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sábado, 25 de junho de 2016

Olá Central do Textão.

Fui muito resistente para aderir a "moda" do Facebook.  Não queria mas de repente apareceu uma oportunidade de emprego e o único contato com a pessoa era através do facebook (que droga, pensei na hora mas como é que alguém não tem um endereço de email pelo menos para eu mandar meu CV (ponto de interrogação aqui pois meu teclado está desconfigurado, desculpa) sim ela tinha um email porém não queria passar para ninguém. 

Fiz minha conta, entrei em contato com a pessoa e não consegui o emprego. Eu não tinha nada a ver com o perfil da vaga. Continuei por lá - no facebook - sem entender direito como aquilo tudo funcionava. 

Rever amigos foi legal, encontrar colegas de tempos distantes também foi bom. Só que de repente o facebook começou a fazer propagandas e para piorar chegou a época de eleições de alguma coisa que eu nem lembro mais e ai as pessoas começaram a mostrar um lado delas, que nós sabemos que existe mas, que está lá guardado em alguma gaveta e não tão escancarado como era exposto no facebook. Para mim bastou. 

Eu que já não me identificava com tudo aqui perdi a vontade completamente. 

Sinto falta de conversar com algumas pessoas, saber como estão é claro, não nego; ver algumas fotos mas "ser obrigada" a ver fotos ou vídeos que apareciam do nada na minha TL me fez entrar cada vez menos no facebook e tcharam, perdi a vontade de vez. Faz meses que não entro e estou aqui, bem e vivona. Aliás acho que "nao gastar tanto tempo" com o facebook está me fazendo tão bem. Aquele ambiente me consumia; mesmo que fosse meia hora por dia, que nunca era. Meu trabalho tem exigido mais de mim e prioridade são prioridades. Fim.

O que eu nunca consegui abrir mão foi desse cantinho aqui que fez dez anos esse ano. 

Adoro blogs, adoro ler, adoro acompanhar as escritas das pessoas. Quase nunca elas acontecem no calor das emoções então são um pouco mais pensadas e muitas vezes revisadas, com isso leio o que quero e quando quero. Ninguém é obrigado a nada.

Senhorita Fodástica Tina querida organizou a Central do Textão que é um local com indicação de vários blogs. Sabe aqueles textos bons do facebook que se perdiam (interrogação, de novo) então agora eles podem estar nos blogs e nós acharemos. Não seremos obrigados a entrar na rede social XYZ e engolir goela abaixo o que não queremos.

Demorei para conseguir escrever esse texto mas saiu e agora declaro oficialmente pertencente a Central do Textão. Passa lá e encontraras textos com os assuntos muitos variados e a esperança de que os blogs tenham vida longa.

Viva os blogs.  


Para vocês sentirem um gostinho da qualidade dos textos da Central indico um para começar Ah o orkut (o título não é esse, eu que criei, desculpa autor).

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Tem criança lendo, conhece esse movimento?

Um grupo de pessoas interessadas e apaixonadas por literatura infantil se juntaram para divulgar e estimular cada um de nós a lermos mais para nossas crianças. Nossas crianças entenda como as crianças que temos contato e convivemos que pode ser nossos filhos, os sobrinhos, afilhados, netos, filhos dos vizinhos, filhos dos amigos.... Crianças.                            
A cada mês um tema e proposto e esse mês com a volta as aulas o tema foi livros que serão utilizados ou que foram pedidos para serem usados na escola.

Eu fiquei surpresa com os títulos pedido pela escola do Ni mas sei que ele tem capacidade, dará conta e as mediações auxiliarão muito na compreensão do conteúdo pois alguns são bem densos, por assim dizer.
 
E a lista de livros pedidos para um grupo de 3o. ano foi:
* O pequeno vampiro
* A fantástica fábrica de chocolate
* A ilha perdida
* Mitos gregos
 
Ainda faltam os títulos do 3o. trimestre que será pedido em breve.
 
Confesso que adorei todos e acho que eles também aproveitarão e muito.
 
Para saber mais sobre a ação "Tem criança lendo" acompanhe pelo IG (Instagram @temcriancalendo ).
 
Essa semana foi tão corrida que sentei para escrever aqui no blog, postei por aqui e ainda não postei no Ig, uma hora eu dou conta de tudo.
 
E você o que está lendo? Para as crianças vocês tem alguma lista especial, um livro semanal escolhido, como acontece esse momento de leitura por ai? 

domingo, 6 de setembro de 2015

Infância no varal coletivo

(Uma das minhas poucas fotos de pequena, acho que só tenho três fotos, e essa está bem judiada. Registro do meu aniversário de um ou dois anos, eu no colo do meu pai meio assustada, loirinha e de cabelos cacheados. Registro de uma época que festa de aniversário era algo mais simples e que o importante era estar junto.)

Quase não tenho fotos da minha infância, infelizmente, pois adoraria ter "recortes" das minha vivências.

Tenho lembranças boas do  fim da minha infância lá pelos meus seis anos as coisas começam a ficar mais claras para mim.

Lembro com alegria a emoção que era brincar na rua sem ter hora para acabar, sem ter adulto para ficar conosco e muito menos regras para seguir.

