sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

Eu e o Instagram

A amiga Ana Paula sugeriu para eu escrever sobre o Insta e confesso que nem sei bem por onde começar.

Talvez pelo início... as redes sociais surgiram da necessidade de interação das pessoas. Pessoas queriam conversar/ interagir com outras pessoas (tudo achismo da minha cabeça e me corrijam se eu estiver errada).

Aproveitei muito a "época do Orkut", as comunidades, os chats, as trocas.

Não sei quem veio primeiro mas não entrei na moda do Snapchat e curti um pouco o Flickr. Tinha uma rede social nesse meio do caminho que era de foto e texto (eu adorava, lembro de ler vários relatos de parto, experiências na educação, indicação de livros...).

Aí surge o Facebook e todo mundo que estava no Orkut, praticamente,  migrou para o Face. Teve uma galera que resistiu e ficou no Orkut até os últimos dias.

Meu perfil no Face continua lá, as moscas, é um perfil fechado e usei muito ele enquanto morei fora. Era uma forma de ficar "mais perto" dos amigos e familiares.

Nesse interim...surgiu esse blog...lá em 2006. E segue aqui...daquele jeito mas segue.

Eu nunca fui muito fã de moda. Lembro das primeiras vezes que ouvi falar do WhatsApp e pensei "como assim? De graça ainda!". Resisti para baixar.

O Insta no começo era só para quem tinha um IPhone, e senão me engano lá em 2010. Eu não tinha esse celular (e continuo não tendo) e, de novo resisti quando ele passou a ficar disponível para todos os celulares. Eu odeio essa coisa excludente. Ou todo mundo tem acesso ou ninguém tem (eu sei que no mundo real não é assim mas não custa sonhar).

O ano era 2013, quase no final quando voltamos para o Brasil e meu irmão falou "só você da família não tem WhatsApp, baixa o aplicativo. É rápido, fácil de usar e as mensagens chegam na hora". Respirei fundo e aceitei a oferta dele de um celular melhor que o meu que daria para baixar mais aplicativos. 

No caos da readaptação, inclusive escrevi bem pouco por aqui naqueles anos, conheci o Insta. Adorei a ideia e passou. Só em 2015 que criei um perfil e postei a primeira foto em 08 de março, uma selfie (bem mal feita), no dia da mulher.

A ideia do Insta era ótima. Compartilhar momentos instantâneos.  Aquela imagem legal que você gostou e gostaria de dividir com os amigos.

Só que vieram novas funções,  o aplicativo foi mudando, surgiram as #hashtags (que já existiam no Twitter, ah! lá eu estou já há 13 anos) e de repente...as empresas perceberam que ali era um ótimo lugar para vender seus produtos e aí surgiram as trocas (financeiras ou não), os influencers, os cursos...as Lives e nunca mais o aplicativo foi o mesmo.

Eu gosto e desgosto de lá. Já teve época que eu gastava 4h do meu dia conectada. Rolando a tela. E acho isso uma loucura. O aplicativo consegue acionar o nosso sistema de recompensa muito rápido e uso vicia. Cada like/ curtida/ comentário/ compartilhamento é um reforço para o cérebro (continua você está indo muito bem, você é importante,  as pessoas.gostam de você). Que loucura tudo isso.

Nunca ganhei nada por estar lá. Algumas pontes foram feitas, alguns livros para sem divulgados (uma forma de vender algo que não envolve dinheiro). E eu segui e sigo. ..só não sei até quando.

Confesso que estou cansada só que acho que não é do aplicativo é de mim mesma.

Os stories foi outro marco, copiado do snapchat assim como os vídeos curtos. Acho muito louco a gente saber quem viu, quem curtiu, quem reagiu a um storie (vídeo.curto de poucos segundos que pode ter uma imagem, uma música, um micro filme).

Não sei como ficam as relações no meio disso tudo. O que mais me incomoda no Insta é essa falsa ideia de vida perfeita. As pessoas escolhem, selecionam o que vão postar e aí tudo é lindo e maravilhoso. Só que na vida real sabemos que ninguém é feliz 24h por dia. Infelizmente tem muita gente sofrendo, se comparando e não conseguindo viver sem "ter que postar". Não faço ideia de qual rumo tudo isso vai tomar...como quase tudo na vida é uma ferramenta e precisamos aprender a fazer bom uso dela.


* desculpa o texto, ah essa é outra coisa que não cabe mais no Insta, textões longos e profundos.  Pra quê? Vamos viver na superficialidade que dói menos (alerta: contem ironia).


terça-feira, 13 de fevereiro de 2024

Sem palavras


Preciso confessar para vocês que não estou mais conseguindo escrever aqui (no Insta). 

Isso também aconteceu com o blog e sem nem perceber, abandonei ele (nem a senha lembro mais).

Tenho a impressão de que tudo já foi dito, refletido, explorado. 

A sensação que tenho é que não tenho nada mais relevante para dizer...seguir na minha insignificância é o melhor.

