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sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Meu caminhar profissional

Este ano (2017) completou quatro anos que chegamos em Curitiba. Confesso, mesmo sabendo que foi muita inocência da minha parte, que achava que as coisas seriam mais fáceis mas não foram.

2013: chegamos em setembro e tinha consciência de que seria quase impossível conseguir um emprego em escola no último trimestre do ano. Pensamos em voltar antes para passar por esse período de adaptação e fazer tudo com calma. Foi o que aconteceu.

2014: foi "o" ano. Eu e o Paulo passamos um período de muitas provações, ficamos os dois desempregados juntos pela primeira vez, foram longos quatro meses. Com ajuda de amigas queridas, muito obrigada Dani, Thais e Simara, consegui emprego em uma escola pequena. Ali comecei a entender um pouco como funcionam as coisas aqui em Curitiba. Para nossa alegria logo depois que eu comecei a trabalhar, ele começou também. 

A experiência que eu tive foi muito boa, aprendi muito e conheci crianças incríveis. Pequenas, carinhosas, curiosas, felizes, crianças. Famílias que confiaram em mim. Obrigada Adri, Juliana e Stéfanie. 

Como a escola era somente de educação infantil, eu não tinha como levar o Nicolas comigo então precisei sair e lá fomos nós novamente se adaptar.

2015: passei o primeiro semestre inteiro sem trabalho. Me senti horrível, incapaz e muito, muito estranha. Não entrava na minha cabeça que eu só conseguiria um emprego se alguém me indicasse. E o que eu sabia, minhas vivências, não serviam para nada? 

Respirei fundo muitas vezes, molhei muito travesseiro também. Achava que não iria conseguir. Respira, aguenta  coração que as coisas vão se acalmar.
Lembro que no final do ano anterior encontrei uma amiga querida da faculdade, que não nos víamos há anos. Conversando com ela, algo me marcou muito, ela disse: "- você percebeu o quanto está usando a palavra difícil?". Não, eu não estava reparando mas era porque estava tudo muito difícil mesmo. Obrigada Angela pelo toque.

Ver suas economias de anos indo pro ralo e rapidamente, me deixava em pânico. O Paulo ficou apenas alguns meses no trabalho que havia conseguido e lá estávamos nós dois desempregados novamente.  Mas final de março ele conseguiu um emprego e final de julho, eu. Com a ajuda de uma amiga querida.

Tina, serei eternamente grata a ti. Você sabe né? Obrigada.

Nos viramos para organizar a rotina, eu trabalhava algumas horas pela manhã, levava o Ni na escola e o Paulo buscava. Eu chegava do trabalho e ele saia. Só nos víamos aos finais de semana. 

A escola era grande, muita criança, muita gente e aos poucos fui entendendo como tudo funcionava.

2016: um ano ótimo. De muitos aprendizados, muitas alegrias e as coisas começaram a caminhar. Nicolas foi para a escola comigo e o coração foi se acalmando. 

2017: um ano ótimo, novamente. Com surpresas boas. De repente algumas das famílias que conheci e  convivi em 2014 escolheram a escola que eu trabalho para colocar seus filhos e graças aos céus, eles foram meus alunos. Vocês não imaginam minha emoção de reencontrá-los. Perceber o quanto eles amadureceram, ver com meus olhos o fruto de algumas das sementes que eu havia plantado, os sorrisos, as conquistas. Crianças que, em uma ano eu auxiliei a dar "tchau" para o xixi e o cocô no vasinho, agora estavam conquistando o mundo das letras, dos números, lendo com fluência, produzindo textos, sendo gentis e criativos.

Muito obrigada as famílias pela confiança, pelo carinho e por termos vivido esse período juntos. Obrigada em especial a família da Camila, a família do Guilherme, a família da Luana, a família do Leonardo e a família da Rafaela.

Termino o ano pensando nesse caminhar, nessa estrada que estou construído com a companhia de tantas pessoas queridas. Sozinha jamais eu conseguiria ser quem eu sou. 
Obrigada. 

Que bom perceber que hoje estou onde eu gostaria de estar e quero que continue assim pelos próximos anos.

domingo, 4 de dezembro de 2016

As datas!

11 de setembro completamos três anos que chegamos em Curitiba ou eu poderia dizer que voltamos de Londres, dá na mesma.

13 de outubro Nicolas completou nove anos. E quero falar desse dia em especial.

Não fizemos festa como algumas que ele foi esse ano. Comemoramos na escola conforme a data combinada e foi uma comemoração conjunta pois uma amiga da sala dele também faz aniversário no dia 13. Foi ótimo ele adorou.
Mas no dia 13 de outubro teve campeonato de futsal, o time do Colégio ganhou, ele jogou bem, se esforçou mas não marcou gol mesmo assim estava feliz. No final do jogo após os jogadores se cumprimentarem o professor puxou um "Parabéns pra você" para o Nicolas e a quadra inteira cantou junto.

Meu Deus do céu, não sei explicar a emoção que sentimos. 

