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sábado, 4 de julho de 2015

Fim do semestre.

Faz alguns dias que estou sentindo um aperto no peito, uma agonia sem fim. A vontade de chorar que não salta aos olhos mas também não passa.

Isso tudo tem a ver com o meio do ano, um ano que parece que não caminhou, apesar de ter sido bom para nossa família mesmo sem eu ter conseguido voltar a trabalhar.

Marido trabalhando seis dias da semana mas feliz, está em um lugar que tratam ele bem, é valorizado e estimulado. Tem um grupo de colegas animado e que está sempre convidando-o para fazer algo.

Durante esse primeiro semestre o pequeno ficou super bem na escola, conquistou algumas coisas, fortaleceu amizades e segue caminhando sem grandes dores. Bem diferente do que foi o primeiro semestre do ano passado.

O que eu sinto é que estou sendo uma mãe que não gostaria de ser. Chata, exigente, que pega no pé, que perdeu um pouco o encanto de brincar e fazer bobeiras. 

Muitas vezes me sinto perdida, sem saber o que fazer ou até mesmo o que falar. Meu filho cresceu e ai me vi diante da minha infância aquela infância sem referência, sem acolhimento, sem cem sem.

Fui criada pela minha avó que como é uma ótima mãe se propôs a cuidar da primeira neta para a filha trabalhar. Ok até ai tudo bem. Veio a segunda neta (no caso eu) e ela -ótima mãe que sempre foi- ofereceu-se para cuidar de mim para a minha mãe trabalhar e terminar de estudar e assim foi. Depois veio mais uma prima e meu irmão. Minha avó cuidou dos quatro netos como pode, como deu.

Hoje eu vejo que ela "cuidou" mas não "cuidou". Fez o básico do básico e sobrevivemos.

E é exatamente isso que eu não quero: que meu filho sobreviva. 

Pra mim fica claro que essa é a maior diferença entre as pessoas da minha idade ou idade próxima: temos consciência que só sobreviver não é o suficiente, temos capacidade e disposição para buscarmos informações e fazermos diferente.

Exemplos simples:
- comecei a trabalhar aos doze anos e ainda usava colher para comer porque na minha casa era a coisa mais normal do mundo; inclusive minha avó comia de colher.

- meu filho aprendeu a comer usando garfo e faca aos quatro anos na escola (tudo bem que foi na escola em Londres).

- fui a primeira vez ao dentista com sete anos e tinha muitas cáries por pura falta de cuidado (crianças de sete anos não podem ser responsabilizadas por cuidados pessoais).

- Nicolas passa com dentista desde os três anos de idade e aos sete ainda não teve nenhuma cárie (continuaremos nos esforçando para cuidar da saúde e higiene dele mesmo ele reclamando e achando uma chatice).

Entre tantos outros exemplos.

Olhando friamente acho que sei o motivo da minha angústia "ser adulto responsável" dói, cansa. Crescer dói. 

Ouvir que eu sou chata dói também mas um dia ele entenderá (eu espero).

De repente ele começou a me dar muitos beijos, abraços e reclamar menos. Pensei "o que está acontecendo". Senti um frio na barriga pois parecia que estava se despedindo. Despedindo do que?

Tudo caraminhola da minha cabeça e para ajudar assistir um filme outro dia que me fez chorar e me impressionou muito. Pronto. Tá ai a receita certa para que a culpa e a angústia se instalasse.

(vou deixar o link do filme caso alguém queira assistir, é bem legal!!!)

Sinto falta da minha rede de amigos, amigos mais próximos para os cafés intermináveis, as conversas sem pé nem cabeça e as risadas das situações mais simples.

Acho que meu período de adaptação está terminando, passei pela fase de negação (não quero estar aqui, o que estou fazendo aqui? estava tão feliz lá, prá que voltamos? etc etc etc), entrei na fase de aceitação e aqui estou aceitando o que está vindo, só não sei até quando aguento.


O trailler do filme que mexeu comigo. A voz da Zoe (apesar da atriz ser australiana lembra muito a professora do Ni e nossa amiga Mrs MC que é irlandesa...) a saudade veio junto, lembrei do dia delicioso que passamos na Legoland e por fim a mensagem do filme em si. 

*********
Acho que esse post ficou muito sem pé nem cabeça mas precisava escrever e que venha o segundo semestre. 

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Que mãe eu sou? (hoje)

Que mãe eu sou hoje?

Chata.

Assim sou definida pelo meu filho e ouço com frequência, para não dizer todos os dias.