Não sei se é a idade, o cansaço mental, a desesperança ou uma bela dose de sinceridade comigo mesma (sim, eu não sou tão importante assim. que alívio!).

Tem mais de mil fotos aqui, ainda bem que poucas minhas e aí já não sei qual caminho seguir.

Textão ninguém lê e eu até pensei em perguntar para você que chegou até aqui, o que você gosta de ver no meu perfil...então quem quiser os comentários estão aí para isso e mais uma vez, muito obrigada a todos que me acompanham ao longo desses anos (já são 8 e contando, só aqui nessa rede - Instagram).

* escrevi esse post dia 26 de janeiro. Acabei de reler e continuo com essa mesma sensação.  Diariamente tenho vontade de apagar todas as redes sociais e sumir. Quem tem meu e-mail ou whatss, poderá manter o contato. Fora isso...fico pensando porque tem gente que dá tanta importância ao que eu falo ou escrevo...muitas questões.

domingo, 26 de novembro de 2023

2023

Ontem foi dia 25 de novembro.

Há um mês foi dia 25 de outubro: meu aniversário.

Daqui um mês será 25 de dezembro: Natal.

Faz dias, semanas que estou com vontade de voltar a escrever aqui, especialmente pelo apoio e incentivo da querida Ana Paula mas preciso confessar que não sabia nem como começar. E foi um rolê abrir essa página em branco.
Não lembrava a senha, fiz a recuperação, passaram-se dias e esqueci a senha de novo. E hoje aconteceu tudo isso de novo. Fora que a rotina me consome de um jeito, que quando eu vi já era 5 da tarde e não tinha conseguido sentar em frente ao computador.

Outro fator que me deu um empurrão para voltar a escrever aqui é que, há um ano eu testei positivo para Covid e foi tudo tão estranho. Não foi de repente mas me arrebentou como uma onda. Senti a morte fungando meu pescoço, de novo, e bem de pertinho. Me desesperei, pequenas que eu gosto muito duvidaram que eu estava contaminada e isso mexeu demais comigo. Eu definando... doía tudo e muito. Me desesperei e fui parar no hospital com falta de ar.

Essa sensação de puxar o ar e não conseguir respirar é horrível. Só depois que eu percebi que o que eu tive foi uma crise de ansiedade. O medo tomou conta de mim. Aquela sensação da morte tão perto, me apavorou. O que me aliviou foi que eu sonhei com meu pai e só conseguia ver ele bem e dizendo "aguenta firme, eu estou com você!" Ali eu senti que ainda não tinha chegado a minha hora. Não sei explicar.

Setembro de 2023 fez 10 anos que chegamos em Curitiba. Dez anos que eu voltei para o Brasil. E em novembro fez 13 anos que meu pai morreu. 
Já pensei tanto nesses 10 anos, já pensei tanto "no que eu estou fazendo aqui" porque muito dias parece que nada faz sentido.

De repente, hoje pode ser o primeiro de alguns posts que virão. O Insta já não faz sentindo há muito tempo...tanto que já quase não escrevo lá (posts, stories sim só que eles somem em 24h. que loucura tudo isso!). Quem sabe aqui não volta a ser meu canto ou vire apenas uma "newsletter" ou uma notinha de domingo. Tem tanta coisa guardada em mim que sinto que precisa sair (mesmo que só fique nos rascunhos).

Mesmo parecendo que nada do que eu escrevi faz sentindo...talvez esse seja o começo para fazer sentindo.


 (Londres-agosto/ 2013 em alguma despedida
 antes de vir para o Brasil!) 



    (Curitiba - algum dia quente entre  2013 e 2023)
                                        




(Essa é uma das poucas fotos que eu tenho de quando era criança e gosto tanto dela. Sigo procurando esse sorriso que um dia foi meu. Talvez aí eu tinha uns 6 anos, talvez!)


*Preciso reaprender como edita post aqui porque não consegui deixar como eu gostaria mas acho que isso, agora, nesse momento é o de menos.


terça-feira, 16 de agosto de 2022

Carta Semanal

Faz um tempo que eu tenho observado, de longe, o movimento da comunicação. Em especial a comunicação escrita apesar de que eu adoro a comunicação falada (adoro ouvir rádio até hoje!).

E aí, de repente, uma galera começou a fazer uma Newsletter, que a tradução seria algo como Boletim de Notícias mas eu gosto de chamar de Carta Semanal.

Essas Newsletter normalmente são semanais ou mensais e hoje em dia, são entregues diretamente no nosso email. Eu assino apenas duas e gosto muito.

Penso que os blogs por muito tempo, serviram de Newslleter mas não sei por qual motivo (ou até sei) de repente paramos de postar. 

Tem Newsletter que é um resumo da semana, outras enviam vários links que a pessoa achou interesse e tem aquela que fala sobre algo que a pessoa gosta e depois tem um link para comprar algo (um curso ou algo que a pessoa vai ganhar uma porcentagem).

Parece um caminho para não perder o contato com os leitores.

Por isso estou me esforçando para vir aqui e escrever essas linhas. 