Lembro das brincadeiras simples e divertidas: casinha, escolinha, esconde-esconde, pega-pega, taco (nossa como eu corria bem brincando de taco, como eu adorava ir atrás da bolinha na rua de baixo, que era ladeira abaixo mesmo)... lembro do tanto que a gente conversava e ria, meninas e meninos todos juntos. Ah e tinha os maiores, os grandes que sempre ajudavam os menores. Em geral eles eram os irmãos ou primos dos menores.

Outro dia teve uma manhã de formação na escola que estou trabalhando (uhu estou trabalhando, contei isso lá no meu instagram e esse é um dos motivos do meu sumiço, bom motivo vai!!!) e a formação era exatamente sobre o brincar, sobre nossas memórias da infância e eu me segurei muito para não chorar. 

Na conversa sobre o brincar percebemos que as crianças não vivem mais o que nós vivemos e como elas vivem? Quais memórias da infância elas irão levar? E qual o papel da escola nisso tudo?  

Hoje a escola assume mais esse papel: propor o brincar livre e para isso é preciso que os adultos estejam disponíveis, se envolvam na brincadeira e não cedam a tentação de, sem querer, direcionar tudo para o escrever e ler. 

Após essa formação por coincidência vi no blog da Ana Paula que teria uma "Blogagem Coletiva" sobre infância e aqui estou tentando registrar um pouco da minha.

Com a formação da escola pensei demais na infância do meu filho, dos limites, do viver em um apartamento pequeno, do tempo na tv, na falta de amigos, no nosso papel como pais e de repente vi um vídeo que me deixou triste. Eita confusão de sentimentos.

Que nosso infância e de nossas crianças sejam saudáveis e felizes, com muita diversão e alegria pois é isso que eu lembro da minha e é isso que eu quero para meu filho.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Amizade virtual é real?

Amizade virtual existe? Tem cheiro, cor, é de comer, tem começo-meio e fim e etc, etc, etc?

A Ana Paula nos convidou para falar sobre esse tema e como faz tempo que eu não participo de uma BC (blogagem coletiva) vou tentar colocar em palavras o que eu sinto.

Falei tentar porque tem coisa que e´muito difícil fazer usando somente palavras.

Tem amigos que eu gostaria de olhar nos olhos novamente, dar um abraço, ouvir a voz, pegar na mão, comer a comida que ele prepara, ouvir as histórias sem fim e sem pé nem cabeça, rir juntos entre tantas outras coisas.

Existe amizade virtual? Acredito que sim mas ela tem uma "configuração" (ou um acordo/ contrato) diferente das amizades "reais".

Coloco reais entre aspas porque a amizade virtual também é real só que é diferente e como não encontrei outra palavra para distinguir virtual e real, fica essa mesma.

Acho que a maior diferença está na empatia que rola ou não ao conhecer alguém. E com as amizades virtuais essa possibilidade não existe.

Infelizmente nesses anos que ando pelo mundo dos blogs já vi tanta coisa estranha, por assim dizer. Já acompanhei casos de pessoas muito doentes (mental e fisicamente falando) tão doentes a ponto de forjar gravidez, doença de filho, morte de mãe, fazer vaquinha para realizar tratamentos e no final era tudo mentira entre tantas outras coisas não muito agradáveis da qual o ser humano é capaz. 

E sabe por que?

Porque por trás de uma tela podemos ser o personagem que quisermos, que bem entendermos, que desejamos e criamos. 

Posso ser uma mulher linda, fodástica em tudo que faço, a melhor esposa, uma mãe espetacular e estar sentada sozinha no sofá chorando as pitangas com um pacote de porcaritos em uma mão e um copão de coca na outra e dizer ainda que sou a mais saudável do mundo.

Posso ser um homem escrevendo com a sensibilidade de uma mulher para conquistar muitos amigos e amigas, comentários, visitas na minha página e ganhar direito sem dizer a verdade sobre quem eu sou.

Posso ser tudo e nada. 

E como na vida real posso sumir sem deixar rastros, pistas ou nem mesmo dizer tchau.

Posso ser um herói e a vitima também. 

Posso ser boazinha ou bem ruim, se assim eu quiser.

Agora na vida real amigão, você pode até tentar ser tudo isso mas um dia a máscara cai. Um dia você é deixado de lado sem nem perceber, um dia você vai pagar as consequências dos seus atos.

Eu adoro olhar as pessoas nos olhos >as amizades virtuais não permitem que esse momento tenha vida< e tem gente que não consegue olhar nos olhos, desvia o olhar. Para mim isso é um sinal de alerta. LUZ VERMELHA, FICA ATENTA.

Não posso negar que o blog permitiu que eu conhecesse muita gente legal, muita mesmo. Pessoas que se despiram  da tela e se mostraram como elas realmente são. Sou muito feliz por isso pois foram pessoas que de alguma forma sempre me ajudaram (me ajudaram a pensar sobre mim, em momentos desafiantes, momentos alegres, momentos bem turbulentos na minha vida). Sou muita grata a todas as pessoas que de alguma maneira gostam de mim pelo que eu sou aqui, pelo um "pentelhesimo" do que eu dou de mim nas minhas palavras sem nem me conhecer ao vivo e a cores.