Eu sou a chata porque pego no pé, 
peço para desligar a tv e ir fazer outra coisa,
proponho outras coisas mas nunca são tão legais,
temos horário para comer, dormir,
fazer a lição de casa é prioridade as outras coisas vem depois
entre tantas outras coisinhas.

Coloco limites algo tão em falta hoje em dia.

Sei que ele me ama e mesmo assim me acha uma chata de galocha.

Sei que essa idade é um desafio e que também é uma fase que vai passar porém tem dia que cansa tanto.

Sei também que um dia ele irá perceber que tudo que fazemos é para seu bem, temos essa esperança.

Tudo isso me faz voltar no tempo e revisitar minha infância que não foi a mais doce da história. Confesso que prefiro ser essa mãe chata do que a mãe indiferente com quem convivi que hoje colhe frutos amargos mas isso é outra história, minha história que acaba refletindo na minha relação com meu filho.

Todos os dias eu peço a Deus força para continuar na caminhada, discernimento para não cair na tentação do caminho mais fácil e muito menos repetir os erros de um passado próximo. Não quero perpetuar situações e lembranças que não deixaram nada de bom.

E assim seguimos nessa caminhada chamada maternidade que aqui é real, nua e crua e sem maquiagem de revista.

Enquanto isso... mesmo eu sendo "a chata" ele não desgruda e eu adoro ele pertinho.

Uma foto publicada por Graziela Flor (@gra_flower) em

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

As redes

Queremos muito outro(s) filho(s). Nao sei quando acontecera' e nem se acontecera' mas queremos. Somente esse desejo ja' nos move a fazer planos, pensar em nomes e conversar muito sobre.

Durante esses planos eu faco um caminho de volta por tudo que passei/ vivi na maternidade ate' agora. Digo, sem nem pensar, que nao sei o que seria de mim senao fosse minhas (poucas) amigas.

Amigas que me apoiaram, me ajudaram, me socorreram, puxaram minha orelha, me fizeram pensar, me ouviram entre tantas coisas mas principalmente estiveram do meu lado. Sozinha eu nao conseguiria, tenho certeza.

Hoje vi essa imagem, com essa observacao da Laura e quis trazer para ca', deixar registrada meu agradecimento a todas as minhas amigas (as de perto/ longe, reais, virtuais): Muito obrigada por tudo.


" É responsabilidade das mulheres reconhecer que precisamos nos unir. Que se funcionarmos coletivamente e dentro de círculos femininos, a maternidade pode resultar muito mais doce e suave. E que " Mamá sola", é aquela que não é compreendida, apoiada nem incentivada, por mais que conviva com muitas pessoas. E "mãe acompanhada" pode ser uma mulher que não tenha um companheiro, mas que conte com o ápoio de sua comunidade"

Laura Gutman- Madres Solas

Tradução livre: Gessica Schoenemayer

Link para a publicacao do facebook.

Meu desejo e' que nunca fiquemos solas. 

quarta-feira, 8 de maio de 2013

"Entrelaçar-se"

Imagem do facebook.

Sinonimo de entrelaçar-se: enredar-se, armar, fazer teias, engendrar, preparar-se, cruzando, tecer, tramar, compor e abraço.

Esse final de semana e' comemorado o Dia das Maes no Brasil e talvez o que ela mais queira seja somente isso, um abraco.

* essa imagem e' forte mas real.
** nao sei quem de quem e' essa ilustracao, se alguem souber e' so' avisar, por favor.

domingo, 17 de junho de 2012

Palavras de Amor!

"So' e' possivel ensinar uma crianca a amar, amando-a"
Goethe


Meu filho adora desenhar e atraves dos desenhos ele demonstra como esta', o que esta' sentindo e como ve o mundo ao seu redor. Ele nao precisa de muitas palavras... Nesse desenho ele fez nossa familia, escreveu espontaneamente e mostrou como ele ve nossa familia: todos sorrindo, pressuponho e acredito que todos sao felizes!


Em outra producao dele, nos tres outra vez, so' que agora ele esta' abracando o pai e eu estou sorrindo. Foi isso que ele falou para a professora. De novo, nao precisa palavras para demonstrar o quanto ele se sente amado.

Eu nao poderia deixar passar essa oportunidade e dizer que algumas vezes as palavras somem, a fala fica engasgada na garganta e somente o que resta e' o olhar, o sorriso ou o desenho (no caso das criancas).