Ele estava radiante e correu para perto de mim, que estava na arquibancada organizando as coisas pois ele me pediu para levar um bolo para dividir  com os amigos do futsal.

Fomos embora muito felizes e a noite antes de dormir ele agradeceu pelo dia bom que ele teve. Fiquei pensando - coisa que sempre faço muito, talvez até demais - que provavelmente morando em Londres a chance de ter acontecido com ele o que aconteceu seria nenhuma. O carinho, a  consideração, o olho no olho, os abraços apertados são muito coisa do brasileiro. E tudo isso tem me ajudado a deixar o sofrimento de lado (de não estar mais lá) e aproveitar o momento presente.

Que coisa boa.


Depois de tanto tempo tenho muito para escrever mas queria começar contando algo bom e que foi significativo para nós porque de notícias ruins estamos todos saturados já.


sábado, 20 de dezembro de 2014

Férias e "O" Ano de 2014.

O ano ainda nem acabou mas as férias já chegaram. Aquelas tão sonhadas férias que quando começam não sabemos nem o que fazer primeiro porque tem tanta coisa para fazer e ao mesmo tempo queremos descansar e o corpo pedindo: "por favor, não faça nada, pelo menos por uns dias".

Um resumão ou um balanço geral do que foi nosso ano (pela minha visão):

Grá
Comecei o ano alegre e feliz porque no finalzinho de janeiro consegui um emprego depois de uma longa e dolorosa busca (dolorosa porque entreguei vários cvs e nada de emprego por fim me dei conta que aqui em Curitiba para conseguir uma vaga em escolas particulares somente por indicação. Então tá então, conhecendo pouquíssimas pessoas como conhecemos como iria conseguir algo? Por um milagre somente e acho que foi assim mesmo).
Passei por um deserto gigante, encontrei algumas serpentes, umas traíras e uns bichos preguiças pelo caminho; esses últimos são fogo, dá uma agonia. Resisti, firme e forte. Adoeci porque engoli mais do que poderia mas faz parte do jogo. Com tudo isso percebi o quanto quero estar onde sempre estive, o quanto sei e sou capaz e que não, não preciso me intimidar só porque não sou daqui.
Confesso que me sentir mais estrangeira aqui do quando morei todos aqueles anos fora do meu pais.
Terminou e ai o que aconteceu? Com tantas emoções e sentimentos no último dia comecei a espirrar e peguei uma gripe daqueles que estou me recuperando só agora; uma semana espirrando, tossindo, com a garganta arranhando e botando tudo o que precisava para fora.

Paulo
Foi um super companheiro como sempre. Assim como eu e o Nicolas ainda está em processo de adaptação, quer dizer estamos todos mas nem por isso jogou a toalha e pronto. Correu atrás e conseguiu. Trabalhou em um hotel por alguns meses, na época da Copa e se chocou tanto ou mais do que eu por ver tanta coisa errada, tanta coisa que poderia e deveria ser feita certa e não são. Estava trabalhando seis dias e folgando um, quase não nos víamos - teve semanas que nos vimos três dias - o Nicolas sentindo muita a falta dele. O melhor que fez foi sair e ficar com o Ni no período da tarde, cuidando de tudo em casa enquanto eu trabalhava já que tinha assumido o compromisso de uma sala e não queria abandonar no meio do caminho.
Não toca no assunto Londres nunca, não faz comentários e quando eu pergunto algo quase sempre responde de forma indiferente ou seja voltar talvez não tão cedo (ou nunca mais).

Nicolas
De setembro a dezembro do ano passado foram meses difíceis. A adaptação, a falta que sentiu do nosso apartamento antigo, da escola, dos amigos, dos parques, da bicicleta dele.  Adoeceu. O Paulo chegou as coisas começaram a se assentar um pouco.
Fomos para a praia, comecei a trabalhar e as aulas dele começaram também. Ele sentiu muito minha ausência mesmo tendo a presença do Paulo constantemente, sempre fomos muito próximos.
Voltou a adoecer. Não estava nem um pouco motivado na escola. Sofreu agressões na escola, apanhou mesmo, duas vezes e ai eu escrevi pedindo um horário para conversarmos sobre e a situação foi resolvida. 
Ele enfrentou de frente, bravamente. 
Continuou adoecendo até agosto quando descobrimos que ele tem refluxo e se não tratássemos logo nem sei o que poderia acontecer para falar a verdade. Desde então ele está tomado um remédio para o estômago e com isso não ficou mais doente.
O segundo semestre foi mais tranquilo e quarta fomos para a última reunião do ano (e a segunda de quatro que eu consegui participar). 
A professora só fez elogios a ele, disse que ele está ótimo, que é educado, escuta, se relaciona bem com todos, faz tudo o que ela pede, é criativo, organizado e muito inteligente; poderia acompanhar a terceira série tranquilamente.
Comentou ainda que ele é uma daquelas crianças que ela ainda vai ouvir falar muito bem dele, que é um menino de ouro entre outras coisas mais.
Saímos da escola super feliz e ele também; mesmo sabendo de várias coisas que ela disse é muito bom ter esse tipo de retorno. Nesse dia ele quis levar a câmera e tirou foto com todas as pessoas do convívio dele, todos sem exceção, foi agradecendo e desejando "feliz natal". Dessa fez eu não sugeri nada foi ele quem quis e assim fez.