E adoraria conhecer muita gente que eu leio. 

A vida tem me proporcionado momentos assim, poucos mas possíveis e eu só agradeço porque é delicioso encontrar a pessoa, olhar nos olhos, ver o sorriso, ouvir a voz. Eu passo a ler o blog de outra forma ouvindo a voz da pessoa a cada linha (sim sou louca pode dizer rsrs viu isso você não sabia de mim).

Sei que hoje tem várias formas de se fazer presente e dizer: oi eu existo mesmo mas nem todos querem. Eu, por exemplo, não gosto de vídeo e não sei se algum dia gravarei um mas é uma saída. Gosto muito dos encontros entre amigos, blogueiros com assuntos em comum ou não pois é uma oportunidade de você ver/ ouvir/ sentir e perceber que aquela pessoa está lá de carne e osso e ultrapassa o que você imaginou; e não estou falando de atribuições físicas não.

Para fechar que esse post está enorme de grande como diz uma amiga minha, eu sinto saudade de alguns amigos que já não estão tão perto, amigos e nem digo se reais ou virtuais somente amigos.

No fim das contas amigos são amigos.






segunda-feira, 2 de julho de 2012

Carta aberta ao Conar

Esse post e' em apoio ao Movimento Infancia Livre de Consumismo Preservar e proteger as criancas/ a infancia e' importante para voce, nos ajude a divulgar!


*****
Carta aberta ao Conar

Duas recentes medidas do Conar referentes aos abusos da publicidade voltada para as crianças nos deixaram preocupados e ainda mais descrentes da atuação deste órgão com relação à proteção da infância.

A primeira foi a decisão de sustar a campanha da Telessena de Páscoa por anunciar para o público infanto-juvenil um produto que só pode ser vendido para maiores de 16 anos (de acordo com regulamentação da SUSEP). A segunda foi a advertência dada pelo Conar à Ambev, com relação ao ovo de páscoa de cerveja da Skol.

Ambas atitudes do Conar seriam dignas de aplausos - se tivessem sido tomadas quando as campanhas publicitárias estavam no ar, na Páscoa, em março. Mas o Conar só agiu em junho, quando as campanhas já não eram mais veiculadas.

Com isso, não houve nenhum impedimento para que a mensagem indevida da Telessena atingisse impunemente milhões de brasileirinhos e que a Ambev promovesse bebida alcoólica através de um produto de forte apelo às crianças. A advertência à Skol é ainda mais ineficaz, pois não impede que no próximo ano, produto semelhante seja oferecido.

O Movimento Infância Livre de Consumismo vê nessas decisões a comprovação de que o atual sistema de autorregulamentação praticado pelo mercado publicitário brasileiro é lento, omisso e ineficiente. Fato ainda mais grave quando se trata da defesa do público infantil.

Por isso, exigimos que a publicidade infantil sofra um controle externo como todas as atividades empresariais. Reiteramos nossa postura de que, sem leis e punição, jamais teremos uma publicidade infantil mais ética.

Nós, mães e pais, exigimos respeito à infância dos nossos filhos e solicitamos que estas duas atuações não constem dos autos do Conar como casos de sucesso. Contabilizar pareceres dados depois que as campanhas saíram do ar, como exemplo da firme atuação do Conar, é propaganda enganosa. E isso contraria o tal Código de Autorregulamentação que os publicitários insistem em tentar nos convencer que funciona.


(Este texto faz parte de uma blogagem coletiva proposta pelo Movimento Infância Livre de Consumismo juntamente com blogs parceiros. Este movimento é composto por pais e mães que desejam uma regulamentação séria e eficiente da publicidade voltada para crianças. Para saber mais acesse: http://www.infancialivredeconsumismo.com.br/)



domingo, 17 de junho de 2012

Palavras de Amor!

"So' e' possivel ensinar uma crianca a amar, amando-a"
Goethe


Meu filho adora desenhar e atraves dos desenhos ele demonstra como esta', o que esta' sentindo e como ve o mundo ao seu redor. Ele nao precisa de muitas palavras... Nesse desenho ele fez nossa familia, escreveu espontaneamente e mostrou como ele ve nossa familia: todos sorrindo, pressuponho e acredito que todos sao felizes!


Em outra producao dele, nos tres outra vez, so' que agora ele esta' abracando o pai e eu estou sorrindo. Foi isso que ele falou para a professora. De novo, nao precisa palavras para demonstrar o quanto ele se sente amado.

Eu nao poderia deixar passar essa oportunidade e dizer que algumas vezes as palavras somem, a fala fica engasgada na garganta e somente o que resta e' o olhar, o sorriso ou o desenho (no caso das criancas).

Sexta-feira me permiti pintar minhas unhas apesar das imperfeicoes, sei que com o tempo pego pratica. Pode parecer uma bobeira para alguns, perda de tempo para outros. Porem foi a forma que eu encontrei de dizer para mim: eu te amo, eu me amo.


Usei o esmalte da Rimmel London cor Black Cherries. E' o unico escuro que tenho, adoro essa cor. Mesmo nao parecendo na foto, ele lembra um vinho escuro.

