho certeza que encaminharão da melhor maneira possível mas que é uma realidade totalmente diferente da que ele conhece, isso é.

Comecei com a lista dos livros que foram indicados para o Nicolas na escola porque quero saber do que se trata os que eu não conheço e logo depois tentarei seguir os títulos da minha lista interminável.
 
 


Livro: "O meu pé de laranja lima"
Autor: Jose Mauro de Vasconcelos
Editora: Melhoramentos
 
{O primeiro livro é de 1972 e o segundo é de 2012. Quarenta anos separam as duas edições. Os brinquedos são do meu filho que me ajudou a tirar essa foto.} 

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Dia dos Reis

E o ano de 2015 acabou, dois mil e dezesseis chegou e eu ainda não consegui fazer um post de balanço/ retrospectiva do ano.
 
Vou tentar.
 
Pessoalmente foi um ano bom. Continuamos unidos em família, poucos amigos mas queridos e pessoas que eu sei que posso contar, elas também sabem que podem contar conosco. Novas amizades em construção.
 
Saúde: foi um período melhor do que 2014 especialmente para o Nicolas que não teve nenhuma gripe esse ano, somente três crises de asma - a natação tem ajudado e muito- fomos ao hospital duas vezes infelizmente mas fora isso foi tudo ótimo. Eu não adoeci nenhuma vez.
 
Profissionalmente foi um desafio. O Paulo só começou a trabalhar em março passamos longos três meses, os dois, desempregados. Eu vivi um semestre de buscas, envio de currículos e aquela ansiedade toda e foi somente no final de julho, graças a uma indicação, fui chamada para uma entrevista e comecei a trabalhar em um lugar muito bom; ainda estou naquela fase apaixonada e encantada por tudo. Que delícia isso.
 
Financeiramente foi um ano que exigiu bastante de nós. Apertamos onde pudemos, economizamos em tudo já que estivemos um tempinho desempregados, não podíamos abusar.  Não sei o que seria de nós se não tivéssemos nossas economias, de verdade não sei. Prioridade foi a palavra e com isso não viajamos além de visitarmos a família em dezembro 2014 e janeiro 2015. Continuamos sem carro e acredito que assim seguiremos. Não sofremos mas foi mais uma grande lição que aprendemos e seguimos ainda mais unidos, eu acho.
 
Ufa acabou 2015 e se me perguntarem o que eu espero de 2016 nem sei responder, acho que quero é muita saúde para todos nós, especialmente para meu filho. Chega de susto. Vê-lo sofrer acaba comigo ainda bem que agora já estamos mais preparados e sabemos lidar melhor e de maneira rápida com as crises de asma.
 
*** Hoje é Dia dos Reis Magos e na Espanha comera-se como nós comemoramos o Natal: com comidas gostosas e presentes até porque os Reis levaram presentes para o menino Jesus. Adoro essa tradição, para o ano que vem quero fazer um bolo de Reis para comemorar. E por que não?
 
Feliz Ano Novo feliz, todos dos dias.
 
 

domingo, 27 de dezembro de 2015

Feliz Natal!

Feliz Natal!
 
Esse vídeo da Fafá está lindo! Adorei.
{Nem sou a pessoa mais fã de vídeos ainda prefiro post mas depois que eu assisti este, decidi que veríamos ele no café da manhã do dia de Natal e foi o que fizemos: tomamos café com a Fafá e a história do nascimento de Jesus.}
 
 
 

 

sábado, 19 de dezembro de 2015

Novembro, cadê você?

Novembro passou e junto parece que passou um caminhão na minha vida. No bom sentido, se isso é possível.
 
O caminhão chegou, estacionou e trouxe novos desafios:
 
* eu que trabalhava só algumas horas de manhã passei a ficar na escola a tarde também, o que implicou em uma reorganização aqui em casa, voltei a levar marmita (e comer na rua algumas vezes, beber menos água por tabela) e o Ni foi para a escola a tarde pois não temos com quem contar. Ele adora mas é cansativo.
 
* eu que sempre estive e vivi na educação infantil/ primeiro ano no máximo, encarei um 2o.ano e olha... que desafio, não sei se é lá que eu quero estar. Gosto da parte lúdica da educação, gosto de fazer roda no chão, de dar e receber beijos e abraços, gosto da inocência e sinceridade das crianças menores.
 
Aprendi um montão, curte o contato e o carinho das crianças maiores, fiquei muito feliz em ver meu filho "se virando" em situações novas.
 