Ainda estamos em adaptação e o que será o ano que vem... só Deus sabe.



* Preciso escrever sobre nossas vivências na escola pública daqui pois vejo boas práticas e encontramos com muitas pessoas com boa vontade, o que tem feito a diferença na vida de muitas crianças.

domingo, 28 de setembro de 2014

A escola que sonhamos.

Se voce acredita que a educacao e' um agente transformador e que a escola pode ter uma estrutura diferente da que ela tem hoje entao, por favor, assista esse documentario.

O que eu mais ouvi foi: educacao, aprendizagem, escola, vertical, acolhimento, fazer ninho, respeito, estar junto, ao lado, sem paredes, sem turmas, com prazer, cultura da paz, mudancas, e' possivel e por ai vai.

Cada vez que vejo essas experiencias dando certo meu coracao transborda de alegria. Tudo que esta' relatado no documentario sao aqui do Brasil. Sim nos tambem fazemos coisas boas (e muitas).



domingo, 21 de setembro de 2014

Quem pode ajudar?

Hoje venho fazer um pedido. 

Quer ajudar criancas de uma escola rural a ter acesso a materiais de arte? 

Se a resposta foi sim, muito obrigada.

E como podemos ajuda-las? De uma forma muito simples: montando um kit com materiais de arte, materiais que nao sao um absurdo de caro e que vao fazer a diferenca na vida dessas criancas.

Ontem sai e comprei os materiais para montar um kit. Agora vou encapar o caderno com papel pardo ou bobinha (como chamam aqui em Curitiba), acrescentar uns gibis (2 ou 3 que temos aqui em casa), colocarei tudo em um saquinho de TNT e por ultimo um pequeno bilhete escrito a mao por mim. Depois e' so' combinar com a Dani e o Juliano o local de entrega e eles continuarao o processo.

A Dani e o Juliano sao uns queridos, os maiores incentivadores dos livros e bibliotecas livres que eu conheco e nao poderiam ter tido iniciativa mais bacana do que essa. A acao e' deles mas eu estou ajudando aqui no blog porque acho que sempre podemos fazer algo mais.

A ajuda de todos e' mais do que bem vinda. Quem gostaria de ajudar mas nao esta' por perto, nao tem tempo ou quer uma mao, me escreva, fiz o mesmo pelo facebook e duas amigas queridas ja' me contactaram e combinamos como vamos fazer. No total ja' temos 5 kits, nao e' muito mas e' algo entao se quiser ajudar e' so' me escrever gra_flor@hotmail.com.

Esse foi o kit(zinho) que eu montei.
Ele contem:
* 1 caderno de desenho (A4 - tamanho da folha de sulfite) - R$6,90
* 1 livrinho de atividade (A Festa das Cores - Lugares do Mundo) - R$3,90
* 1 caixa de lapis de cor (12 unidades) - R$6,90
* 1 caixa de giz de cera triangular (12 unidades) - R$3,80
* 1 caixa de tinta guache (6 cores) - R$3,90
* 1 tubo de cola liquida - R$4,50
* 1 pincel (no. 12) - R$3,20
* 1 borracha - R$1,00
* 1 apontador de metal - R$1,90

O kit saiu por R$36. 

Esta' chegando o dia das criancas, Natal e tambem a epoca do decimo terceiro salario. Se quisermos podemos fazer algo a mais para as criancas, basta querer.

Minha parte estou fazendo e voce pode nos ajudar?

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Mais sobre a escola

Faz tempo que quero contar um pouquinho mais sobre a vivencia do Nicolas na escola publica por aqui.

Muitas vezes quando amigas se encontram para um cafe ou um cha' e' normal ouvir comentarios do tipo: 
- "A escola no Brasil e' melhor do que a daqui" .
- "Nao a escola aqui e' melhor, no mesmo nivel de escola particular de la'".
- "A carga horario e' igualzinha ja' fiz as contas".

E por ai vai. Entao quero contar um pouquinho como as coisas estao (aqui em casa) nesses mais de dois anos que o Nicolas esta' frequentando a escola.

O Nicolas esta' em uma escola catolica que por si so' tem "fama" de ser boa
O que eu vejo e' que eles sao mais restrito com relacao a disciplina, isso sim do restante nao posso confirmar.

A escola funciona em periodo integral: 9h as 15h30.
Sinto que e' puxado esse horario, sao varias horas na escola, longe de casa e seguindo horarios e regras. Tem dias que e' dificil tirar alguem da cama aqui em casa. O que eu mais ouco e': "to cansado" e vindo de uma crianca de 5 anos, deixa meu coracao em pedacos. Penso o quanto de vida escolar ele ainda tem pela frente e ate' me desanima mas suspiro e digo palavras de incentivo, senao ele nao vai e pronto.