Não tenho muitas novidades, links ou notícias para vocês mas gostaria de contar que continuo dando aula/ apoio para três crianças. Nossos encontros são tão bons, mesmo e apesar do volume de conteúdos. Tem conteúdo que eu não lembro de nada aí preciso estudar também para poder "ensinar" as crianças.

Sigo dando aula online para outras três crianças. Aí eu me desdobro porque nunca fiz isso por tanto tempo. 

Mudamos de apartamento. Seguimos no mesmo bairro, ao mesmo tempo que sinto que estou conhecendo um bairro novo. Ganhei uma planta (uma samambaia havaiana) para a nova casinha e aos poucos ela vai ganhando a nossa cara. É bom, estranho, cansativo e gostoso ao mesmo tempo.

Mudar é cansativo demais porém necessário. Acho que todo mundo já passou por alguma mudança na vida.


Samambaia Havaiana presente da minha amiga Carol.

terça-feira, 2 de agosto de 2022

Oi!

Oi, tem alguém aí?

Não sei se eu ainda sei escrever posts/ textos para o blog, o meu blog.

Teve um tempo em que eu escrevia toda semana. Inclusive participei de alguns desafios onde escrevíamos todos os dias. Algos simples mas era diário. Que saudade. 

Minha pergunta é: como eu conseguia? Não sei, não lembro, não tenho resposta para essa simples pergunta.

Quer saber porque eu estou aqui novamente? Saudade.

Sim, saudade do simples, saudade do blog (meu-quase-diário-virtual. Quase porque já não consigo escrever todos os dias porém continuo escrevendo de alguma forma...já conto sobre isso.).

Eu gosto do Instagram, dá ideia inicial do aplicativo: registrar um instante que você gostou ou que é importante para você. Só que isso foi lá no começo, há muitos anos...agora parece que tudo virou comercial. Aí surgiram outras redes, a rede de fotos virou de vídeo, antes disso chegou uma galera que ganhou (e alguns ainda ganham) muito dinheiro com tudo aquilo. 

Quem não estava nessa ›vibe‹ talvez tenha se sentido um pouco perdido. Não sei dizer, eu me senti perdida, perdidassa. Cansei de ver tanta gente vendendo coisas, especialmente cursos para ganhar grana, e me senti literalmente um peixe fora d`água. Cadê aquele encantamento com as fotos, as belezas para os olhos.

Só que não parei de escrever pois escrever me ajuda a organizar minhas ideias. Então sigo escrevendo a mão, só para mim; criei um grupo no Telegram que chama "Chá com Palavras" (super original!) e sempre que posso, escrevo e publico no Instagram.

O simples é isso, fazer o que precisa ser feito. 

 Adoro essa foto. Simples mas linda!


Um abraço e se cuidem.






quinta-feira, 9 de abril de 2020

O mundo está diferente!

E de repente o mundo está diferente.

Diferente de tudo que conhecemos;
Diferente de tudo que vivemos até agora;
Diferente do que "achavamos" que era o correto.

Pela primeira vez na minha vida, estou vivendo em uma pandemia.

O mundo. 
Presta atenção: não é o Brasil, os Estados Unidos...ou a China lá longe. 

É o MUNDO. O PLANETA INTEIRO está vivendo uma pandemia.

Significa que de repente algo muito forte afeta milhares de milhões de pessoas.

Muitas adoecem, centenas morrem. Tudo é muito novo.

O vírus já era conhecido mas nunca fez o que está fazendo.

Além de tudo gera MEDO, ANGUSTIA, INCERTEZAS.

Gera também BRIGAS, ROUBOS e de repente escancara algo que sempre existiu no mundo mas poucas pessoas queriam e querem olhar: a DESIGUALDADE.

Como dar conta disso tudo? 

É tudo muito intenso que chega a faltar o AR, Sufoca, causa tosse, insônia e medo. Eu já disse medo.

Não existe mais grupo de RISCO, todos corremos RISCOS, muitos.

Tudo começou em dezembro mas não acreditamos que chegaria até nós mas chegou.

Meu filho está em casa desde o dia 17 de março. A principio voltaríamos para a escola dia 13, após a Páscoa. Não voltaremos mais nesta data. Talvez somente dia 04 de maio, se tudo estiver mais calmo até lá. Não dá nem para falar de "tudo mais normal".

Acho que nunca mais voltaremos ao normal. O que era o normal?

Me preocupo com a saúde mental dele. Preso dentro de um apartamento pequeno, sem quintal, só nós. 
Provavelmente estou sendo egoísta porque "pelo menos temos um lugar para morar". Eu sei. Porém me dói dá mesma forma.

O que tudo isso vai nos ensinar? Não sei.
Iremos mudar? Não sei mas gostaria muito que cada um colocasse a mão na consciência e repensasse suas ações. 

Agora é hora de pensar no COLETIVO (no todo) e não somente no EU (indivíduo).

Tenho medo mas tenho esperança, não sei explicar só sei que no meio disso tudo, consegui voltar aqui.

E você como está?

