domingo, 4 de março de 2018

Quem somos nós?

A geração perdida?
A geração mimada, aquela que só sabe fazer mimimi?
A geração...

De verdade, não sei quem somos nós. Não sei o que queremos ou para aonde estamos indo.

Não sei.

Tento, há alguns anos através de psicoterapia, me conhecer melhor para então fazer escolhas melhores e mais conscientes.

Temos muito potencial porém a tecnologia "parece" que está nos consumindo e as relações sociais "parecem" estar cada dia mais desgastadas. 

Falo por mim: como é difícil fazer amigos aqui. No aqui e agora. Onde estou. Reflito muito também se a culpa é minha, se minhas expectativas são muito altas, se eu sou a chata e exigente da relação que afasto as pessoas. São muitas questões.

Continuo minha busca para melhorar como pessoa, como mãe, como profissional, como amiga, como ser humano que sou.

Nessa busca tenho encontrado pessoas e escritos que estão me ajudando e deixo aqui alguns links para quem quiser refletir sobre "nossa geração-perdida-melindrosa-e-competente-ao-mesmo-tempo," será?

Ter uma lanhouse 24 horas por dia é muito tentador principalmente para quem tinha que esperar chegar meia noite para poder entrar na internet (internet discada, quem lembra?):  que moral nós temos?

Para focar mais no coração e menos no cabeção, acompanho a Gisele Vallin.

Será que fomos treinados para focar somente no intelectual (estudar, estudar e estudar) e esquecemos o resto?  Como preencher nossos vazios?

Não tenho resposta para nada mas continuo buscando pois as perguntas são muitas e elas geram angústias e são elas também que nos tiram do lugar.




sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Leituras de 2017

Em 2017 li muito menos do que gostaria, tenho meus motivos que não justifica nada eu ter lido menos mas admito que não dei conta. Fora que quando gosto muito de um livro, dou um jeito e devoro em alguns poucos dias (2 ou 3 no máximo).

Li muitos artigos e capítulos de livros relacionados a minha profissão. 

Então o que eu li em 2017:

"A ilha perdida" : reli esse clássico em janeiro.

"A outra face" : li esse livro em dois dias, não conseguia parar, queria saber o que ia acontecer. Incrível.

"A bolsa amarela" : encantador e me fez relembrar meus sonhos, minha entrada na juventude e a despedida da infância. Adorei.

"Authentic Games" : ouvi e li junto um livro de um youtuber. Quem diria, o que a maternidade faz com a gente?

"Listas Fabulosas" : é daqueles livros leves para dias que precisamos desestressar. Adorei.

"Obax" : livro para ter, ler e reler muitas vezes. Amo.

"Cem dias entre céu e mar": foi presente do meu filho e eu gostei muito. 

"Conversas com quem gosta de ensinar" : ai cartas, como eu gosto delas.

"Trilogia da Família Rock e Pop" : para aliviar um pouco o peso da maternidade.

"As mulheres e os homens" : vamos entender um pouco algumas questões para não sair por ai falando groselhas? Obrigada.

"A culpa é das estrelas" : li o livro mas ainda não assisti o filme. Será que devo, será que aguento?

"Lugar nenhum" : que livro, que livro. Quero ler mais livros deste escritor, preciso. Fiquei muito impactada (sempre quis usar essa palavra). 

"O escaravelho do diabo" : tive um momento nostalgia nesse ano relendo esse livro e será leitura do 5o. ano do meu filho em 2018. Quero só ver o que ele irá achar. 

"A semente da vitória" : aprendi uma lição valiosa com esse livro, sempre faça uma pesquisa antes, vale a pena. Uma googada apenas já teria evitado de comprar esse livro. 

Dá para perceber que eu li muito livro infantil e infantojuvenil mas está ótimo para mim. Vamos ver se consigo melhorar a qualidade da minha leitura e a administração do meu tempo esse ano.

Estimular a leitura é algo que eu continuarei fazendo pois acredito que ela pode transformar o mundo e já me salvou algumas vezes.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Meu caminhar profissional

Este ano (2017) completou quatro anos que chegamos em Curitiba. Confesso, mesmo sabendo que foi muita inocência da minha parte, que achava que as coisas seriam mais fáceis mas não foram.

2013: chegamos em setembro e tinha consciência de que seria quase impossível conseguir um emprego em escola no último trimestre do ano. Pensamos em voltar antes para passar por esse período de adaptação e fazer tudo com calma. Foi o que aconteceu.