Agora o Nicolas esta' na "reception" que seria a turma do Pre' no Brasil. Antigo Pre' ou Infantil III, Fase III e seus diferentes nomes. Sao criancas na faixa etaria de 5 anos.

Eles produzem muito (escrita / leitura e matematica: numeros e situacoes problema) mas brincam muito tambem. Tem atividades de educacao fisica, musica e ouvem muita historia. Pelo que eu entendi a escola trabalha por projetos e o Nicolas me conta o que faz, conta bem a conta gotas mesmo, eu tenho que ficar perguntando e pergunto porque quero saber. Quando pergunto ele conta empolgado e sempre me mostra algo na sala quando vou leva-lo ou busca-lo. Ah sim podemos entrar na sala.

Tem duas coisas que me chama muita atencao na escola:
1) as criancas fazem artesanato e usam ferramentas de adultos, como serrote e martelo. {Acho muito legal e util mas nao me imagino trabalhando com criancas tao pequenas e essas ferramentas, ainda nao me imagino quem sabe um dia}
Producoes do meu pequeno artesao.

 E as vezes aconte um acidente aqui, outro ali.
Essa semana o pequeno deu uma martelada no dedo indicador, ficou roxo, dolorido e acho que a unha vai cair mas ele nem chorou (eu ouvi isso com um sorriso de canto de boca, sorriso de dor).


2) toda semana vem um livrinho para leitura, fora o livro que eles escolhem para os pais lerem. Esses livrinho de leitura e' um livro selecionado pela professora (conforme a fase que a crianca se encontra) e ela fica com ele por uma semana, junto vem um "diario" onde nos (pais) escrevemos algumas observacoes sobre a leitura. Passei os olhos rapidamente no diario do meu filho e desde outubro ele ja' leu 29 livros. Uau!
A crianca le o livro com a professora em sala, traz o livro para casa para ler com os pais e no retorno do livro para a escola, le novamente com a professora.


Ah! Tem mais duas coisinhas que me chama atencao (deveria ter escrito quatro e nao duas, ne?).
1) o cardapio e' bem variado apesar de que toda sexta-feira tem "fish and chips". E nao e' peixe fresco nao, e' "fish finger" ou seja congelado, no estilo dos nuggets da vida. Temos tambem a opcao de levar o almoco de casa porem para meu filho a sexta e' o dia mais esperado ja' que aqui em casa nao entra "fish finger".
Imagem retirada daqui

2) nos portoes de acesso da escola nao tem seguranca, nenhum. Durante o periodo de aula os portoes ficam fechados e para entrar na escola tem que falar pelo interfone e ai eles abrem e voce so' tem acesso a secretaria. Mas poucos minutos antes do horario da saida (la' pelas 15h20) os portoes abrem e pronto. Acesso livre. Juro que isso me da' um frio no estomago mas tento nao pensar. Talvez seja por ainda estar presa ao pensamento de brasileira que precisa ter seguranca em tudo quanto e' lugar.

***
Estamos bem felizes com a escola e para quem mora por aqui nao e' nenhuma novidade o que eu acabei de escrever mas queria muito fazer esse post e deixar registrado. Sem dizer que quando voltarmos para o Brasil provavelmente o Nicolas ira' para uma escola publica, a principio. 
E eu e o Paulo sempre estudamos em escola publica, as vezes e sem querer durante a janta acabamos lembrando de como era nossa vida escolar, nesse momento nos damos conta das diferencas entretanto evitamos ficar comparando ou dizendo onde e' melhor ou pior. Sao momentos diferentes, paises e cidades diferentes, pessoas diferentes.

Fiz uma busca rapida e me dei conta que ja' escrevi varios posts sobre o assunto escola, quem quiser saber mais e' so' clicar nos links abaixo:

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Passeios depois da escola

Nos dias quentes, vamos ao parque, direto da escola. Preparo com agua, fruta, sanduiches ou bolachas e la' vamos nos. Ficamos horas no parque junto com outras criancas ou nao.


Nos dias com chuva, quase sempre voltamos para a casa depois da escola. Alguns dias, Nicolas pede para ir a biblioteca e nos vamos. Tento ir a biblioteca cada 15 dias, pelo menos, confesso que toda semana nao consigo.

Qual foi nossa surpresa essa semana (que fez calor mas tambem choveu) encontramos livros em portugues. Pegamos emprestado e agora temos quatro semanas para le-los e rele-los quantas vezes quisermos.

Encontramos tambem um livro, bem legal, em espanhol.
Veio para casa conosco.

Tem dias que o pequeno esta' tao cansado, mas tao cansado que ele so' quer chegar em casa, sentar e descansar.

Ja' nos finais de semana, ele sabe (psicologicamente falando) que nao temos horario para acordar e normalmente desperta antes do horario da semana (ou seja antes da 7h30, com certeza!). Mas sobre os finais de semana contarei outro dia.

E voces o que fazem com as criancas depois que elas saem da escola? So' para lembrar o horario da escola do Nicolas por aqui e' das 9h as 15h30.