Continuo postando no Instagram, quem quiser pode me acompanhar por lá  https://www.instagram.com/gra_flower/ (demorei para aderir e quando fui em 2015 já existia o perfil graflor, aí perdi. faz parte da vida e tive que usar uma palavra em inglês para representar meu sobre nome.)

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Quem sou eu?

E de repente passei mais de um ano sem conseguir escrever uma palavra por aqui.

Não me senti culpada mas senti falta.
E percebi que minha ausência aqui foi por causa da minha presença no Instagram.

Simples assim.

Agora que estou de férias me dei conta de uma coisa importante "não tenho nada registrado do ano de 2019, foi como se ele não tivesse existido" apesar de isso não ser verdade. 

2019 foi punk, intenso, me revirou quase ao avesso.

Demorei para ir para o Instagram. No início do aplicativo só era possível quem tinha uma Iphone. Eu odeio coisas exclusivas porque acho que são excludentes. Ou inclui ou não faz.

Eu sei, é chatice minha mas não consegui aderir.

Aliás com o whatsapp foi igual. Baixei o aplicativo porque meu irmão insistiu e argumentou "você é a única da família que não tem ainda";  e isso era 2013 quando a maioria das pessoas que eu conhecia já usava o aplicativo menos eu.

E estava tudo bem, eu mantinha conexão com as pessoas por email, telefonemas e mensagens no celular (SMS). Ainda hoje não vejo a necessidade de estar conectado 24 horas por dia, 7 dias da semana. 

Agora me dei conta que dá mesma forma que o Facebook está morrendo (ou morreu para alguns) o Instagram (IG) segue o mesmo caminho. O que será que acontecerá? Será que teremos um tempo para fazer uma cópia por garantia, será que poderemos guardar tudo, incluindo os comentários das fotos? Ou do nada tudo sumirá? Muitas dúvidas.

Estou no IG desde março de 2015 e já postei mais de mil fotos. 
Exagero? Talvez. Não sei.

Algumas fotos geram reflexões, outras são totalmente pessoais. Lá é um recorte do recorte da vida.
Não sei se aqui é diferente?

E não sei se faz algum sentido ainda voltar para cá?

Pensei em recomeçar a escrever me apresentando até porque a Graziela que começou esse blog em 2006 já não é mais a mesma da Graziela de 2020.

Meu Deus, quanto tempo!!! 

Então... acho que a crise dos 40 bateu forte também principalmente depois de janeiro de 2019 quando minha prima 3 anos mais velha do que eu faleceu.

Eu pensei "a próxima sou eu". Foi ali que eu entendi a sensação da minha avó quando meu avô faleceu. Ela é a pessoa mais velha da família agora e deve ter batido um desespero.

Elaborar esse luto também me consumiu por meses. Cresci com minha prima, eramos quase irmãs. Convivemos por 26 anos e um muito do que sou é graças a ela. Tem dias que ainda não parece real.

Passei de janeiro do ano passado até agora pensando "Quem sou eu?" depois daquela perda. 
A minha dor não chega perto da dor da minha tia, muito menos das minhas primas - filhas dela.
Mas a vida é isso... um desafio, o ir e vir, o nascer e o morrer. 

Então eu sou a Graziela, esse ano completo 43 anos em outubro. Sou mãe de um menino que está com 12 anos, sou professora de educação infantil, adoro ler livros, pular corda, sorvete de morango e se pudesse gostaria de ter um balanço perto de casa para eu ir balançar todos os dias. Tenho cabelos cacheados e adoro eles. Uso óculos de graus desde os 6 anos, graças a minha professora do Pré que descobriu que eu tenho miopia mas isso não me incomoda, me incomodou muito mais usar aparelho ortodôntico para consertar meus dentes. Foram longos 5 anos com aqueles ferrinhos na boca.

Adoraria falar mais de mim mas não sei. É difícil. Continuarei tentando. Como continuarei tentando escrever aqui semanalmente.

Prazer, essa sou eu pelo olhar do meu filho.
Outubro/ 2019

domingo, 4 de março de 2018

Quem somos nós?

A geração perdida?
A geração mimada, aquela que só sabe fazer mimimi?
A geração...

De verdade, não sei quem somos nós. Não sei o que queremos ou para aonde estamos indo.

Não sei.

Tento, há alguns anos através de psicoterapia, me conhecer melhor para então fazer escolhas melhores e mais conscientes.

Temos muito potencial porém a tecnologia "parece" que está nos consumindo e as relações sociais "parecem" estar cada dia mais desgastadas. 

Falo por mim: como é difícil fazer amigos aqui. No aqui e agora. Onde estou. Reflito muito também se a culpa é minha, se minhas expectativas são muito altas, se eu sou a chata e exigente da relação que afasto as pessoas. São muitas questões.

Continuo minha busca para melhorar como pessoa, como mãe, como profissional, como amiga, como ser humano que sou.

Nessa busca tenho encontrado pessoas e escritos que estão me ajudando e deixo aqui alguns links para quem quiser refletir sobre "nossa geração-perdida-melindrosa-e-competente-ao-mesmo-tempo," será?

