quarta-feira, 20 de maio de 2015

Li: "A filha do escritor"

Saímos de casa as pressas e deixei sem querer minha lista com o nome de alguns livros em cima da mesa. Só me dei conta quando já estava lá.

Nem por isso desanimei em tentar lembrar de algum título. Nada. Minha memória não me permitiu. Comecei a olhar as prateleiras cheias de livros, fui visualizando as lombadas, nomes desconhecidos e de repente um me chamou a atenção, a capa me fisgou. Não conhecia o autor e nem tinha ouvido falar do título.

Para minha surpresa foi uma leitura deliciosa daquelas que te prende, te instiga, muito bem escrita, toda amarrada, te convence e só no final o desfecho aparece.

Voltei no tempo relembrando as histórias que vivi em um hospital psiquiátrico durante o ano que fiz estágios para a faculdade. Tudo, absolutamente, tudo retornou: os cheiros, as músicas, as vozes, as experiências, as voltas silenciosas para casa, as supervisões tensas e as vezes desconectadas, as dores - todas elas.

A história de Lívia, Joaquim, Machado se truncam, se misturam, fazem presente. Adorei o livro e quero ler mais livros do autor mesmo sem saber se segue o mesmo estilo.
Diz pra mim se essa capa não é linda♥ ?

"Se ainda assim continuarmos olhando atentamente para o nosso próprio reflexo, acabamos vendo algo parecido com um monstro. Se ainda assim continuarmos olhando mórbida e atentamente para o nosso próprio reflexo, podemos passar para o outro lado e nos tornarmos o monstro que estávamos vendo."  (Isso é muito forte e adorei a forma clara como ele colocou!)

"...Não tinha vida social, não tinha amigos, apenas livros, muitos livros. Parecia não incomodar ninguém com sua mania de livros, até que aos poucos a loucura foi se instalando." 

Livro: A Filha do Escritor
Autor: Gustavo Bernardo
Editora: Agir
ISBN.: 9788522009718 

Mais informações aqui.

Li esse livro em fevereiro e estou tentando cumprir meu objetivo literário de ler no mínimo doze livros de autores brasileiros em 2015. Espero conseguir.

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Sinopse: Uma bela paciente numa clínica de doentes mentais. Um médico acostumado a lidar com as dores físicas e da alma de seus pacientes aos poucos vê que essas também se tornam suas. Seria seu diagnóstico imparcial ou a atração por aquela que se diz filha de Machado de Assis o que influencia? Um romance tocante, no qual um homem vê-se reduzido e enredado entre os limites da doença psiquiátrica e da memória que reconstrói e transforma a realidade.

Um comentário:

  1. Ai, ai... como diz uma amiga, vou ter que espremer para caber na minha lista!
    A capa é sim maravilhosa!
    Beijo.

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