Bom final de semana para nos.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Divagacoes sobre a vida escolar

Semana passada publiquei a foto do Nicolas com o labio machucado. Ele caiu no parque da escola, a professora me ligou e em 5 minutos eu estava la', sendo que normalmente faco esse mesmo caminho em 20; imagina meu coracao como estava.

Ao chegar, falei para ele que eu tinha ido busca-lo para irmos para casa e para minha surpresa ele disse que nao queria ir, que queria ficar na escola.

Quando postei a foto no Facebook, uma amiga querida (professora e mae tambem, ja' trabalhamos juntas) comentou: "Agora do outro lado da moeda ne', Gra?"

Desde quando o Nicolas entrou na escola, minha visao com relacao a escola e o aprendizado esta' passando por momentos de reflexao, resgate e entendimento.

Tem sido uma volta ao passado ao mesmo tempo que consigo entender as falas de alguns pais, o reconhecimento de outros e o papel do professor na relacao ensino X aprendizagem.

Trabalhei alguns anos em escolas no Brasil e um pouco aqui tambem (em Londres), fiz Magisterio, Psicologia, muitos cursos, aperfeicoamento. Faco um projeto com objetivos, estrategias, instrumentos diversificados de avaliacao; elaboro relatorios de avaliacao individual ou em grupo sem dificuldades nenhuma. E' importante saber observar, elaborar projetos, saber estimular as criancas nas diferentes fases, entender o processo de escrita e leitura, saber sobre ZDP (zona de desenvolvimento proximal), pensar em situacoes problemas, conhecer os classicos, as fabulas, poesias, trava-linguas entre tantas outras coisas.

Porem se o professor nao estiver ali por amor, porque ele gosta do que faz, tudo perde o sentido. Sabe por que? Porque ele nao consegue estabelecer e manter um relacionamento afetivo com a crianca. Relacionamento a base de respeito, companheirismo, afeto, troca.

Hoje estando do outro lado da moeda, vejo o quanto o papel do professor e' importante para meu filho. As vezes ele solta: "Mas a professora falou". No caminho da escola hoje, ele viu um caracol e disse que ia contar para a professora. Chegou la' e a primeira coisa que ele fez foi isso, ela o ouviu, acolheu e se mostrou interessada. Isso faz muita diferenca.

***
Muitas vezes nos preocupamos tanto com os recursos, com os materiais, com a escola linda e nos esquecemos de olhar para o professor, perguntar seu nome, dizer um bom dia! E' um ser humano que esta' ali, ok aquele e' o trabalho dele, mas nao e' um trabalho como outro que se realiza de forma mecanica, sistematica, e' preciso se doar, se entregar.

Agradeco todos os dias quando vou buscar meu filho na escola e sou realmente agradecida pelos professores; pelos meus tambem,  aqueles que fizeram diferenca e nunca mediram esforcos para ir alem dos livros, das apostilas... professores que acreditam em mim, que me acolheram muitas vezes com um simples olhar, me encorajando a continuar e nao me ridicularizando por nao saber.

***
Nao sei se fui uma boa professora, nao tenho portifolios lindos do meu trabalho, mas tenho a certeza de que a escola e' meu lugar, com as criancas, crescendo junto com eles dia a dia.

Acho que estou um pouco saudadosa e fazendo uma verdadeira viagem no tunel do tempo, porque sinto que minha hora de voltar para a sala de aula esta' chegando. Com um friozinho na barriga, quero recomecar meu caminho e estar la' para o que as criancas precisarem, assim como a Miss C. estava e esta' la' todos os dias para acolher meu filho.


Foto de novembro/ 2011
Chegar na escola e reconhecer o desenho do filho
no parque, e' uma sensacao tao boa de pertencer...
e de orgulho ao mesmo tempo.
* Hoje e' dia do trabalhador: esse post saiu sem querer. Espero que sirva de reflexao para todos nos, para nos ajudar a refletir se fazemos o que queremos, o que amamos ou se apenas estamos buscando o ganha pao; porque mesmo se for so' o ganha pao, sera' que estamos fazendo o nosso melhor?

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Lembranca de Pascoa

Sexta feira passada, foi o ultimo dia de aula do Nicolas, ja' que na segunda comecou mais uma "mini ferias" ou o "half term".

Essas ferias sao maiores, sao quase 3 semanas de alegria para nos. Sem muito horario, podemos almocar juntos, sair para aproveitar os dias de sol, encontrar os amigos e ate ir buscar o pai no servico.
***
Queria muito enviar uma lembranca para as professoras/ ajudantes da escola do Nicolas, porem gostaria de fazer algo com a participacao dele. Pensei um pouco, pesquisei mais um tanto e decidir fazer umas marmitinhas, que eu havia visto em alguns lugares.

Me apaixonei mesmo, foi por essas do blog Amehlia Digital, que lindas!

Entao me arrisquei. Usei uma receita que eu faco sempre, sem medo de errar e la fomos nos para a cozinha. Bolo de cenoura {bem sugestivo para a Pascoa, ne?}

O Nicolas ajudou em tudo. Mas eu errei na quantidade de massa e acabei colocando muito, resultado e' que tive que improvisar uma cobertura, porque tive que retirar o excesso do bolo depois de assado, senao nao iria conseguir fechar.

