terça-feira, 3 de junho de 2025

Um adeus dolorido demais

Hoje faz sete dias que minha avó desencantou, descansou, partiu.

Eu tô sem rumo, sem vontade de comer, de viver e com um aperto no peito que não sei explicar.

Se hoje estou aqui...foi graças a ela, que não desistiu de mim, que não me abandonou, que cuidou de mim. E saber que não estamos mais no mesmo espaço e tempo, dói demais.

Parece que nada mais faz sentido.

Como continuar vivendo sabendo que a pessoas mais importante da minha vida se foi? Eu não sei e nem tenho resposta para essa pergunta.

Essa angústia terei que viver sozinha, cada um sabe da sua dor e angústia, porque o mundo não pára para te acolher, te abraçar e te ajudar a sair desse buraco.

Vó, muito obrigada por tudo.

Sou quem eu sou, graças a senhora.

Bença, vó!

Te amo e fica com Deus.

 
Edite Ribeiro Lopes
08.05.1929 - 20.05.2025

(escrevi esse post em 26 de maio de 2025 no Instagram.  já faz um tempo que quero trazer alguns escritos do Insta para cá, hoje consegui, com dor ainda mas consegui. não queria começar com esse post mas foi o que deu e não deixa de ser uma homenagem para ela.)

Um comentário:

  1. Meus sentimentos, Graziela... Meu avô partiu em julho de 2025, aos 97 anos, deixando um vazio enorme. Foi uma passagem tranquila, mas nunca estamos preparados... Minhas sinceras condolências a você e a família!
    P.S.: Que bom que você ainda escreve no blog! Eu acabei abandonando o meu, o Narrativas do Cotidiano... estava o visitando esses dias e lembro que a gente interagia por ele... Espero que vocês estejam todos bem! Um abraço fraterno!

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Gra

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