segunda-feira, 8 de junho de 2015

E o Brasil, como vai?

E o Brasil, como vai? 

Essa é a pergunta que eu mais escuto dos amigos que estão longe. Muitos dizem que só ouvem/leem notícias ruins. "As coisas que chegam por aqui não são nada boas".

Imagino que não sejam mesmo mas tem coisas boas acontecendo sim; o que eu acho que mais pesa nessa "decisão" de o que e como transmitir o assunto é a nossa visão.

E eu tenho a sensação que nós brasileiros - me incluindo aí também - sofremos da síndrome de "vira-lata":

*nos sentimos os piores do mundo: o que não é verdade, tem lugar muito pior do que o Brasil;
* todo e qualquer lugar, principalmente se for nos Estados Unidos ou na Europa, tudo é melhor do que no Brasil:
* aqui só acontece desgraça como em nenhum lugar do mundo acontece: nosso lado dramático é super valorizado (contém ironia);
* nada funciona, não fazemos nada de bom, não produzimos nada... só falta dizerem "somos a escória do mundo";
* tudo isso porque somos de um país de terceiro mundo: como se só nós fossemos do terceiro mundo.

Entre tantas outras coisas. 

O que mais me deixa triste é perceber que tem muita gente que "parece" que torce para nada no Brasil dá certo e consequentemente não consegue enxergar e muito menos valorizar o que o Brasil tem de bom.

Problemas tem? Muitos. Como em todo lugar do mundo.

Já disse uma vez e repito: não existe lugar perfeito, como não existe pessoas perfeitas.

Tudo depende de como enxergamos a porra do copo meio cheio ou meio vazio.

Podemos nos cegar piamente e achar tudo lindo maravilhoso ou nos cegar piamente também e achar tudo ruim horroroso ou ainda tentar ver o que tem de bom sem negar o que não funciona tão bem.

É uma questão de escolha e de querer viver bem com o que tem de bom ou viver amargurado reclamando e jogando a culpa no que não funciona.

Dois "causos" curtos:

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Existe um SUS que funciona (publiquei isso no facebook por isso trago para cá)
Levamos o Nicolas em uma consulta com o dentista no Posto de Saúde e o atendimento foi exatamente igual ao atendimento de um consultório particular: uma dentista e uma assistente, tudo descartável, limpo e organizado.
Fomos no posto porque queríamos saber como é o serviço, porque não estou trabalhando e já tínhamos ouvido falar bem dos atendimentos dentário.
O que achávamos que era uma cárie não é então ele está com sete (7) anos e meio e nenhuma cárie ainda (obrigada alimentação saudável, obrigada pais chatos, obrigada organismo dele que colaborou); elas fizeram uma limpeza e a aplicação de flúor.
Antes de sairmos por ai só reclamando que nada é bom no Brasil, nada presta, tudo é ruim; vamos viver e tentar ser mais positivos, por favor.
(Eu já tinha ido ao posto antes tentar pedir um remédio de uso contínuo que ele toma para um problema no estômago e não consegui. A pediatra disse também que ele precisava passar com um pneumo só que vaga para consulta - como o caso não é urgente - só daqui 3 anos. Na hora fiquei triste mas lembrei que quando o Nicolas era pequeno demorou 2 anos para conseguirmos uma vaga com um dermatologista lá em Londres: onde muita gente acha que é o lugar perfeito. Desculpa galera mas não existe lugares perfeitos assim como não existe pessoas perfeitas. Tudo e todos tem seu lado bom e seu lado não tão bom).

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Existem escolas públicas de qualidade onde a comunidade escolar participa, cobra e colabora. Mas isso fica para outro dia.

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Se tiver um tempinho ainda leia esse post de um jovem inglês que em seis meses vivendo no Brasil percebeu o que muito brasileiro não percebe ou não quer ver durante uma vida inteira.


Um comentário:

  1. Grazi, especialmente quando a violência é mostrada com mais ênfase e repicada por tudo que é meio de comunicação, acho que essa síndrome se mostra com força e tudo fica parecendo um horror só.
    Gosto de professores e filósofos que falam nos jornais que o mundo já foi muito mais violento que isso; gosto de ver as boas iniciativas que existem mas não elevam audiência de emissoras.
    Não se trata somente de mudar a sigla de um partido governante se não mudarmos o olhar e nossas próprias atitudes.
    Beijo!

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