Por fim, ficou lindo, as professoras adoraram e vieram me pedir a receita.

Um bolo simples, uma ideia maravilhosa e quando fazemos com carinho, tudo fica mais gostoso.

Aqui ja percebi meu erro
Oh ceus!
 


Feliz e orgulhoso do nosso trabalho!
Foi uma forma simples, mas carinhosa, que encontrei de agradecer as pessoas que cuidam e se importam com meu filho, diariamente.

E se eu nao conseguir voltar a escrever antes de domingo: Feliz Pascoa!


segunda-feira, 5 de março de 2012

Um tempo para cada coisa

Um dia meu filho trouxe para casa da escola uma atividade que pedia que ele fizesse, recortasse e colasse um coracao.

- "Mae, nao sei fazer coracao."
- Claro que sabe, voce so' nao descobriu ainda.
- "Entao me ensina a descobrir" (olha que frase mais linda, de um menininho de 4 anos apenas!)
- Claro filho, vamos tentar primeiro em outro papel e eu vou te mostrar como eu faco, tem uma tecnica, muito boa.... (depois de estar com o papel e o lapis na mao, em apenas 3 segundos, continuei...) vamos fazer um numero 3 deitado e agora o V vai dar a mao para ele... pronto, voce ja descobriu como faz coracao.

Conforme eu ia falando e fazendo, ele ia fazendo tambem. Ficou feliz da vida que conseguiu desenhar coracoes e tentou mais 1, 2 e 3 vezes. Fez a atividade e pronto, acabou o assunto.

***
Preciso descobrir um jeito de guardar os desenhos que meu filho tras da escola. Todos os dias ele tira algo do bolso, na maioria das vezes, assim que chegamos em casa; outros dias, ele nao aguenta esperar e ja' na hora que eu o encontro, ele vai sacando do bolso o papelzinho dobrado em varias partes.

No dia seguinte ao dia que ele aprendeu a fazer coracoes, ele chegou em casa e tirou uma folha dobrada em algumas 8 partes ou mais e me mostrou todo feliz. E o dialogo foi assim....

- "Olha mae, hoje fiz mais coracoes, mas nao terminei de pintar, porque senao nao ia dar tempo de eu brincar. Trouxe pra casa para terminar, depois voce me ajuda?"
- Com certeza, filho e eles ficaram lindos....

Nao consegui terminar a frase, porque ele saiu correndo e foi brincar com outra coisa. Ja' tinha me mostrado o "trabalho"  e queria era continuar brincando, assim como aconteceu na escola.

Fico muito feliz e tranquila em saber (por ver e ja' ter vivido isso tambem) que na escola as criancas tem essa possibilidade de "trabalhar" e brincar. Ou seja, ha tempo para tudo... meu filho quis fazer o desenho, mas parou e foi brincar, ou seja existe a opcao e nao a obrigacao.

Com isso a crianca tambem aprende, alem de escolher, dividir o tempo e ter responsabilidade (tudo bem o desenho nao era uma atividade proposta pela escola, mas ele trouxe para casa e terminou a noite conosco).


* Este post poderia entrar para a categoria sobre as diferencas e semelhancas da educacao daqui e do Brasil, mas nao se faz necessario. Porem se voce quiser ler sobre o que eu ja' escrevi sobre a o sistema escolar daqui, com foco na educacao infantil, da' uma olhada aqui:

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

E a saude como vai?


Hoje nao vou falar da saude fisica ou espiritual nao. Temos que cuidar dessas tambem, mas quero falar da saude emocional.

Essa semana estamos vivendo um turbilhao de emocoes novas por aqui, Nicolas comecou a ficar na escola o periodo todo (full time = 9h-15h30') e como e' uma situacao totalmente nova para ele, junto vem de acrescimo alguns sentimentos, nao tao novos, para lidarmos.

Para ajudar nessa fase de adaptacao, o outono resolveu dar as caras de verdade, ja nos preparando para o inverno e de manha esta' bem friozinho (na verdade ta' e' friozao, hoje de manha fazia 4 graus Celsius as 8h30, hora que saimos de casa para ir para a escola).

Alem do clima, os desafios sao varios: ficar o dia todo na escola, almocar por la, conquistar amigos novos (os do periodo da manha), "perder" o periodo da manha em casa (brincando, fazendo atividades e vendo desenhos), o peso que e' ser uma crianca de 4 anos, que fica full time e com isso a responsabilidade aumenta tambem ... e como esperar que a crianca continue se comportando igual, com todas essas mudancas?

Quase impossivel! Se para nos, adultos, que conseguimos verbalizar/ dizer com palavras o que nos angustia; para as criancas nao e' tao facil assim, expressar os sentimentos, os medos, as angustias.

As criancas expressam tudo isso de forma concreta ou quando nao conseguem "colocar para fora" de forma concreta, algumas vezes somatizam. E foi o que aconteceu aqui em casa.