2014: foi "o" ano. Eu e o Paulo passamos um período de muitas provações, ficamos os dois desempregados juntos pela primeira vez, foram longos quatro meses. Com ajuda de amigas queridas, muito obrigada Dani, Thais e Simara, consegui emprego em uma escola pequena. Ali comecei a entender um pouco como funcionam as coisas aqui em Curitiba. Para nossa alegria logo depois que eu comecei a trabalhar, ele começou também. 

A experiência que eu tive foi muito boa, aprendi muito e conheci crianças incríveis. Pequenas, carinhosas, curiosas, felizes, crianças. Famílias que confiaram em mim. Obrigada Adri, Juliana e Stéfanie. 

Como a escola era somente de educação infantil, eu não tinha como levar o Nicolas comigo então precisei sair e lá fomos nós novamente se adaptar.

2015: passei o primeiro semestre inteiro sem trabalho. Me senti horrível, incapaz e muito, muito estranha. Não entrava na minha cabeça que eu só conseguiria um emprego se alguém me indicasse. E o que eu sabia, minhas vivências, não serviam para nada? 

Respirei fundo muitas vezes, molhei muito travesseiro também. Achava que não iria conseguir. Respira, aguenta  coração que as coisas vão se acalmar.
Lembro que no final do ano anterior encontrei uma amiga querida da faculdade, que não nos víamos há anos. Conversando com ela, algo me marcou muito, ela disse: "- você percebeu o quanto está usando a palavra difícil?". Não, eu não estava reparando mas era porque estava tudo muito difícil mesmo. Obrigada Angela pelo toque.

Ver suas economias de anos indo pro ralo e rapidamente, me deixava em pânico. O Paulo ficou apenas alguns meses no trabalho que havia conseguido e lá estávamos nós dois desempregados novamente.  Mas final de março ele conseguiu um emprego e final de julho, eu. Com a ajuda de uma amiga querida.

Tina, serei eternamente grata a ti. Você sabe né? Obrigada.

Nos viramos para organizar a rotina, eu trabalhava algumas horas pela manhã, levava o Ni na escola e o Paulo buscava. Eu chegava do trabalho e ele saia. Só nos víamos aos finais de semana. 

A escola era grande, muita criança, muita gente e aos poucos fui entendendo como tudo funcionava.

2016: um ano ótimo. De muitos aprendizados, muitas alegrias e as coisas começaram a caminhar. Nicolas foi para a escola comigo e o coração foi se acalmando. 

2017: um ano ótimo, novamente. Com surpresas boas. De repente algumas das famílias que conheci e  convivi em 2014 escolheram a escola que eu trabalho para colocar seus filhos e graças aos céus, eles foram meus alunos. Vocês não imaginam minha emoção de reencontrá-los. Perceber o quanto eles amadureceram, ver com meus olhos o fruto de algumas das sementes que eu havia plantado, os sorrisos, as conquistas. Crianças que, em uma ano eu auxiliei a dar "tchau" para o xixi e o cocô no vasinho, agora estavam conquistando o mundo das letras, dos números, lendo com fluência, produzindo textos, sendo gentis e criativos.

Muito obrigada as famílias pela confiança, pelo carinho e por termos vivido esse período juntos. Obrigada em especial a família da Camila, a família do Guilherme, a família da Luana, a família do Leonardo e a família da Rafaela.

Termino o ano pensando nesse caminhar, nessa estrada que estou construído com a companhia de tantas pessoas queridas. Sozinha jamais eu conseguiria ser quem eu sou. 
Obrigada. 

Que bom perceber que hoje estou onde eu gostaria de estar e quero que continue assim pelos próximos anos.

domingo, 26 de novembro de 2017

Ser forte!

Sempre fui meio bunda mole, daquelas que fazia drama por tudo.

Grazasdeus cresci, amadureci e hoje consigo ver com outros olhos as situações que enfrento.

Já passei por coisas que não gosto nem de lembrar. Sofri um tanto e espero ter aprendido com todas as situações algo de bom.

Mas aí veio a maternidade e com ela o título embutido de "culpa". Parece que temos que assumir a culpa do mundo para dar conta.

Tento me livrar desses pré-conceitos, pré estabelecidos mas olha... que luta diária e infindável. 
Tenho conhecidas que dizem que tudo isso é "uma grande besteira", que temos que fazer o nosso melhor e pronto. 

Mas, cara, como é difícil.

E ai, eis que em uma semana complicadíssima, que não era a primeira semana louca mas talvez a terceira, num sábado aconteceu várias coisas ao mesmo tempo e com isso apresentação de natação do filho. Arrumei as coisas as seis horas da manhã, sendo que eu havia ido dormir a uma da mesma manhã e sai. Passou o evento da manhã, eu tinha passado umas 4 horas em pé, estava sem almoçar e fomos direto para o evento da tarde. Chegamos no clube, entreguei a sacolinha e pedi: filho vai se trocar. Ele olha para dentro da sacola e solta: mãe, cadê a sunga?