Ter uma lanhouse 24 horas por dia é muito tentador principalmente para quem tinha que esperar chegar meia noite para poder entrar na internet (internet discada, quem lembra?):  que moral nós temos?

Para focar mais no coração e menos no cabeção, acompanho a Gisele Vallin.

Será que fomos treinados para focar somente no intelectual (estudar, estudar e estudar) e esquecemos o resto?  Como preencher nossos vazios?

Não tenho resposta para nada mas continuo buscando pois as perguntas são muitas e elas geram angústias e são elas também que nos tiram do lugar.




sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Leituras de 2017

Em 2017 li muito menos do que gostaria, tenho meus motivos que não justifica nada eu ter lido menos mas admito que não dei conta. Fora que quando gosto muito de um livro, dou um jeito e devoro em alguns poucos dias (2 ou 3 no máximo).

Li muitos artigos e capítulos de livros relacionados a minha profissão. 

Então o que eu li em 2017:

"A ilha perdida" : reli esse clássico em janeiro.

"A outra face" : li esse livro em dois dias, não conseguia parar, queria saber o que ia acontecer. Incrível.

"A bolsa amarela" : encantador e me fez relembrar meus sonhos, minha entrada na juventude e a despedida da infância. Adorei.

"Authentic Games" : ouvi e li junto um livro de um youtuber. Quem diria, o que a maternidade faz com a gente?

"Listas Fabulosas" : é daqueles livros leves para dias que precisamos desestressar. Adorei.

"Obax" : livro para ter, ler e reler muitas vezes. Amo.

"Cem dias entre céu e mar": foi presente do meu filho e eu gostei muito. 

"Conversas com quem gosta de ensinar" : ai cartas, como eu gosto delas.

"Trilogia da Família Rock e Pop" : para aliviar um pouco o peso da maternidade.

"As mulheres e os homens" : vamos entender um pouco algumas questões para não sair por ai falando groselhas? Obrigada.

"A culpa é das estrelas" : li o livro mas ainda não assisti o filme. Será que devo, será que aguento?

"Lugar nenhum" : que livro, que livro. Quero ler mais livros deste escritor, preciso. Fiquei muito impactada (sempre quis usar essa palavra). 

"O escaravelho do diabo" : tive um momento nostalgia nesse ano relendo esse livro e será leitura do 5o. ano do meu filho em 2018. Quero só ver o que ele irá achar. 

"A semente da vitória" : aprendi uma lição valiosa com esse livro, sempre faça uma pesquisa antes, vale a pena. Uma googada apenas já teria evitado de comprar esse livro. 

Dá para perceber que eu li muito livro infantil e infantojuvenil mas está ótimo para mim. Vamos ver se consigo melhorar a qualidade da minha leitura e a administração do meu tempo esse ano.

Estimular a leitura é algo que eu continuarei fazendo pois acredito que ela pode transformar o mundo e já me salvou algumas vezes.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Meu caminhar profissional

Este ano (2017) completou quatro anos que chegamos em Curitiba. Confesso, mesmo sabendo que foi muita inocência da minha parte, que achava que as coisas seriam mais fáceis mas não foram.

2013: chegamos em setembro e tinha consciência de que seria quase impossível conseguir um emprego em escola no último trimestre do ano. Pensamos em voltar antes para passar por esse período de adaptação e fazer tudo com calma. Foi o que aconteceu.

2014: foi "o" ano. Eu e o Paulo passamos um período de muitas provações, ficamos os dois desempregados juntos pela primeira vez, foram longos quatro meses. Com ajuda de amigas queridas, muito obrigada Dani, Thais e Simara, consegui emprego em uma escola pequena. Ali comecei a entender um pouco como funcionam as coisas aqui em Curitiba. Para nossa alegria logo depois que eu comecei a trabalhar, ele começou também. 

A experiência que eu tive foi muito boa, aprendi muito e conheci crianças incríveis. Pequenas, carinhosas, curiosas, felizes, crianças. Famílias que confiaram em mim. Obrigada Adri, Juliana e Stéfanie. 

Como a escola era somente de educação infantil, eu não tinha como levar o Nicolas comigo então precisei sair e lá fomos nós novamente se adaptar.

2015: passei o primeiro semestre inteiro sem trabalho. Me senti horrível, incapaz e muito, muito estranha. Não entrava na minha cabeça que eu só conseguiria um emprego se alguém me indicasse. E o que eu sabia, minhas vivências, não serviam para nada? 

Respirei fundo muitas vezes, molhei muito travesseiro também. Achava que não iria conseguir. Respira, aguenta  coração que as coisas vão se acalmar.
Lembro que no final do ano anterior encontrei uma amiga querida da faculdade, que não nos víamos há anos. Conversando com ela, algo me marcou muito, ela disse: "- você percebeu o quanto está usando a palavra difícil?". Não, eu não estava reparando mas era porque estava tudo muito difícil mesmo. Obrigada Angela pelo toque.