O Nicolas viveu nessas ultimas semanas uma onda de ansiedade muito grande: a espera do dia do aniversario e ele sabia que depois de fazer 4 anos, ele iria ficar o tempo todo na escola (algo que ele queria muito e agora que esta acontecendo, ele esta estranhando um pouco), viveu tambem o reencontro com os amigos, quando comemoramos o aniversario dele, a mudanca no clima - a queda da temperatura - e o cansaco fisico/ mental.

Na segunda-feira ele chegou da escola e estava otimo, na terca ele ja estava muito cansado, reclamando de dor de garganta, perguntando de um amigo do periodo da tarde e quando eu fui checar a temperatura dele 37,5. Por aqui, os medicos so consideram febre quando as temperaturas marcam 38 para cima. Entao eu continuei com a homeopatia, dei uma lanchinho mais leve para ele, no lugar da janta e de repente ele deitou no sofa, pediu para ver desenho e dormiu, as 18h.  Mesmo ele dormindo continuei fazendo compressas na testa e nos pes, verificando a temperatura e pensando/ quebrando a cabeca, para tentar descobrir o que estava causando tudo aquilo.

Quando ele acordou, pediu para dormir na cama comigo. Dormiu, bebeu bastante agua, a temperatura chegou aos 38,7, continuei com as compressas, a homeopatia e muita oracao. Ele dormiu ate as 7h30 do outro dia, acordou disposto dizendo que queria ir para a escola e assim foi. Enquanto tomavamos cafe, fui conversando com ele, falando da escola, dos amigos e das mudancas. Contei para ele, que na proxima semana e' uma "mini ferias" (half term) e que ele podera' brincar mais, ficar mais na cama e fui vendo um olhar mudando. Disse tambem que se ele nao se sentisse bem na escola, para avisar a professora, que eu iria busca-lo.

As criancas sofrem e sofrem muito. Infelizmente as vezes nao conseguimos ver os comportamentos deles como sofrimento, taxamos como manha, preguica ou sei la mais o que.

Me doi muito ouvir maes reclamando que os filhos sao chatos, manhosos, birrentos e que nao fazem o que elas querem. E nos (maes) sera que estamos ouvindo e acolhendo os sentimentos dos nossos filhos; sera que estamos ajudando-os a lidar com  as mudancas que eles estao passando?

Aqui em casa, sempre falamos com o Nicolas normalmente, sem mudar a voz, sem infantilizar nada. Sempre conversamos e muito com ele, explicando toda e qualquer mudanca, inclusive as dificeis, porque ele entende. Subestimar a inteligencia das criancas, nao ajuda em nada no desenvolvimento delas, ao contrario so prejudica o seu crescimento emocional.

Continuamos atentos aos proximos dias e qualquer novidade volto para contar!

E voce como tem cuidado da saude emocional do seu filho? Na sua casa tem espaco para falar dos sentimentos....

domingo, 25 de setembro de 2011

Crianca e jogos eletronicos

Sera possivel uma relacao segura entre eles?

Esse assunto esta dando voltas e voltas na minha cabeca, faz tempo.... entao que achei melhor trazer para ca, assim tento organizar melhor meus pensamentos, deixo registrado esse momento de angustia minha e com a colaboracao e experiencia de voces, tento buscar o tao dificil caminho do meio.

Por onde comeco....

O mundo hoje caminha muito mais rapido que outrora: fato;

As criancas ja nao sao as mesmas de antigamente: em termos... as exigencias talvez sejam diferentes;

Minhas lembrancas com video game, por exemplo, sao de quando eu tinhas mais que 10 anos, somente aos finais de semana e por pouco tempo, que eu aproveitava cada minuto no controle, acabando com meu pulso, mas valia muito a pena. Nao fiquei viciada ou fissurada, ate porque tinha outras tantas coisas interessantes para fazer...

Naquela epoca, acho que nao tinha telefone celular ainda, se tinha era so para quem era muito rico e com certeza nao tinha todas as possibilidades e todos os APPs da vida, que os telefones tem hoje.

Para mim, como educadora, as criancas so deveriam ter contatos com jogos eletronicos la pelos 8/ 10 anos, por que ai sim a crianca ja tem consciencia e nocao do tempo, aceita e respeita muito melhor as regras (com relacao ao tempo estipulado) e principalmente  consegue entender melhor a diferenca entre ficcao e realidade (ate porque tem alguns jogos/ games que sao tao violentos ou exigem tanto da crianca, que nao sei se foram pensados para as criancas).

Mas e meu lado de mae, nao educadora, como e' que fica?  Nao tenho essa resposta ainda...

E ai que meu filho nasceu no final de 2007 e no inicio de 2011 comecou a ir para escola, por poucas horas, e la ele tem contato com computador e jogos online (educativos e com supervisao), que engloba uma das areas estimuladas na educacao infantil.

O que eu faco agora? Libero em casa, quando, quanto tempo, sera que crianca precisa mesmo desse tipo de entretenimento, e o risco de uma simples brincadeira virar um vicio... aff!!