Arrisco minha primeira porem nao ultima participacao na Blogagem Coletiva da querida Fernanda Reali que sempre nos estimula a se cuidar, se amar e ser feliz.

Palavras de amor sao sementes que plantamos e sempre florescem (cedo ou tarde mas florescem!).

Corintios 13, 1-3

Ainda que eu falasse as linguas dos homens e dos anjos, se nao tiver amor,
sou como o bronze que soa ou como o cimbalo que retine.
Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os misterios e toda a ciencia; mesmo que tivesse toda a fe', a ponto de transportar montanhas,
se nao tiver amor, nao sou nada.
Ainda que distribuisse todos os meus bens em sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se nao tiver amor, de nada valeria.

* na versao da minha biblia esta' escrito a palavra caridade no lugar da palavra amor. Substitui por livre e espontanea vontade.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Relato de Parto do meu Blog

Quem ja' e' leitor do blog ha' algum tempo, sabe que eu mantenho o blog por dois motivos:

1) escrever me ajuda a organizar meus pensamentos;
2) deixar registrado nossas vivencias.

#simplesassim

Talvez o que muita gente nao saiba e' como/ quando e por que o blog nasceu?

Eu leio blog desde quando a internet era discada, era um trabalhao conectar a/na internet. Sem dizer que era muito caro e apos a meia noite era mais barato. Entao eu chegava da escola/ faculdade ligava o computador, que demorava alguns bons minutos para realizar essa tarefa, enquanto isso eu tomava banho, comia e esperava o relogio bater as 12 horas (ou meia noite).

E ai conectar vinha junto com um barulhinho discado, gostoso de ouvir, junto com uma sensacao de ansiedade, do sera'? Sera' que vou conseguir conectar hoje....tinha isso tambem.

Lendo madrugada a dentro, lembro que no comeco o que eu mais via eram os famosos "fotoblogs", a maioria da Uol. Alem de postar as fotos, quase que diariamente, as pessoas colocavam algumas legendas ou escreviam algumas poucas linhas. Era uma descoberta encantadora.

Continuei lendo e escrevendo em meus cadernos... sempre gostei de escrever, mesmo depois nao lendo tudo. Mas ta' la'. Ate que em 2003 resolvi dar um outro rumo para a minha vida e onde fui buscar informacao? La', na internet, que ja' estava um pouco mais rapida, mas ainda cara e dependia de uma linha telefonica para funcionar.

Nesse momento de mudanca os blogs me ajudaram muito e minhas leituras e escritas nao pararam.
Em Londres, casada, tentando engravidar, conheci o portal E-Family e com as trocas que aconteciam nos forum, comecei a ler blogs de maes.

Depois comecei a fucar no Google (sim, ele o Santo Google) e lembro de acompanhar por meses o blog de uma mae brasileira que morava na Franca; acompanhei ate o parto - um parto humanizado hospitalar lindo - depois por nao saber a importancia de fazer uma lista de favoritos, perdi o endereco do blog e nunca mais consegui acha-lo.

*** Eu anotava todos os enderecos que eu gostava da internet, em uma folha do meu caderno. Imaginem, que loucura.***

Entao um belo dia no final de janeiro de 2006, criei coragem, respirei fundo e escrevi meu primeiro post no blog. Desde de entao nao parei mais.... o primeiro comentario so' veio em julho daquele ano, mas nem isso me desanimou.

Com o passar do tempo, aprendi muito. Antes nao existia o recurso do link - que e' so' apertar o botao e colar o link - era preciso saber o codigo e eu demorei para aprender o funcionamento do codigo, mas aprendi. Posso dizer, sem vergonha, que meu aprendizado para o blog veio dos blogs. Que maravlha, essa troca.

Quando eu percebi que nao estava falando sozinha, foi como um abraco do vizinho, que voce nunca ve, mas sempre esta' la'.

Para mim o mais dificil no comeco foi escolher um nome ( hoje o nome do blog, ja nao faz mais tanto sentido para mim, sem dizer que um nome grande nao ajuda muito) e saber o meio termo da exposicao, cuidados com seguranca. Mesmo assim continuei escrevendo minhas vivencias, com a gravidez passei a divulgar o blog, principalmente para os amigos, para eles acompanharem nosso desenvolvimento. E tem sido muito bom.

O nome do blog, veio daqui.
Livro que ganhei de uma amiga em 2003
(no primeiro grande momento de mudanca da minha vida)

Foi assim que o blog nasceu, nao tao materno, mas muito humano. Sem muito sucesso, mas muito feliz, pelo menos ele me faz feliz, me da' prazer e alegria, sentar e me dispor a estar aqui alguns minutos para esse registro eterno (ou nao?).

* Este post faz parte da Blogagem Coletiva proposta pelas maesmatracas do Mamatraca! Participe tambem!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Blogagem Coletiva: "Ha amor em mim"

Era uma vez...

...uma ilha onde moravam todos os sentimentos, a Alegria, a Tristeza, a Vaidade, a Sabedoria, o Amor e outros.
Um dia avisaram para os moradores dessa ilha que ela ia ser inundada.
Apavorado o Amor cuidou para que todos os sentimentos se salvassem. Ele disse:

- Fujam! Toda a ilha va ser inundada.

