segunda-feira, 6 de março de 2017

Aprendizados

Deixei a casa  da minha avó com 26 anos e quando saí de lá só sabia fazer arroz branco e ovo mexido. Por muito tempo tive vergonha de comentar que eu não sabia cozinhar.
Aprendi a fazer feijão aos 27 com o Paulo e que orgulho danado que dá quando aprendemos algo que queremos muito.

Também aprendi a fazer amigos tarde assim como a pedir ajuda. Achava, na minha ignorância, que eu me bastava. Nunca tive muito com quem contar então a expressão de ordem era: "se vira".

Quando fui para Londres muita coisa mudou e passei a valorizar ainda mais minhas, poucas é verdade, amizades. Enquanto estava em São Caetano tinha amigos de longa data, pessoas que eu sabia que poderia ligar a qualquer hora do dia ou da noite que elas estariam lá. Porém longe, em terras estrangeiras e sem ao menos falar a língua local, foi realmente desafiante.

Passado o período de adaptação fui relaxando e consegui deixar minhas amarras de lado e fazer novas amizades. Não é fácil mas é possível. Assim como pedir ajuda.

Fui me dando conta que aos poucos ia deixando medos antigos de lado. 

E foi assim que em janeiro desse ano quando eu já sabia a data que iria para SP, escrevi para uma amiga querida e disse: "vou para SP e se estiver por lá, vou adorar te ver." Que alegria ter tido essa atitude. Poderia não ter escrito, poderia ter deixado para lá, poderia ter deixado o medo  e/ou vergonha me dominarem mas não, enfrentei, escrevi e nos encontramos.

Que tarde deliciosa foi aquela. Amei do fundo do meu coração. Conversamo sobre tudo: filhos, família, nossas histórias, nossos blogs, as amizades "virtuais", livros... e foi incrível olhar a Ana nos olhos, ver e ouvir seu sorriso, o encanto dela ao falar dos filhos, da sua luta e do quanto nós -mulheres- somos fortes e muitas vezes nem nos damos conta.

Minha admiração só aumentou mais ainda. Minha vontade de ir embora não aparecia só que o tempo...ah o tempo escorre pelos dedos. 

Para mim ficou a certeza de que é preciso se permitir. Se eu já admirava a Ana pelas cartas que trocamos e pelos posts que ela escreve, agora que a conheço pessoalmente nem sei mais o que vem depois da admiração para achar uma palavra que caiba nesses escritos.

Ana muito obrigada pela companhia, pela escrita e pelo abraço. Você é demais e eu adorei te conhecer um pouco mais. Conte sempre comigo. Na esperança de que esse tenha sido o primeiro de muitos encontros. Abraço apertado, amiga.


 Uma outra coisa que eu aprendi e não faz muito tempo é fazer um café gostoso e decente. Sempre era o Paulo que preparava nossa bebida porém uma tarde eu estava necessitada de um café purinho, deixei o medo de lado e "charam", delicioso. É, é possível ser feliz com pouco, bem pouco aliás. 

Um comentário:

  1. Que coisa tão boa encontrar com a Ana. Também esse ano que passou tive um encontro rapidinho com ela e valeu muito.Um amor de querida! beijos às duas, tudo de bom,chica

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