quinta-feira, 19 de março de 2015

Um presente especial!

O ano passado conversamos com o Nicolas e combinamos com ele que presentearíamos as professoras e os funcionários da escola em três datas: Páscoa, Dia dos Professores e Natal.

Páscoa fomos de bombons e Dia das Profes uma lembrancinha de EVA comprada pronta.

Só que nos Dia dos Profes a professora dele ganhou um monte de chocolate que ela adora entre outras coisinhas mas aconteceu um incidente: uma caneca personalizada que ela havia ganhado caiu e quebrou. Ela, educadamente e sensível, disse que não teria problema porque ela iria levar para casa e colar, usaria normalmente porque ela tinha amado o presente.

Esse episódio marcou o menino de um jeito que finalzinho de novembro estavamos conversando e eu comentei: precisamos pensar na lembrança do final de ano para o pessoal da escola. Na hora ele disse: "mãe quero dar algo para a profe que eu vou fazer, não quero mais chocolate".

Decidido assim, ele disse também que queria bordar o nome dela em uma camiseta.

Achei lindo mas será que ela iria usar, será que ela iria gostar, será que será que será. Preferi não arriscar e expliquei para ele meus motivos entretanto sugeri que ele poderia confeccionar outra coisa que a profe iria gostar do mesmo jeito. Pensamos, pensamos e seguindo a idéia do bordado chegamos a uma almofadinha linda.

Tinha um desenho já riscado em um tecido que eu queria bordar a tempo, mostrei para ele que gostou então eu terminei o bordado e ele escreveu o nome da professora e bordou, do jeito dele, sozinho.

Só que eu não costuro, pedi ajuda para uma amiga porém não daria tempo de levar até a casa dela e depois ir buscar. Corri para outra amiga e pedi uma ajuda e ela prontamente disse que poderia me ajudar. Comentei a minha idéia e ela finalizou com muito capricho. Nós adoramos e a professora também.

Sabrina muito obrigada pela ajuda.

A parte do bordado que eu fiz. Bem amador porque eu não sei nada de bordar. 

Aqui dá para ver a parte que o Ni fez e o trabalho maravilhoso da Sabrina. 
Nota-se que preciso melhorar muito nos detalhes (do verso do tecido). 

A Sabrina caprichou muito e dava para perceber as mãos de fada que ela tem.


Hoje, 19 de março, é dia do artesão e essa é minha singela homenagem a todas as amigas "fazedoras de arte".

Para conhecer os trabalhos lindos da Sabrina é só visitar a fanpage dela no facebook  Fábrica Amarela.

terça-feira, 10 de março de 2015

Curitiba é colorida! (2)


Em meio a tantos prédios altos, grandes, monstruosos ou não, as "casinhas" de madeira ainda sobrevivem. São lindas e em geral estão em terrenos grandes, com jardim. Por quanto tempo elas estarão por ai? Ninguém sabe mas que elas são lindas, são.

Quem já morou em alguma dessas diz que no frio é cruel e que o medo de incêndio é grande. 

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Essas belezas diária embelezam meu dia. Quer ver mais cliques de casinhas de madeira é só clicar aqui.

sábado, 7 de março de 2015

Li: "Crônicas Gris"

Ano passado fiz uma lista de livros que eu queria ler. Consegui ler alguns mas tinha um em especial que eu queria muito ler. Então lá nos últimos dias de dezembro criei coragem, escrevi um email e alguns dias depois o carteiro deixou um pacotinho aqui em casa.

Não acreditei quando peguei-o em minhas mãos.
Passei os olhos.
Cheirei-o  e por fim decidi que leria em doses homeopáticas. Não queria terminar logo, assim de supetão. Segurei a ansiedade e os olhos também.

O livro é especial por ser da amiga, escritora e blogueira Ana Paula.

Adoro os contos da Ana no blog e os que estão no livro são tão bons quanto. A cada conto uma nova surpresa, várias coisas passaram na minha cabeça:
* serão os contos reais ou fictícios?
* de onde ela tira tanta inspiração?
* como surgiu a ideia do livro?
* fiquei angustiada em pensar na dificuldade da seleção porque a mulher escreve tão bem que, se fosse eu a designada para essa tarefa estaria em desespero porque iria querer incluir vários outros contos ou não (não sei);
* algumas vezes me perguntei e agora e agora? Em seguida, quero mais mais.