Junto com tudo isso acontece uma grande exposição na escola conhecida como "Escola por Dentro" que é como uma feira de ciências/ feira de conhecimentos. Foi lindo, emocionante e que exigiu bastante de todos.
  
Com essa correria toda eu sofri menos com o dia 21 de novembro, dia que meu pai faleceu há cinco anos. Ás vezes acho que algumas coisas acontecem propositalmente com um objetivo bem específico. Funcionou, deu certo e aqui estou inteira e feliz ou pelo menos sofrendo menos porque lembrar que meu pai não está mais entre nós, especialmente nessa época do ano, é sofrido demais.
 
Por conta dessa correria não entrei mais no facebook e percebi que isso me fez um bem danado apesar de sentir falta dos amigos que tenho por lá e que não passam por aqui. Kátia, Dani, Taís, Nalivia, Vânia e tantas outras pessoas que eu gosto tanto, me desculpem a ausência.
 
Que venham as festas, mais alegria, o descanso e um pouquinho mais de paz. Só quero aproveitar  tudo isso e continuar bem, não somente eu mas meu filho, marido, a família, os amigos e quem ainda me lê por aqui.
 

terça-feira, 27 de outubro de 2015

O que dizer?

Domingo fez um dia "típico" londrino em Curitiba. Estava frio, nublado e com garoa. Um dia cinza. 

Domingo dia 25.10.2015 eu completei 38 anos e foi mais um dia como todos os outros 364 dias do ano; além de estar cinza e frio para me fazer matar a saudade da minha cidade do coração - Londres.

O dia foi tranquilo, ficamos somente eu e o Ni em casa porque o Paulo começou a trabalhar meio dia e só parou as onze da noite, quase não ficamos juntos e ai no meio da tarde eu recebi mensagens das minhas primas desejando feliz aniversário e de bônus uma foto que me fez sorrir.

Um dia eu já fui uma criança bonita e sorridente.




 
E hoje o que diria para essa garotinha (talvez com uns cinco ou seis anos, não mais do que isso) sobre a vida, sobre o futuro?
Confesso que não sei bem. 
Talvez eu diria que esse sorriso ela deve levar para a vida inteira mesmo nas situações mais difíceis.
Talvez eu diria que ela não precisa ter (tanto) medo porque coisas boas acontecem na vida.
Talvez eu diria para ela lembrar que ela é linda mesmo quando ela se acha horrível por ser magrela, usar óculos, usar aparelho, não ter roupas descoladas e ainda ser um pouco tímida.
Talvez eu diria muitas vezes que relaxar faz bem, que nem tudo precisa ser certinho o tempo todo e rir de vez em quando é bom.
Que ser honesto e sincero -principalmente com ela mesma- é a melhor receita para não se trair.
Que a morte não é o fim do mundo, nem precisa ter medo dela, todos nós passaremos por isso.
Reforçaria o que ela ouviu a infância inteira: respeite os mais velho, faça o seu melhor e faça o que for correto mesmo que todos te digam que é errado.
Diria para acreditar mais nela, que ela é capaz e que confiar é difícil mas é possível.

Dor de amor não mata mas doí.

Comer manga e tomar leite não mata.

Brincar de ficar vesgo não te deixará vesgo para sempre mas pode ser que doa um pouco os olhos. 

Amizade é um troço complicado demais para tentar entender então viva enquanto durar.
Leia, leia muito e de tudo.
Não deixe de dançar jamais até porque isso foi algo que ela sempre gostou.
Se ame e não espere que ninguém te ame para você acreditar que é amada.

************
Com cinco ou seis anos eu -nem em sonhos- imaginei que minha vida estaria como está agora. Aquela garotinha da foto nunca fez muitos planos para o futuro, dar conta do presente já era algo pesado e gostoso demais ao mesmo tempo. 
Hoje meu objetivo é quebrar várias "crenças" que me fizeram acreditar como certas e que não me acrescentam em nada. 
Continuo acreditando no amor mesmo e apesar de todas as feridas que ele já me causou um dia.
Agora uma coisa que eu aprendi nesses anos é que nada é perfeito nessa vida e que é melhor você criar capivara/unicórnio/ galinha/gato do que expectativas. Qualquer coisa te fará sofrer menos do que expectativas.

Se vou viver mais 38 anos para lembrar o que eu penso hoje, eu não sei, porém quero viver o tempo que for da melhor maneira feliz, sem tanta complicação e com coisas boas ao meu redor. Que venha mais um ano pela frente com muito amor, trabalho, momentos gostosos e aumentando a cada dia minha poupança de boas recordações.
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