Todos correram e pegaram um barquinho, para irem a um morro bem alto, so o Amor nao se apressou, ele queria ficar um pouco mais com a ilha.
Quando ja' estava quase se afogando correu para pedir ajuda, vinha vindo a Riqueza e ele disse:
- Riqueza me leve com voce?
A Riqueza respondeu:
- Nao posso, voce vai sujar o meu barquinho novo.
Dai passou a Tristeza e ele disse:
- Tristeza me leve com voce?
- Ah Amor, estou tao triste, prefiro ficar sozinha.

Passou a Alegria mas ela estava tao alegre que nem ouviu o Amor.
Desperado e achando que ia ficar sozinho, o Amor comecou a chorar.
Entao passou um velhinho num barquinho e falou:
- Sobe Amor que eu te levo.
O Amor ficou tao feliz que ate esqueceu de perguntar o nome do velhinho.
Chegando no alto do morro perguntou à Sabedoria:
- Quem era o velhinho que me trouxe aqui?
A Sabedoria respondeu:
- O Tempo
Mas porque s'o o Tempo me trouxe aqui?
- Porque so' o Tempo e' capaz de entender um grande Amor.
(autor desconhecido)

Tenho esse texto comigo, faz muito tempo, nem lembro quando nos nos encontramos. Gosto dele, porque ele exemplifica tanta coisa, que muitas vezes na pratica nao conseguimos entender...

Concordo totalmente com o texto, que so' o Tempo e' capaz de entender um grande Amor... tanto no caso de um amor que acabou de nascer (nem todas as maes sentem um amor avassalador pelos filhos no primeiro momento em que os conhece, e' com o passar dos dias -com o tempo- que esse amor floresce).


E' so' o Tempo tambem que nos ajuda a "digerir" melhor a perda e a ausencia do grande e primeiro amor.

A saudade nao me permite escrever mais, so' o que prevalece hoje e' o Amor, esse que ha em mim, esse que fica para sempre e nao termina nem com a morte.

***
Esse texto faz parte da Blogagem Coletiva: "Ha amor em mim", organizado pela Elaine em comemoracao aos 3 anos do blog.

Elaine que todo o amor que voce transmite no blog nao termine nunca, nem com o tempo. Obrigada por todas as dicas e ajudas; parabens e aproveite esse ano novinho que te espera pela frente, muita saude, paz, alegria, paciencia (com o blogger em especial), muito sucesso, muito trabalho, muitos comentarios e uma porcao triplicada de amor para voce.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Nao consigo ficar quieta!

Tenho meus momentos de calmaria tambem, mas muitos outros de agitacao. Ontem foi um dia intenso, por varios motivos, principalmente porque aconteceu a Blogagem Coletiva: Estudar Vale a Pena e eu fiquei muito feliz mesmo por estar participando e ver pessoas queridas participando, escrevendo, relatando vivencias tao significativas com ou na escola, o quanto a escola fez diferenca na vida delas.

Tem varios textos otimos, entao listarem alguns por aqui, para deixar registrado meu muito OBRIGADA a todos e para que se algum adolescente cair por aqui, perceber que sim vale a pena estudar.

* A querida Lelei contou o percuso dela durante a caminhada escolar e que os pais fizeram faculdade enquanto ela crescia. Ela sempre gostou de estudar e foi muito dedicada, passa la.

* A Fernada leu sobre a blogagem no blog da Lelei e se inspirou tambem, e escreveu contando que a ida a escola - por indicacao do medico - foi tao significativa que ela passou "de menina tímida à menina falante graças à escola." Leia voce vai gostar.

* "A escola pode ser assustadora" e talvez seja para todos nos, como a Helo comentou. E ainda assim vale a pena, passa la no canto da Helo para ler o que ela escreveu.

* O Filipe comentou algo que me chamou a atencao, alguns blogs tem a mesma funcao do professor, nao o substitui, mas exerce a mesma funcao. Aprendi e aprendo muito com os blogs. Mais o que me chamou ainda mais atencao no texto dele, foi o comentario do Pedro Marin, leia por favor. Alias todos os professores deveriam ler e refletir sobre a questao da avaliacao, sobre expectativas, patrodizacao....E' muito serio!

* "Estudar não torna você melhor do que ninguém, mas faz florescer o melhor de você em você mesmo." Essa frase e' da Rosana, que conta que foi a unica da familia a chegar a cursar uma universidade. Ela nao precisa de apresentacao nao ne? E' super conhecida e famosa na blogosfera e no jornalismo.

* Me emocionei com esse post, por um unico motivo: a humildade. O Andre teve e humildade em assumir que nao passou nas universidades federais que ele prestou vestibular, por culpa dele e nao ficou arrumando desculpas. Que corajoso Andre, parabens! Passa la, e voces verao que ele percebeu que o unico caminho era estudar, de maneira seria! 

* "Educação é a maior herança que se pode deixar para os filhos" Essa frase e' do pai da Eliane, que nos chama atencao para algo muito importante, a participacao da familia na educacao dos filhos.