Se você gosta de histórias curtas, intensas e com uma boa pitada de humor então esse livro é para você.




"Enquanto houver aprendizado, estarei vivendo..." 

Livro: Crônicas Gris
Autora: Ana Paula Amaral
Editora: Livronovo
Mais informações: neste post

Ana Paula como já te disse, repito: muito obrigada.

Li esse livro janeiro/ 2015.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Expectativa X Realidade

Mês que vem (março) vamos completar um ano e meio por aqui. 

Esse mês (fevereiro) consumimos um dos últimos itens que trouxemos de Londres. Em pleno mês do carnaval saboreamos um prato típico do natal e estava delicioso. O cheiro, o gosto tudo me levou para bem longe. Fechei os olhos por uns segundos e pude me transportar para nosso antigo apê e relembrar nossos natais gelados, juntos. Foi muito bom.

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Ás vezes queria escrever sobre tudo que temos visto e vivido mas aí lembro que tem muito coisa que não é tão legal e ficar focando só no negativo não leva a nada. Não adianta só reclamar, não adianta ficar bufando ou quebrando a cabeça até porque antes de voltar sabíamos de tudo isso ou quase. E é exatamente nesse ponto que quero falar um pouco mais.

Acho que quando estamos fora do Brasil por mais que nos informemos sobre como anda nosso país, não temos a real dimensão da situação. Temos uma leve ideia e talvez uma ideia até um pouco romantizada da coisa mas a real não.

Porque é uma delícia viajar para e pelo Brasil, passear e depois voltar para o sossego do nosso lar. Agora viver aqui, no Brasil, receber o salário daqui, pagar contas e ainda tentar viajar/ passear aí são outros quinhentos.

É difícil, é cansativo e muitas vezes é injusto. 

Quando morava fora cansei de ouvir as pessoas falando: "É fácil para quem está fora criticar o Brasil porque não está aqui ajudando a construir um país melhor?" 

Sim, ouvi e li isso várias vezes.

Aí voltamos e você sabe o que acontece? Não te dão uma única oportunidade porque você não conhece ninguém. É isso mesmo que você leu. Não importa sua formação, não importa a experiência que você tem, os cursos que fez, nada. Nada importa se você não tiver alguém para te indicar. É triste mas é real.

Tem outra coisa que, nós quando moramos fora, não temos noção nenhum: salário. 

Aqui em Curitiba, aparentemente, se tem mais qualidade de vida mesmo quando temos menos dias de sol do que em Londres. Porém o custo de vida aqui é tão alto como em São Paulo, por exemplo, já os salários são absurdamente menores. Fui ao supermercado quando estive em São Paulo agora em janeiro e os preços são iguais (de coisas necessárias como leite, pão e arroz).

Sempre ouvi também muita gente comentando: "volto para o Brasil para ganhar no mínimo 5 mil". Rapaz em que mundo vivemos onde ganhar 5 mil no Brasil seja assim... digamos facinho. Não, não é fácil e como diz um amigo "não existe almoço de graça".

Claro que é uma delícia estar mais perto da família, falar e ver com mais frequência e a pergunta que sempre fica rondando minha cabeça é "será que tanto sacrifício vale a pena?", "será que quando eu estava longe não estava mais feliz e as poucas vezes que vinha para cá, aproveitava mais?".

Será que será que será?

Tentar imaginar a situação toda cria a expectativa, o que é bom mas precisamos ajustá-la pois a realidade pode ser bem dura e isso gera uma frustração tão grande que pode nos levar até a adoecer.

Essa imagem diz um pouco de como está a real por aqui.


* Talvez eu ainda não saí do período de adaptação e isso só piora ou distorce minha visão de tudo. Santa Mãe da Adaptação dá uma forcinha ai porque não tá fácil não, quero estar mais aqui do que lá, dá para ajudar um pouquinho, please, por favor.