Sexta-feira me permiti pintar minhas unhas apesar das imperfeicoes, sei que com o tempo pego pratica. Pode parecer uma bobeira para alguns, perda de tempo para outros. Porem foi a forma que eu encontrei de dizer para mim: eu te amo, eu me amo.


Usei o esmalte da Rimmel London cor Black Cherries. E' o unico escuro que tenho, adoro essa cor. Mesmo nao parecendo na foto, ele lembra um vinho escuro.

Arrisco minha primeira porem nao ultima participacao na Blogagem Coletiva da querida Fernanda Reali que sempre nos estimula a se cuidar, se amar e ser feliz.

Palavras de amor sao sementes que plantamos e sempre florescem (cedo ou tarde mas florescem!).

Corintios 13, 1-3

Ainda que eu falasse as linguas dos homens e dos anjos, se nao tiver amor,
sou como o bronze que soa ou como o cimbalo que retine.
Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os misterios e toda a ciencia; mesmo que tivesse toda a fe', a ponto de transportar montanhas,
se nao tiver amor, nao sou nada.
Ainda que distribuisse todos os meus bens em sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se nao tiver amor, de nada valeria.

* na versao da minha biblia esta' escrito a palavra caridade no lugar da palavra amor. Substitui por livre e espontanea vontade.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Divagacoes sobre a vida escolar

Semana passada publiquei a foto do Nicolas com o labio machucado. Ele caiu no parque da escola, a professora me ligou e em 5 minutos eu estava la', sendo que normalmente faco esse mesmo caminho em 20; imagina meu coracao como estava.

Ao chegar, falei para ele que eu tinha ido busca-lo para irmos para casa e para minha surpresa ele disse que nao queria ir, que queria ficar na escola.

Quando postei a foto no Facebook, uma amiga querida (professora e mae tambem, ja' trabalhamos juntas) comentou: "Agora do outro lado da moeda ne', Gra?"

Desde quando o Nicolas entrou na escola, minha visao com relacao a escola e o aprendizado esta' passando por momentos de reflexao, resgate e entendimento.

Tem sido uma volta ao passado ao mesmo tempo que consigo entender as falas de alguns pais, o reconhecimento de outros e o papel do professor na relacao ensino X aprendizagem.

Trabalhei alguns anos em escolas no Brasil e um pouco aqui tambem (em Londres), fiz Magisterio, Psicologia, muitos cursos, aperfeicoamento. Faco um projeto com objetivos, estrategias, instrumentos diversificados de avaliacao; elaboro relatorios de avaliacao individual ou em grupo sem dificuldades nenhuma. E' importante saber observar, elaborar projetos, saber estimular as criancas nas diferentes fases, entender o processo de escrita e leitura, saber sobre ZDP (zona de desenvolvimento proximal), pensar em situacoes problemas, conhecer os classicos, as fabulas, poesias, trava-linguas entre tantas outras coisas.

Porem se o professor nao estiver ali por amor, porque ele gosta do que faz, tudo perde o sentido. Sabe por que? Porque ele nao consegue estabelecer e manter um relacionamento afetivo com a crianca. Relacionamento a base de respeito, companheirismo, afeto, troca.

Hoje estando do outro lado da moeda, vejo o quanto o papel do professor e' importante para meu filho. As vezes ele solta: "Mas a professora falou". No caminho da escola hoje, ele viu um caracol e disse que ia contar para a professora. Chegou la' e a primeira coisa que ele fez foi isso, ela o ouviu, acolheu e se mostrou interessada. Isso faz muita diferenca.

***
Muitas vezes nos preocupamos tanto com os recursos, com os materiais, com a escola linda e nos esquecemos de olhar para o professor, perguntar seu nome, dizer um bom dia! E' um ser humano que esta' ali, ok aquele e' o trabalho dele, mas nao e' um trabalho como outro que se realiza de forma mecanica, sistematica, e' preciso se doar, se entregar.

Agradeco todos os dias quando vou buscar meu filho na escola e sou realmente agradecida pelos professores; pelos meus tambem,  aqueles que fizeram diferenca e nunca mediram esforcos para ir alem dos livros, das apostilas... professores que acreditam em mim, que me acolheram muitas vezes com um simples olhar, me encorajando a continuar e nao me ridicularizando por nao saber.

***
Nao sei se fui uma boa professora, nao tenho portifolios lindos do meu trabalho, mas tenho a certeza de que a escola e' meu lugar, com as criancas, crescendo junto com eles dia a dia.