* A Ingrid fez alguns reflexoes sobre a realidade dela e a realidade que ela conheceu em uma escola publica, relembrando o papel do professor nesse processo. Muito bom Ingrid, obrigada!

* O aprendizado pode e deve (ou pelo menos deveria) se estender para alem da escola e ter continuidade em casa, nas pequenas coisas: como ler uma receita. Foi sobre isso que a Patricia falou.

* Uma linda declaracao de amor para a mae, foi o que o Guilherme fez, ao nos contar sobre a trajetoria dela e a paixao pela profissao. Leia, vale a pena!

Por hoje e' so', em breve faco outro post com mais links. Aqui tem 10 textos sobre a blogagem coletiva - sao os que estao em vermelho - porem te garanto que na internet tem muito mais. E se voce fez um texto ou quer fazer, fique a vontade e deixe o link nos comentarios que quero ler.


Blogagem Coletiva #EstudarValeAPena As imagens são selos que a equipe de Leandro Ogalha, um dos apoiadores oficiais do movimento, criou para quem quiser usar como apoio nos seus posts. http://www.samshiraishi.co​m/o-dia-do-estudante-e-a-b​logagem-coletiva-estudarva​leapena/

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Blogagem Coletiva: Estudar Vale a Pena!

"Quem abre uma escola, fecha uma prisao"
Victor Hugo, escritor frances


Gosto de estudar, fato. Sempre gostei.
Quando a Sam escreveu o convite sobre o tema da Blogagem Coletiva, fiquei um pouco perdida, sem saber por onde comecar. Por ser dificil expressar com palavras os sentimentos.

Fui la no meu bau de memorias, resgatar alguns fatos e me lembrei que:

* comecei na escola com 6 anos completos, por ter nascido em outubro. Todas as outras criancas ja tinham alguma vivencia na escola, nem por isso me senti intimidada.

*da 1a. a' 4a. serie me apaixonei pelo mundo das letras. Foi la que as professoras Helia e Cleusa soltaram o bichinho da leitura que me picou e nunca mais me deixou (que bom!).

* da 5a. a' 8a.serie foi tudo muito estranho no comeco: um monte de professores, muitos cadernos e livros, licao de casa que nao acabava mais. A 5a. serie foi a pior, depois me acostumei e entrei no ritmo. Adorava aprender algo novo a cada dia ou semana. Os trabalhos em grupo exigia sempre um pouco mais tambem, contudo estavamos sempre juntos, nos ajudando (nao havia internet naquela epoca), juntos exploravamos bibliotecas (municipais e as particulares, das casas dos que podiam ter uma).
Quem?
Os amigos, sao presentes extras, os bonus de estudar. Alguns tenho contato ate hoje.

* Ja' no ensino medio, fui para o periodo noturno (trabalhava meio periodo na epoca e precisava trabalhar o dia inteiro, escola durante o dia estava fora dos planos). Entao no 1o. ano nao consegui vaga na escola que eu tanto queria, porem a escola que me recebeu, nao somente me ensinou o que estava no curriculum escolar, mas permitiu qu eu vencesse o cansaco do dia longo de trabalho e me fizesse presente todas as noite, inclusive as 6as. feiras.

* No ano seguinte me adiantei, fui para a fila de madrugada e consegui minha tao sonhada vaga no Magisterio.
Foram os 4 anos que mais aprendi sobre a vida e talvez o que eu mais tenha lembrancas.

* Depois entrei na faculdade privada, demorei alguns meses para me adaptar (na verdade entender) as novas regras, entender como fazer um resumo de qualidade, conquistar amigos, entender o novo sistema e perceber que quem era responsavel por meu aprendizado, era somente eu, que estava ali disponivel, eu so precisava me apropriar dele. E la se foram mais 5 anos de estudo a bagagem.

Se valeu a pena? Muito.
Foi na vida escolar que conheci Monteiro Lobato, Machado de Assis, Guimaraes Rosa, Rubem Alves, a Colecao Vaga-Lume, Emilia Ferreiro, Piaget, Vygotsky, Freud, Winnicott, Melaine Klein, Foucault... Legiao Urbana, Italo Calvino e nao deixei de ler "Olhai os lirios do campo" ou "Dibs, em busca de si mesmo".
Ralei muito o joelho, tive muita dor no pe (do tenis do uniforme), me diverti muito nas excursoes ao Playcenter e ao Sesc Pompeia, chorei de nervoso para as provas e de alegria com as notas... ah! a escola. Que saudade, eu tenho.

Olha ja ia me esquecendo, ate o ensino medio eu estudei em escola estadual publica.
Hoje, mais do que nunca, eu sei que se nao fosse pelos estudos, eu nao seria a pessoa que sou.

Fica aqui registrado minha pequena retribuicao para que juntos possamos construir um futuro melhor, que somente se concretizara atraves da educacao.



Se quiser, acompanhe quem esta participando, pelo twitter #estudarvaleapena

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Carta de compromisso!

Um grupo de maes blogueiras (ou nao), na qual eu participo redigiu a carta abaixo, nao participei na elaboracao, mas estou aqui na divulgacao e convido voce para nos auxiliar a levar essa carta ao maior numero possivel de pessoas. Vamos refletir e agir. Ser seres melhores e' possivel.