(Atualização)
* Todas as pessoas que diziam que voltariam para o Brasil e iriam ganhar cinco mil reais por mês, voltaram para Londres antes de dois anos do retorno;
* Tudo, absolutamente tudo é muito mais fácil quando se tem apoio, família por perto e conhecidos. (Re)Começar a vida em uma vida nova, ela é nova em qualquer lugar no mundo independente de ser sua terra natal;
* Agora entendo melhor porque tanta gente quase enlouquece para passar em concurso público, estabilidade+segurança+bom salário;
* No Brasil ter mais de 30 anos é considerado velho para trabalhar. Na hora de contratar preferem dar a oportunidade para quem tem seus 20 e poucos anos do que para quem passou dos 30. Então se prepare para mais uma rejeição;
* Sei que ficou parecendo só reclamação, choradeira e sei lá mais o que. Não foi minha intenção só queria deixar registrado o quadro real e não aquele romântico-lindo-maravilhoso que existia (se é que existia mesmo) antes de irmos embora.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Das incoerências da vida.

Acabou janeiro e o que você fez?
(Tá quase acabando, eu sei... é só força de expressão.)

Fiz várias coisas inclusive um check-up. 

Tá tudo bem, tudo em ordem com exceção de um valor no exame de sangue. 
Nada a se preocupar mas voltei para casa com a cabeça fervilhando pensando no que tenho que fazer para me adequar.

O mais engraçado ou não, é a incoerência que vem junto com tudo isso. Minha questão é: como alguém que está abaixo do peso precisa fazer dieta?

Pareceu-me tão estranho isso.


E farei dieta substituindo algumas coisas, continuarei buscando chegar ao peso ideal e me cuidar mais, claro. A idade chega e acredito que, infelizmente, essas alterações veem junto.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Férias!

Férias 
É um período em que as crianças ficam mais livres, com horários mais flexíveis e com muito mais tempo para fazerem o que bem quiserem. 

Mas o que é o mais correto (ou o que é melhor ou seria o melhor):
1) deixá-las totalmente livres; 
ou
2) deixá-las livres, fazer alguns combinados e tentar manter a rotina de horários ( pelo menos para as refeições e para dormir)?

Confesso que fico um pouco perdida. Nos primeiros dias fica tudo mais livres mas depois não consigo mais ver meu filho querendo passar horas na frente da tv ou entretido em um jogo só por horas a fio. Isso mesmo que eu disse horas, se deixar ele passa uma manhã/ tarde inteira com a cara enfiada em alguma tela. Não quero, não posso deixar.

Então sentamos e eu conversei com ele, expliquei que era férias, não precisava ir para a escola, o tempo era mais flexível mas que precisávamos pensar em alguns combinados. Ele concordou. Assim sem resistência, sem reclamar.

Perguntei o que ele gostaria de fazer e disse o que eu gostaria que ele fizesse. Em nenhum momento foquei no que NÃO gostaria que acontecesse (muita tv, muitos jogos, muitas guloseimas).

Combinamos que:
* ele poderia jogar algo online uma hora por dia;
* ele iria fazer um desenho por dia (se não desse vontade pelo menos um desenho a cada dois dias);
* leríamos um livro por semana (no mínimo);
* sairíamos para conhecer mais a cidade:
* brincadeiras livres estão mais do que liberadas a qualquer hora.

Tem sido bem legal viver esses dias. Tem sido experiências positivas e o que o Ni mais gosta mesmo ou pelo menos continua amando muito são aquelas pecinhas pequeninas que quando nós pisamos, sem perceber, dói na alma. 




E ai na sua casa como tem sido esse período de férias?

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Começou.

Não tenho planos para esse ano só desejo saúde para nós. 

Mas como gosto de desafios aproveitei uma ideia que vi em vários lugares e coloquei em prática. Por enquanto está funcionando, veremos até quando.

A ideia é perceber algo bom, se possível todo dia, anotar em um papelzinho e guardar. No dia 31 de dezembro entre a janta e a espera da queima dos fogos iremos abrir e ler os papelzinhos com tudo que vivemos de bom durante o decorrer do ano.

Achei um pote de plástico, por questões de segurança achei melhor do que um de vidro, já que será manuseado e muito por criança; preferi não arriscar.

Está sendo gostoso realizar essa pequena "tarefa" e espero que não paremos no meio do caminho ano.




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