Acho que estou um pouco saudadosa e fazendo uma verdadeira viagem no tunel do tempo, porque sinto que minha hora de voltar para a sala de aula esta' chegando. Com um friozinho na barriga, quero recomecar meu caminho e estar la' para o que as criancas precisarem, assim como a Miss C. estava e esta' la' todos os dias para acolher meu filho.


Foto de novembro/ 2011
Chegar na escola e reconhecer o desenho do filho
no parque, e' uma sensacao tao boa de pertencer...
e de orgulho ao mesmo tempo.
* Hoje e' dia do trabalhador: esse post saiu sem querer. Espero que sirva de reflexao para todos nos, para nos ajudar a refletir se fazemos o que queremos, o que amamos ou se apenas estamos buscando o ganha pao; porque mesmo se for so' o ganha pao, sera' que estamos fazendo o nosso melhor?

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Coisas que eu nem imaginava

Sobre o parto normal.

Li um post la' no Desabafo de Mae, onde a Ceila conta algumas coisas que ela nem sabia sobre o parto. E em resposta ao post dela, vou contar o que eu nem imaginava...

Se antes voce quiser saber como foi meu parto, o relato esta escrito em 2 posts:



O que eu nem imaginava sobre o parto normal e aprendi e vivi foi que respeitar a mulher e' uma premissa que faz parte do sistema daqui, da Inglaterra (que e' onde eu moro atualmente), sendo que alem de respeitar a mulher, eles tambem seguem as orientacoes da OMS (Organizacao Mundial da Saude).

O que eu nem imaginava e aprendi e' que nao e' necessario um ultrassom por consulta durante o pre-natal. Aqui, se a gestacao esta correndo sem nenhum risco (tanto para a mulher como para o bebe), realiza-se apenas 2 ultrassons - um entre a 11a. e 14a. semana e outro la entre as 22a. e 24a. semanas. Nesse segundo ultrassom, se voce quiser ja' e' possivel saber o sexo do bebe; isso e' se o casal quiser e se o bebe deixar, porque o mais importante desse ultrassom e' verificar outros aspectos -esse e' o ultrassom morfologico, como nos conhecemos.

O que eu nem imaginava e aprendi e' que tem tantas coisas importantes para preparmos (e nos prepararmos) que os detalhes do enxoval, na verdade sao apenas detalhes. Cuidar da sua saude, alimentacao, se sintonizar com seu EU interno, mentalizar diariamente que o parto normal acontecera', aprender a sentir e verificar os sinais do seu corpo, se preparar psicologicamente e espiritualmente, sao alguns itens valiosos que muitas vezes deixamos de lado e nos preocupamos mais com a decoracao do quarto, a lembrancinha disso, daquilo e nos distraimos com alguns detalhes que talvez nao faca diferenca nenhuma para a realizacao do parto normal em si.

Tambem nem imaginava que a minha tolerancia a dor era muito maior do que eu esperava e que existem varias formas de alivia-la, sem interferir no desenrolar do parto. Como por exemplo: as respiracoes consciente, sentar na bola, relaxar na banheira, massagem na lombar ou ate mesmo gritar (ajudar a aliviar mesmo a dor, digo por experiencia propria!).

Eu tinha a ilusao de que um bebe grande, seria um impedimento para o parto normal acontecer. O que eu vivi foi exatamente o contrario, mesmo tendo o quadril pequeno (sempre usei 38 e agora, as vezes so' o 36 me serve) pari um meninao pesando 3,980 kg.

Meu marido esteve comigo o tempo todo e eu nao imaginava como isso poderia ser efetivamente bom para nos. Ele viveu todas as fases da evolucao do parto, sentiu algumas dores junto comigo e quando tudo terminou ele estava exausto e ao mesmo tempo com a adrenalina la' em cima, por ter vivido tudo tao intensamente e de ver nosso filho. Se voce nao sabe, o direito a ter um acompanhamente e' assegurado por lei a todas as gestantes.

E porque estou escrevendo tudo isso? Porque cada vez que nos calamos diante de algumas justificativas injustificaveis para a realizacao de uma cesaria, estamos tambem sendo coniventes com a cultura da cesaria eletiva desnecessaria, que hoje em dia e' tao praticada no Brasil e em varios lugares do mundo.

O que eu mais ouco e' que muitas mulheres "preferem" e optam pelo parto cesaria por medo da dor, porem as mulheres se submetem a cirurgias plasticas, que tem um pos-operatorio muito mais dolorido do que o parto normal. Nao parece um pouco contraditorio?