Abriu um buraco na minha mente. Eu só consegui pensar: esqueci. 

Como? Como Graziela você esqueceu justo a sunga? Como o menino vai nadar?

Foi horrível. Foram os piores minutos da minha vida, dos últimos meses. 

E aí eu precisava resolver. Primeiro fui falar com a  professora para ver se tinha alguma lojinha naquele clube tão grande, não tinha. Lembrei que no mesmo quarteirão tinha uma loja que vendi artigos esportivos. Era 14h15 e e loja tinha fechado 14h. Corri, corri loucamente, comprei uma sunga cara, era a única que tinha na loja e nem dava tempo de pechinchar e as 14h30 ele estava pronto para nadar.

Corri, no sol, de sapatilha, sem  ter nada no estômago há horas. Quando ele foi para a concentração e eu sentei em algum lugar, não sentia minhas pernas, minha cabeça doía e eu achei que ia desmaiar. Mas não podia, precisava vê-lo nadar. Era uma oportunidade e tanto.

Para piorar na hora da correria, ele "perdeu/ deixou cair em algum lugar" o óculos. Por sorte tinha uma família de amigos, que o filho mais velho só iria nadar as 16h30 e emprestou o óculos. 

Mas eu não estava acreditando no que estava acontecendo.

A culpa caiu na minha cabeça e minha vontade era chorar, chorar, chorar.....

Passou, ele nadou, só comi algo as 16h, um sorvete de fruta. Conversamos, pedi desculpa e expliquei que eu também erro. Estava cansada e não percebi que não tinha pego a sunga. Pronto. Acontece.

Foi um dia tenso, intenso e não sei como sobrevivi.

Quando deitei a noite, senti como se um trator tivesse passado pelo meu corpo. Era como se todos os meus ossos estivessem trincados. Fiquei pensando de onde eu tirei força para resolver a situação, fiquei pensando no quanto a vida já foi dura comigo e eu tive que me virar para dar conta e naquele dia mais uma vez. Talvez se as coisas tivessem sido mais fácil para mim, ao longo da vida, ou se eu não tivesse amadurecido, provavelmente teria sentado no chão e chorado, esperando uma solução dos céus pu  por mágica. O que não aconteceria.

Sendo assim só tenho a agradecer as "pauladas" que a vida me deu. Mas já tá bom, né?

Uma publicação compartilhada por Graziela Flor (@gra_flower) em



domingo, 5 de novembro de 2017

Pensamentos Perdidos.

Muitas vezes me pego pensando em várias coisas que talvez nunca acontece.

São viagens, são ideias que, provavelmente, nem deveriam vir parar aqui mas vamos lá, quem sabe mais alguém "viaja na maionese" como eu.

Essa expressão "viaja na maionese" é das antigas então se você tem menos de 30 anos, me desculpe, pode ser que você não entenda. Aproveite a oportunidade e pergunte para um adulto próximo a você e que tenha mais de 30 o que significa.

*Agora me senti muitooo velha mas nem me importo.*

O primeiro pensamento que sempre me acomete:

1) como seria minha vida se eu fosse rica. rica, rica sabe?
Imagino eu chegando em casa do trabalho e a casa estaria limpa, a comida pronta e eu poderia simplesmente sentar e desfrutar o jantar.
Não teria que me preocupar com o mercado, a roupa para lavar ou o que fazer para o almoço do dia seguinte. Acho que as pessoas ricas não se preocupam com essas coisas. Sem dizer a possibilidade de poder viajar algumas vezes ao ano. Ai como eu queria.


Eu adoro cozinhar mas canso.

2) como nós estaríamos se ainda estivéssemos morando em Londres?
??? 

3) quero e vou conseguir ser mais organizar.

4) não sei quando nem como conseguimos nos virar nessa vida adulta. por exemplo: não sei como aprendemos como se organizar e ter nossas contas pagas em dia, não deixar falta comida, ser firmes com os horários para comer e dormir - especialmente os horários do Ni -, ter uniforme e roupas usáveis limpas e mais ou menos desamassadas.... não sei, de verdade.

5) como seria lindo acabar com a fome no mundo!

6) por que os direitos iguais não são iguais para todos?

7) somente a educação é capaz de mudar o mundo, além de muito amor, claro. Sei que o caminho é difícil porém também acredito que é possível.


O que isso vai mudar na sua vida? É possível que nada mas na minha cabeça, com certeza, já está fazendo uma diferença. Escrever ajuda a organizar meus pensamentos.


domingo, 8 de outubro de 2017

Quarenta anos.