Ver suas economias de anos indo pro ralo e rapidamente, me deixava em pânico. O Paulo ficou apenas alguns meses no trabalho que havia conseguido e lá estávamos nós dois desempregados novamente.  Mas final de março ele conseguiu um emprego e final de julho, eu. Com a ajuda de uma amiga querida.

Tina, serei eternamente grata a ti. Você sabe né? Obrigada.

Nos viramos para organizar a rotina, eu trabalhava algumas horas pela manhã, levava o Ni na escola e o Paulo buscava. Eu chegava do trabalho e ele saia. Só nos víamos aos finais de semana. 

A escola era grande, muita criança, muita gente e aos poucos fui entendendo como tudo funcionava.

2016: um ano ótimo. De muitos aprendizados, muitas alegrias e as coisas começaram a caminhar. Nicolas foi para a escola comigo e o coração foi se acalmando. 

2017: um ano ótimo, novamente. Com surpresas boas. De repente algumas das famílias que conheci e  convivi em 2014 escolheram a escola que eu trabalho para colocar seus filhos e graças aos céus, eles foram meus alunos. Vocês não imaginam minha emoção de reencontrá-los. Perceber o quanto eles amadureceram, ver com meus olhos o fruto de algumas das sementes que eu havia plantado, os sorrisos, as conquistas. Crianças que, em uma ano eu auxiliei a dar "tchau" para o xixi e o cocô no vasinho, agora estavam conquistando o mundo das letras, dos números, lendo com fluência, produzindo textos, sendo gentis e criativos.

Muito obrigada as famílias pela confiança, pelo carinho e por termos vivido esse período juntos. Obrigada em especial a família da Camila, a família do Guilherme, a família da Luana, a família do Leonardo e a família da Rafaela.

Termino o ano pensando nesse caminhar, nessa estrada que estou construído com a companhia de tantas pessoas queridas. Sozinha jamais eu conseguiria ser quem eu sou. 
Obrigada. 

Que bom perceber que hoje estou onde eu gostaria de estar e quero que continue assim pelos próximos anos.

domingo, 26 de novembro de 2017

Ser forte!

Sempre fui meio bunda mole, daquelas que fazia drama por tudo.

Grazasdeus cresci, amadureci e hoje consigo ver com outros olhos as situações que enfrento.

Já passei por coisas que não gosto nem de lembrar. Sofri um tanto e espero ter aprendido com todas as situações algo de bom.

Mas aí veio a maternidade e com ela o título embutido de "culpa". Parece que temos que assumir a culpa do mundo para dar conta.

Tento me livrar desses pré-conceitos, pré estabelecidos mas olha... que luta diária e infindável. 
Tenho conhecidas que dizem que tudo isso é "uma grande besteira", que temos que fazer o nosso melhor e pronto. 

Mas, cara, como é difícil.

E ai, eis que em uma semana complicadíssima, que não era a primeira semana louca mas talvez a terceira, num sábado aconteceu várias coisas ao mesmo tempo e com isso apresentação de natação do filho. Arrumei as coisas as seis horas da manhã, sendo que eu havia ido dormir a uma da mesma manhã e sai. Passou o evento da manhã, eu tinha passado umas 4 horas em pé, estava sem almoçar e fomos direto para o evento da tarde. Chegamos no clube, entreguei a sacolinha e pedi: filho vai se trocar. Ele olha para dentro da sacola e solta: mãe, cadê a sunga?

Abriu um buraco na minha mente. Eu só consegui pensar: esqueci. 

Como? Como Graziela você esqueceu justo a sunga? Como o menino vai nadar?

Foi horrível. Foram os piores minutos da minha vida, dos últimos meses. 

E aí eu precisava resolver. Primeiro fui falar com a  professora para ver se tinha alguma lojinha naquele clube tão grande, não tinha. Lembrei que no mesmo quarteirão tinha uma loja que vendi artigos esportivos. Era 14h15 e e loja tinha fechado 14h. Corri, corri loucamente, comprei uma sunga cara, era a única que tinha na loja e nem dava tempo de pechinchar e as 14h30 ele estava pronto para nadar.

Corri, no sol, de sapatilha, sem  ter nada no estômago há horas. Quando ele foi para a concentração e eu sentei em algum lugar, não sentia minhas pernas, minha cabeça doía e eu achei que ia desmaiar. Mas não podia, precisava vê-lo nadar. Era uma oportunidade e tanto.

Para piorar na hora da correria, ele "perdeu/ deixou cair em algum lugar" o óculos. Por sorte tinha uma família de amigos, que o filho mais velho só iria nadar as 16h30 e emprestou o óculos. 

Mas eu não estava acreditando no que estava acontecendo.

A culpa caiu na minha cabeça e minha vontade era chorar, chorar, chorar.....

Passou, ele nadou, só comi algo as 16h, um sorvete de fruta. Conversamos, pedi desculpa e expliquei que eu também erro. Estava cansada e não percebi que não tinha pego a sunga. Pronto. Acontece.

Foi um dia tenso, intenso e não sei como sobrevivi.