Sera' que e' melhor buscar informacao ou continuar com a massa, com justificativas baseadas em "achismos". Acho que nao vou aguentar a dor, acho que... acho que...

Quando sera' que vamos perceber a forca que possuimos, acreditar na nossa natureza e permitir que ela faca o trabalho dela?

Nao quis, nem quero que pensem que faco uma critica a quem faz cesaria. Nao foi, nem nunca sera' essa minha intencao; estou colocando aqui minhas vivencias, minhas impressoes e como eu fui aos poucos percebendo que poderia parir sem intervencao, sem me entregar a uma cesaria, sem ao mesmo perguntar o por que.

Porque o que eu nao imaginava era que eu poderia parir normalmente!

* Para mais informacoes sobre parto humanizado, clique aqui.

** Foto arquivo pessoal: Eu na 29a. semana de gestacao, em 07/07/2007

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Ser mae e'....

Se perder e se achar e
se perder e se achar e
 se perder e se achar....

Me explico: quando os filhos sao bebes, queremos que eles crescam logo, para nos interargirmos mais com eles... e ai eles crescem rapido e nos... sentimos saudade de quando havia bebezinho em casa, cheirando a leite, fazendo gracinha... mas eles crescem e nos tambem temos que acompanhar essa nova fase.

Ontem eu tinha um bebe em casa, um menino pequeno e hoje ja tenho uma crianca que vai para a escola de uniforme e tudo... ai que dor no coracao... ser mae tambem e' nao conseguir segurar o tempo com as maos, ele nos escapa e voa...

Boa semana para todos nos.
Gra

Mais sobre essa serie:

[Lembrando que essas sao minhas experiencias, minha opiniao, ninguem e' obrigado a concordar com nada nao ta? Obrigada!]

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Ser mae e'...

Acordar umas 3 vezes durante a noite, mesmo quando o fiho JA' dorme a noite inteira.

Isso porque eu sou louca (de pedra), nao tem outra explicacao. Entao eu levanto mesmo a noite, vou la ver se ele esta coberto (mesmo com o calor que esta fazendo, ele dorme com um lencol), se nao esta dormindo em cima do braco e se esta respirando (eu disse que era louca)... ai se pudesse, ele ainda dormiria do lado da minha cama, assim seria mais facil, so virar e dar uma olhada. Como nao da, levanto, vou ate o outro quarto, confiro e volto para a cama, as vezes, ainda dou uma parada no banheiro ou na cozinha (para um copo de agua) e depois demoro mais uma meia hora para pegar no sono de novo... Agora imagina isso 3 vezes na noite, numa noite de 6/ 7 horas de sono. Loucura, loucura, loucura..... Mas ser mae e' isso tambem....

Boa semana para todos nos.
Paz e bem!
Gra

{Quer saber mais sobre o titulo do post, como comecou? Leia aqui}

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Ser mae e'....

Quem tem mais que 25 anos, deve lembrar bem do album de figurinhas Amar e'! Fofo e "cute" ao extremo. Eu tinha um album, mas lembro bem que nunca completei (na verdade acho que nunca completei album nenhum!), ate porque as figurinhas desse album, em particular, eram tao bonitinhas, que dava para colar em varios lugares...

Para quem nao conhece, se referia ao amor claro, e tinha um casal todo simpatico que quase sempre apareciam pelados, isso mesmo pelados, imaginem isso nos dias de hoje, impossivel. Com certeza e' politicamente incorreto, estaria estimulando as pessoas andarem nuas na rua, estigando a prostituicao e talvez iriam dizer que, ate a pedofilia... mas muito antigamente (como diz meu filho), foi um sucesso e por que nao dizer uma febre.

E ai que essa vida de mae, tem varios momentos assim.... como do album, por isso resovi chamar de Ser mae e'.... e comecarei a escrever sobre algumas coisas novas que tenho vivido, desde que assumi esse novo papel na minha vida: o de mae.

Entao, la vai o primeiro:

Ser mae e'....
Comer o que sobra no prato do filho.

Quem nunca fez isso, que atire o primeiro prato no chao... acho que toda mae ja comeu a comida que sobrou do filho, pelo menos uma vez na vida. Eu sempre como e nao tenho vergonha de dizer, o que eu nao vou fazer e' jogar no lixo as 2 colheradas que sobrou.

Claro que com isso, minha pochete permanente, nao me deixa... mas isso eu me preocupo depois.


Uma sobremesa bonita e gostosa como essa nunca sobra...
Bobinho meu filho ne?

Boa semana para todos nos! E Julho ja esta ai.....
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