Caso opte por publicar no seu blog, por favor usar o link do endereco:
http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2011/04/carta-aberta-as-maes-e-pais/


“Que futuro terão nossos filhos?

Aproveitamos o sentimento de indignação e tristeza que nos abalou nos últimos dias para convoca-los para uma mobilização pelo futuro das nossas crianças. A tragédia absurda ocorrida na escola em Realengo (Rio de Janeiro) é resultado de uma estrutura complexa que tem regido nossa vida em sociedade. O problema vai muito além de um sujeito qualquer decidir invadir uma escola e atirar em crianças. Armas não nascem em árvores.

A coisa está feia: choramos por essas crianças, mas não podemos nos deixar abater pelo medo, nem nos submeter aos valores deturpados que têm regido nossa sociedade propiciando esse tipo de crime. Não vamos apenas chorar e reclamar: vamos assumir nossa responsabilidade, refletir, trocar ideias e compartilhar planos de ação por um futuro melhor. Então, mães e pais, como realizar uma revolução que seja capaz de mudar esses valores sociais inadequados?

Vamos agir, fazer barulho, promover mudanças! Acreditamos na mudança a longo prazo. Precisamos começar a investir nas novas gerações: a esperança está na infância. Vamos fazer nossa parte: ensinar nossos filhos pra que façam a deles.

Se desejamos alcançar uma paz real no mundo, temos de começar pelas crianças. Gandhi

O que estamos fazendo com a infância de nossas crianças?

Com frequência pais e mães passam o dia longe dos filhos porque precisam trabalhar para manter a dinâmica do consumo desenfreado. Terceirizam os cuidados e a educação deles a pessoas cujos valores pessoais pensam conhecer e que não são os valores familiares. Acabamos dedicando pouco tempo de qualidade, quando eles mais precisam da convivência familiar. Assim, como é possível orientar, entender, detectar e reverter tanta influência externa a que estão expostos na nossa longa ausência? Estamos educando ou estamos nos enganando?

O que vemos hoje são crianças massacradas e hiperestimuladas a serem adultos competitivos desde a pré-escola. Estão constantemente expostos à padronização, competição, preconceito, discriminação, humilhação, bullying, violência, erotização precoce, consumo desenfreado, culto ao corpo, etc.

O estímulo ao consumo desenfreado é uma das maiores causas da insatisfação compulsiva de nossa sociedade e de tantos casos de depressão e episódios de violência. Daí o desejo de consumo ser a maior causa de crime entre jovens. O ter superou o ser. Isso porque a aparência é mais importante do que o caráter. Precisamos ensinar nossos filhos que a felicidade não está no que possuímos, mas no que somos. Afinal, somos o exemplo e eles repetem tudo o que fazemos e o modo como nos comportamos. E o que ensinamos a nossos filhos sobre o consumo? Como nos comportamos como consumidores? Onde levamos nossos filhos para passear com mais frequência? Em shoppings?

Quanto tempo nossos filhos passam na frente da TV? 10 desenhos por dia são 5 horas em frente à TV sentados, sem se movimentar, sem se exercitar, sendo bombardeados por mensagens nem sempre educativas e por publicidade mentirosa que incentiva o consumo desde cedo, inclusive de alimentos nada saudáveis. Mais tempo do que passam na escola ou mesmo conosco que somos seus pais!

Porque os brinquedos voltados para os meninos são geralmente incentivadores do comportamento violento como armas, guerras, monstros, luta? A masculinidade devia ser representada pela violência? Será que isso não contribui para a banalização da violência desde a infância? Quando o atirador entrou na escola com armas em punho, as crianças acharam que ele estava brincando.

Nós cidadãos precisamos apoiar ações em que acreditamos e cobrar do Estado sua implementação, como o controle de armas, segurança nas escolas, mudança na legislação penal, etc. Mas acima de qualquer coisa precisamos de pessoas melhores. Isso inclui educação formal e apoio emocional desde a infância. É hora de pensar nos filhos que queremos deixar para o mundo, para que eles possam começar a vida fazendo seu melhor. Criança precisa brincar para se desenvolver de forma sadia. É na brincadeira que elas se descobrem como indivíduos e aprendem a se relacionar com o mundo.

Nós pais precisamos dedicar mais tempo de convivência com nossos filhos e estar atentos aos sinais que mostram se estão indo bem ou não. Colocamos os filhos no mundo e somos responsáveis por eles! Eles precisam se sentir amados e amparados. Vamos orientá-los para que eles sejam médicos por amor não por status, que sejam políticos para melhorar a sociedade não por poder, funcionários públicos por competência e não pela estabilidade, juízes justos, advogados e jornalistas comprometidos com a verdade e a ética, enfim!

Precisamos cobrar mais responsabilidade das escolas que precisam se preocupar mais em educar de verdade e para um futuro de paz. Chega de escolas que tratam alunos como clientes.