Em alguns dias eu completo 40 anos.
Nunca pensei muito como seria quando eu chegasse aos quarenta. Nunca. Não me assusta, não me causa espanto nada.

Porém essa última semana foi uma semana difícil. Perdemos um sobrinho de 25 anos, isso nos abalou profundamente. Não sei explicar. Perder alguém é sempre um desafio mas ver um jovem, cheio de sonhos, pai de dois filhos, partir. É de quebrar o coração.

No meio desse turbilhão de sentimentos, lembrei o quanto muitas vezes não dizemos para as pessoas o quanto elas são importantes para nós. Não conseguimos um tempinho na agenda para um encontro, um café, jogar conversa fora.

Sendo assim, decidi que quero presente de aniversário de 40 anos: quero encontrar 40 amigos/ conhecidos. Pessoas que fazem parte do meu círculo de amizade. 

Só no facebook tenho 380 amigos, será que consigo encontrar 40 amigos dentro de um ano?

Estou fazendo esse post porque não quero me restringir ao facebook e preferi explicar por aqui.

Claro, que se eu pude$$e, eu adoraria ir...

- para Goiânia encontrar minha amiga/ irmã Katia;
- para Braga-PT encontrar a Dani e a família;
- para o Canadá dar um abraco apertado na Lu;
- para Londres encontrar uma galera especial que mora no meu coração;
- para Espanha encontrar a família que tanto me acolheu;
- e tantos amigos mundo afora. 

Mas farei o possível para encontrar quem estiver afim de me encontrar porque não adianta somente eu querer.

Assim que é só me mandar uma mensagem, email ou comentário aqui no blog que entrarei em contato e vamos combinar esse encontro/ presente.

Como sou uma pessoa com baixa expectativa... se eu encontrar quatro pessoas já estarei feliz. Temos um ano para realizar esse encontro, serão 52 semanas e 40 encontros pela frente. Quero registrar todos e depois farei outro post para contar como foi.

Que a vida seja esse encontro de momentos alegres, agradáveis, regado de boa conversa e abraços sinceros.



domingo, 1 de outubro de 2017

Quatro Anos

Ainda não consigo chamar Curitiba de "minha cidade", não sei porque mas algo ainda não me conquistou definitivamente. 

Talvez um dia, por enquanto, não. 

Setembro fez quatro anos que chegamos, quatro longos anos.

Por incrível que pareça passei muito mal na semana que antecedeu o dia 11 de setembro. Estava muito calor mais um estresse desnecessário, pronto a receita certa para o corpo quase entrar em colapso. 

Mais uma vez sobrevivi. Mais uma vez.

Pensei o quanto tudo tem me consumido, o quanto tenho gasto energia com o que não é importante e o quanto havia deixado o blog de lado. Meu bode aumentou mais ainda.

Então mesmo Curitiba ainda não sendo minha cidade, lembrei de uma conversa com uma amiga professora, que também não é daqui.
- Não sei o que mudou mas acho que comecei a entender como as coisas funcionam - eu disse.
- Nada mudou, você que se acostumou. Se acostumou com a solidão, com o frio, com a frieza.. - ela respondeu.

Eu concordei com a cabeça e aquilo ficou martelando em mim por semanas. E devo admitir que acho que foi isso mesmo, me acostumei a quase tudo, mesmo sem querer.

A saudade de Londres não diminui, só aumenta. A saudade do meu pai também. 
Quando penso na violência- nossa- de- todos- os- dias, me dá desespero. Ai tento não pensar.
Os amigos!!! Ai que falta eles fazem... e como aqui é um grande desafio fazer amizade. Mesmo  você estando disponível, mesmo você querendo.... tem coisas que não depende só de você. Mas continuarei tentando.

Não posso deixar de agradecer as pessoas que me ajudaram e fizeram a diferença na minha vida. Duas delas foram embora de Curitiba, foi um baque para mim, mas sobrevivi novamente. E por aqui estamos, se acostumando.

A maior vantagem de morar em uma cidade turística, é viver onde as pessoas vem passar férias (de novo) e poder encontrar amigos/ conhecidos/ pessoas queridas.

Só para não passar em branco, algumas fotos dos nossos melhores momentos nesses ~longos~ quatro anos.

Céus de Curitiba: aqui e aqui.

Nossa pani (panificadora, padaria para os paulistas): café em família.

Encontro entre colegas de trabalho: sim é possível (um a cada dois anos está bom, né?)

Olhe para cima, sempre: araucária, céu, sol, nuvem, ipê amarelo.

Nosso museu preferido (fomos várias vezes e iremos muitas outras ainda):  MON.

E a vida segue....
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