Quando deitei a noite, senti como se um trator tivesse passado pelo meu corpo. Era como se todos os meus ossos estivessem trincados. Fiquei pensando de onde eu tirei força para resolver a situação, fiquei pensando no quanto a vida já foi dura comigo e eu tive que me virar para dar conta e naquele dia mais uma vez. Talvez se as coisas tivessem sido mais fácil para mim, ao longo da vida, ou se eu não tivesse amadurecido, provavelmente teria sentado no chão e chorado, esperando uma solução dos céus pu  por mágica. O que não aconteceria.

Sendo assim só tenho a agradecer as "pauladas" que a vida me deu. Mas já tá bom, né?

Uma publicação compartilhada por Graziela Flor (@gra_flower) em



domingo, 5 de novembro de 2017

Pensamentos Perdidos.

Muitas vezes me pego pensando em várias coisas que talvez nunca acontece.

São viagens, são ideias que, provavelmente, nem deveriam vir parar aqui mas vamos lá, quem sabe mais alguém "viaja na maionese" como eu.

Essa expressão "viaja na maionese" é das antigas então se você tem menos de 30 anos, me desculpe, pode ser que você não entenda. Aproveite a oportunidade e pergunte para um adulto próximo a você e que tenha mais de 30 o que significa.

*Agora me senti muitooo velha mas nem me importo.*

O primeiro pensamento que sempre me acomete:

1) como seria minha vida se eu fosse rica. rica, rica sabe?
Imagino eu chegando em casa do trabalho e a casa estaria limpa, a comida pronta e eu poderia simplesmente sentar e desfrutar o jantar.
Não teria que me preocupar com o mercado, a roupa para lavar ou o que fazer para o almoço do dia seguinte. Acho que as pessoas ricas não se preocupam com essas coisas. Sem dizer a possibilidade de poder viajar algumas vezes ao ano. Ai como eu queria.


Eu adoro cozinhar mas canso.

2) como nós estaríamos se ainda estivéssemos morando em Londres?
??? 

3) quero e vou conseguir ser mais organizar.

4) não sei quando nem como conseguimos nos virar nessa vida adulta. por exemplo: não sei como aprendemos como se organizar e ter nossas contas pagas em dia, não deixar falta comida, ser firmes com os horários para comer e dormir - especialmente os horários do Ni -, ter uniforme e roupas usáveis limpas e mais ou menos desamassadas.... não sei, de verdade.

5) como seria lindo acabar com a fome no mundo!

6) por que os direitos iguais não são iguais para todos?

7) somente a educação é capaz de mudar o mundo, além de muito amor, claro. Sei que o caminho é difícil porém também acredito que é possível.


O que isso vai mudar na sua vida? É possível que nada mas na minha cabeça, com certeza, já está fazendo uma diferença. Escrever ajuda a organizar meus pensamentos.


domingo, 8 de outubro de 2017

Quarenta anos.

Em alguns dias eu completo 40 anos.
Nunca pensei muito como seria quando eu chegasse aos quarenta. Nunca. Não me assusta, não me causa espanto nada.

Porém essa última semana foi uma semana difícil. Perdemos um sobrinho de 25 anos, isso nos abalou profundamente. Não sei explicar. Perder alguém é sempre um desafio mas ver um jovem, cheio de sonhos, pai de dois filhos, partir. É de quebrar o coração.

No meio desse turbilhão de sentimentos, lembrei o quanto muitas vezes não dizemos para as pessoas o quanto elas são importantes para nós. Não conseguimos um tempinho na agenda para um encontro, um café, jogar conversa fora.

Sendo assim, decidi que quero presente de aniversário de 40 anos: quero encontrar 40 amigos/ conhecidos. Pessoas que fazem parte do meu círculo de amizade. 

Só no facebook tenho 380 amigos, será que consigo encontrar 40 amigos dentro de um ano?

Estou fazendo esse post porque não quero me restringir ao facebook e preferi explicar por aqui.

Claro, que se eu pude$$e, eu adoraria ir...

- para Goiânia encontrar minha amiga/ irmã Katia;
- para Braga-PT encontrar a Dani e a família;
- para o Canadá dar um abraco apertado na Lu;
- para Londres encontrar uma galera especial que mora no meu coração;
- para Espanha encontrar a família que tanto me acolheu;
- e tantos amigos mundo afora. 

Mas farei o possível para encontrar quem estiver afim de me encontrar porque não adianta somente eu querer.

Assim que é só me mandar uma mensagem, email ou comentário aqui no blog que entrarei em contato e vamos combinar esse encontro/ presente.

Como sou uma pessoa com baixa expectativa... se eu encontrar quatro pessoas já estarei feliz. Temos um ano para realizar esse encontro, serão 52 semanas e 40 encontros pela frente. Quero registrar todos e depois farei outro post para contar como foi.

Que a vida seja esse encontro de momentos alegres, agradáveis, regado de boa conversa e abraços sinceros.



domingo, 1 de outubro de 2017

Quatro Anos

Ainda não consigo chamar Curitiba de "minha cidade", não sei porque mas algo ainda não me conquistou definitivamente. 