Não temos mais tempo a perder. Ou todos nós, cedo ou tarde, faremos parte da estatística da violência. Convidamos todos a começar hoje. Sabemos que não é fácil. E alguma coisa nessa vida é? Vamos olhar com mais atenção para nossos filhos, vamos ser pais mais presentes, vamos cobrar mais da sociedade que nos ajude a preparar crianças melhores para um mundo melhor! Nossa proposta aqui é de união e ação para promover uma verdadeira mudança social. A mudança do medo para o AMOR, do individualismo para a FRATERNIDADE e para a EMPATIA, da violência para a GENTILEZA e a PAZ.

Ana Cláudia Bessa    www.futurodopresente.com.br 
Cristiane Iannacconi www.ciclicca.blogspot.com
Letícia Dawahri     http://sorrisosdaalma.blogspot.com/ 
Luciana Ivanike    www.lucianaivanike.blogspot.com
Renata Matteoni  www.rematteoni.wordpress.com

***
Os grifos sao meus.
Gra
Aquela que ainda acredita na forca do amor e da fe!

segunda-feira, 28 de março de 2011

Por uma infancia sem racismo

Por onde comecar a mudanca?

Meu filho aprendeu a molhar o pao no cafe, vendo o pai fazer.
Meu filho aprendeu a lavar as maos todas as vezes que chegamos da rua, nos vendo fazer.

Mas meu filho nunca ouviu ninguem chamando ninguem de "Mane" aqui em casa. Sabe onde aprendeu? Com os desenhos que ele assistiu durante nossa viagem ao Brasil e talvez por ter ouvido alguem dizer. Ele ouviu tantas coisas que nao estava acostumado.

Nunca em momento algum, conversamos com nosso filho sobre racismo, preconceito e discriminacao. Por enquanto nao precisamos, o que fazemos e' respeitar sempre. As criancas aprendem com nossos exemplos, com nossas falas; assim como ele aprendeu a molhar o pao no cafe com o pai, ele tambem aprendera chamar alguem de algum nome pejorativo se nos usarmos tais palavras.

Comentei da palavra Mane, porque outro dia durante a janta ele me chamou de Mane, o pai nao gostou e na hora perguntou do que ele havia me chamado e ele repetiu. Perguntei qual era meu nome, o dele e o do pai e que na nossa casa nao tinha nenhum Manoel... ele ficou me olhando e perguntou quem era o Manuel, eu disse que era o apelido que ele estava usando (Mane). Falei tambem, que muitas vezes, temos apelidos para encurtar nosso nome, comentei com ele que as vezes chavamos por Ni ou Nic, ja que o nome dele e' Nicolas. E que eu nao queria ser chamada de Mane, pois esse nao era meu nome. Ele entendeu e acabou a conversa ali.

Sabemos o significado do "Mane", mas naquele momento nao poderia dar trela para a conversa ou dar risada ate porque nao daria em nada. Sei que ele nao sabe o significado da palavra, talvez usou por usar, mesmo sem nos nunca termos utilizado.

O que queria dizer com isso, e' que se queremos ter uma infancia sem racismo, precisamos comecar a mudanca por nos.

Aqui no predio, acho que todos os apartamentos tem criancas e convivemos com muitas pessoas de lugares diferentes. Um dia fomos a uma festinha de aniversario e eramos os unicos brancos, em nenhum momento fomos discriminados (ja que eramos os diferentes) ou tratados diferentes.

Na escola do meu filho, acredito que 80% das criancas sao negras e quase todas imigrantes e convivemos muito bem, porque ha respeito, comunicacao e seriedade (nunca ouvi piadianhas sem gracas com relacao a raca, cor ou religiao!). Ja passou da hora de repensarmos nossas atitudes, pois sao em nos que nossos filhos se espelham.

Por aqui encontramos uma variedade enorme de livros com criancas negras, asiaticas, com necessidades especiais, inclusive livros com traducoes em varias linguas. Brinquedos tambem sao disponibilizados nas escolas e play grupos para que as criancas convivam com as diferencas o mais natural possivel, porque assim que deveria ser, nao e'?

Gostaria de contribuir mais com a Blogagem Coletiva "Infancia sem Racismo" , que esta sendo organizada pela Ceila do blog Desabafo de Mae, entao deixo aqui a indicacao de alguns livros/ cds/ sites, que eu conheco, mas a lista e' grande.

Um amigo diferente
Temos esse livro e ele e' muito bom. Mais informacoes aqui.


Tambem temos esse livro, ele e' lindo. Tem a versao dele em portugues.

Aqui voce pode encontrar varios livros sobre os diferentes festivais, celebracoes ao redor do mundo.

Tem tambem uns CDs muito bons, so tenho um, que tem cancoes de varias partes do mundo. Mais informacoes aqui.
  

Tambem e' possivel encontrar brinquedos, que representam as
criancas com necessidades especiais.


E voces sabiam que ja teve uma Barbie de cadeira de rodas, mas por problemas (ela nao cabia na casa da Barbie "normal", nem no carro, nem no elevador...) ela parou de ser fabricada. Mais informacoes, aqui.

 Nao deixe de acompanhar os post do Desabafo de mae, sobre essa importante e urgente reflecao sobre o racismo:

Clique aqui e participe desta campanha
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