terça-feira, 23 de junho de 2015

Livros entre amigos.

Era o primeiro ano dele na escola além de tudo ser novo ele achava tudo um pouco fácil.

A mãe dizia que era porque era novidade, para ter mais paciência que logo a coisa deslanchava.

Um dia a lição de casa chegou pronta e a mãe perguntou o que aconteceu:

- Acabei a lição da sala e fiz a lição de casa, não tinha nada para fazer.

A mãe correu e deu uma ideia "leve aquele caderno que temos aqui ainda tem umas folhas e você pode desenhar, escrever ou fazer o que quiser quando acabar a atividade antes dos amigos".

Ele gostou da ideia. A mãe -que não era nada boba- a noite quando foi arrumar a mochila para o dia seguinte colocou uns gibis lá,assim ele teria mais opção do que fazer.

E o que aconteceu? Alguns dias depois ele chegou em casa com um livro emprestado do Davi e foi escolher um para emprestar para o Davi. Depois disso vieram outros livros, outros empréstimos além dos livros, revistas, gibis, mais crianças entraram na roda e algo que poderia ter sido promovido pela escola aconteceu entre amigos.

Uma deliciosa roda de leitura sem a intervenção dos adultos. Crianças trocando e emprestando livros e materiais impressos de interesse deles.

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Essa história é real e aconteceu na sala do meu filho no ano passado (2014) quando ele começou no 1o. ano do Ensino Fundamental. Continua até hoje. Eles trocam livros, se divertem, aprendem e tem momentos felizes.

Alguns pais vieram me pedir dicas de livros para a faixa etária deles e os comentários sobre essas trocas são muito positivos.

Participo com alegria, empolgação e muito amor. Só não entendo porque a escola não promove esse tipo de atividade para todos. É preciso flexibilidade no currículo escolar para ter espaço e alimentar os interesses dos alunos senão a educação formal fica tão sem sentido.

E o que eu sempre digo para os pais: incentivem seus livros, leitura nunca é demais.

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Quero muito voltar a trabalhar e possibilitar esses momentos para mais crianças. Quero mesmo.


Amo esses momentos
Amo vê-lo agarrado a um livro
Amo, amo e amo mais que chocolate.

Um comentário:

  1. Que bom que você foi perspicaz ao perceber que seu menino precisava de "algo" para quando terminasse as tarefas! E isso gerou um movimento de leitura.
    Sabe Gra, eu acho que assim, espontâneo como surgiu, é mais interessante do que se fosse estipulado pela escola. As próprias crianças escolhem suas leituras, suas trocas. Acho que deveria sim haver um espaço em cada turma para isso.
    Vou torcer para você voltar a trabalhar e sei que essa prática estará garantida!
    Aproveito para deixar uma dica de blog exclusivo de leituras infantis. Eu adoro!

    http://gatodesofa.blogspot.com.br

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