Talvez um dia, por enquanto, não. 

Setembro fez quatro anos que chegamos, quatro longos anos.

Por incrível que pareça passei muito mal na semana que antecedeu o dia 11 de setembro. Estava muito calor mais um estresse desnecessário, pronto a receita certa para o corpo quase entrar em colapso. 

Mais uma vez sobrevivi. Mais uma vez.

Pensei o quanto tudo tem me consumido, o quanto tenho gasto energia com o que não é importante e o quanto havia deixado o blog de lado. Meu bode aumentou mais ainda.

Então mesmo Curitiba ainda não sendo minha cidade, lembrei de uma conversa com uma amiga professora, que também não é daqui.
- Não sei o que mudou mas acho que comecei a entender como as coisas funcionam - eu disse.
- Nada mudou, você que se acostumou. Se acostumou com a solidão, com o frio, com a frieza.. - ela respondeu.

Eu concordei com a cabeça e aquilo ficou martelando em mim por semanas. E devo admitir que acho que foi isso mesmo, me acostumei a quase tudo, mesmo sem querer.

A saudade de Londres não diminui, só aumenta. A saudade do meu pai também. 
Quando penso na violência- nossa- de- todos- os- dias, me dá desespero. Ai tento não pensar.
Os amigos!!! Ai que falta eles fazem... e como aqui é um grande desafio fazer amizade. Mesmo  você estando disponível, mesmo você querendo.... tem coisas que não depende só de você. Mas continuarei tentando.

Não posso deixar de agradecer as pessoas que me ajudaram e fizeram a diferença na minha vida. Duas delas foram embora de Curitiba, foi um baque para mim, mas sobrevivi novamente. E por aqui estamos, se acostumando.

A maior vantagem de morar em uma cidade turística, é viver onde as pessoas vem passar férias (de novo) e poder encontrar amigos/ conhecidos/ pessoas queridas.

Só para não passar em branco, algumas fotos dos nossos melhores momentos nesses ~longos~ quatro anos.

Céus de Curitiba: aqui e aqui.

Nossa pani (panificadora, padaria para os paulistas): café em família.

Encontro entre colegas de trabalho: sim é possível (um a cada dois anos está bom, né?)

Olhe para cima, sempre: araucária, céu, sol, nuvem, ipê amarelo.

Nosso museu preferido (fomos várias vezes e iremos muitas outras ainda):  MON.

E a vida segue....

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Solidão

Durante muitos anos, eu não sabia o que era ficar sozinha comigo mesma.

Sempre, sempre mesmo, precisava de alguém ao meu lado para tudo: ir ao supermercado, ao cinema, ao shopping, ao parque, a padaria. 

As coisas começaram a mudar quando tirei a carteira de motorista -que hoje nem sei aonde está- porque ai eu ia e voltava do trabalho sozinha, comecei a ir para alguns lugares sem ninguém. Porém ainda me incomodava essa questão de estar sozinha.

Hoje creio que seja algo cultural, que desde pequenos somos sempre muito assistidos e ai crescemos achando que para ser feliz ou ter momentos felizes precisamos estar acompanhado. 

Mas nunca considerando nossa própria pessoa uma boa companhia.

Em Londres, muita coisa mudou na minha vida, em mim. Quer dizer, começou um pouco antes, na Espanha. Ou eu ia sozinha ou não iria então aprendi, na raça, a ir mesmo sozinha. Descobri que era bom, aprendi aos poucos a gostar de estar só.

Aí lá em Londres, conheci uma pessoa aqui de Curitiba, inclusive, que ia ao cinema toda semana sozinha, ia ao museu, a um café tomar um café e ler um livro, tudo sozinha. Ouvir ela contando o que fazia me deixou surpresa no início ao mesmo tempo que me encantou. Fui perdendo meu medo e me dei conta que poderia ser feliz sozinha também, não era preciso sempre deixar a responsabilidade de ser feliz para o outo. 

Criar expectativa é um troço horroroso, faz um mal danado.

Agora preciso confessar que quando estamos/ somos sozinhos precisamos de muita disciplina. Digo isso porque é a quarta vez, acho, que o Nicolas viaja com o Paulo e eu fico sozinha e dessa vez acho que está sendo a pior em termos de alimentação e organização. 

Fiquei perdida com tanto tempo para mim, perdida com os horários, perdida e estou tentando me achar.

Estar sozinha é bom, ainda prefiro estar com a minha família completa, mas o silêncio matinal é precioso, faz cinco dias que não ligo a tv e nem estou sentindo falta.

Agora o engraçado é sair para comer e ver os olhares de estranhamento e quase de piedade das pessoas. É como se estar sozinho é estar abandono, triste, solitário.

Quanta coisa estou aprendendo nessas semanas.

Deu até tempo de escrever, olha que coisa boa.

Uma publicação compartilhada por Graziela Flor (@gra_flower) em



Related Posts with Thumbnails