Sera que da para entender minha preocupacao?

Aqui em casa o tempo em frente a televisao ja e' controlado, porque esse passatempo era um dos que meu filho nem ligava, agora se eu deixar, ele passa horas em frente a tv... voce leu certo, eu disse horas. Ai a mae chata mor, entra em acao, uma hora no periodo da manha (nao todas as manhas) e mais uma hora no periodo da tarde, quando chega da escola, que apesar do pouco tempo que passa la, ele sempre esta cansadissimo.

Mas com relacao aos jogos, nao sei o que fazer, ate porque alguns me parecem bons, porem nao sei mesmo como agir. Na primeira reuniao que tivemos na escola, a professora nos disse que onde o Nicolas mais passava tempo era no computador (tambem brincava com outras coisas, mas sempre que tinha uma oportunidade, preferia estar la), eles tem um esquema otimo de revezamento, cada um nao fica mais do que 5 minutos e tem que ir para a fila de espera. Ela tambem comentou conosco de todos os beneficios deles "brincarem" no e com o computador, sugerindo inclusive alguns websites, para o aprendizado de letras e numeros, falou da importancia para o desenvolvimento da coordenacao motora, da atencao mao/ olho, o quanto estimula o racionicio e tantas outras coisas que ja sabemos.

Quem puder me ajudar, comentando o que acha, como age em casa e o que tem ou nao dado certo com as criancas, eu agradeco de coracao; pois essa situacao e' nova para mim e de verdade estou perdida.


So para ficar registrado: ele adora brincar com os
jogos no computador.
Nicolas aqui em casa, em umas das vezes que jogou
o "joguinho da Tia Cris"; porque foi a tia Cris que deu.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Nao consigo ficar quieta!

Tenho meus momentos de calmaria tambem, mas muitos outros de agitacao. Ontem foi um dia intenso, por varios motivos, principalmente porque aconteceu a Blogagem Coletiva: Estudar Vale a Pena e eu fiquei muito feliz mesmo por estar participando e ver pessoas queridas participando, escrevendo, relatando vivencias tao significativas com ou na escola, o quanto a escola fez diferenca na vida delas.

Tem varios textos otimos, entao listarem alguns por aqui, para deixar registrado meu muito OBRIGADA a todos e para que se algum adolescente cair por aqui, perceber que sim vale a pena estudar.

* A querida Lelei contou o percuso dela durante a caminhada escolar e que os pais fizeram faculdade enquanto ela crescia. Ela sempre gostou de estudar e foi muito dedicada, passa la.

* A Fernada leu sobre a blogagem no blog da Lelei e se inspirou tambem, e escreveu contando que a ida a escola - por indicacao do medico - foi tao significativa que ela passou "de menina tímida à menina falante graças à escola." Leia voce vai gostar.

* "A escola pode ser assustadora" e talvez seja para todos nos, como a Helo comentou. E ainda assim vale a pena, passa la no canto da Helo para ler o que ela escreveu.

* O Filipe comentou algo que me chamou a atencao, alguns blogs tem a mesma funcao do professor, nao o substitui, mas exerce a mesma funcao. Aprendi e aprendo muito com os blogs. Mais o que me chamou ainda mais atencao no texto dele, foi o comentario do Pedro Marin, leia por favor. Alias todos os professores deveriam ler e refletir sobre a questao da avaliacao, sobre expectativas, patrodizacao....E' muito serio!

* "Estudar não torna você melhor do que ninguém, mas faz florescer o melhor de você em você mesmo." Essa frase e' da Rosana, que conta que foi a unica da familia a chegar a cursar uma universidade. Ela nao precisa de apresentacao nao ne? E' super conhecida e famosa na blogosfera e no jornalismo.

* Me emocionei com esse post, por um unico motivo: a humildade. O Andre teve e humildade em assumir que nao passou nas universidades federais que ele prestou vestibular, por culpa dele e nao ficou arrumando desculpas. Que corajoso Andre, parabens! Passa la, e voces verao que ele percebeu que o unico caminho era estudar, de maneira seria! 

* "Educação é a maior herança que se pode deixar para os filhos" Essa frase e' do pai da Eliane, que nos chama atencao para algo muito importante, a participacao da familia na educacao dos filhos.

* A Ingrid fez alguns reflexoes sobre a realidade dela e a realidade que ela conheceu em uma escola publica, relembrando o papel do professor nesse processo. Muito bom Ingrid, obrigada!

* O aprendizado pode e deve (ou pelo menos deveria) se estender para alem da escola e ter continuidade em casa, nas pequenas coisas: como ler uma receita. Foi sobre isso que a Patricia falou.

* Uma linda declaracao de amor para a mae, foi o que o Guilherme fez, ao nos contar sobre a trajetoria dela e a paixao pela profissao. Leia, vale a pena!

Por hoje e' so', em breve faco outro post com mais links. Aqui tem 10 textos sobre a blogagem coletiva - sao os que estao em vermelho - porem te garanto que na internet tem muito mais. E se voce fez um texto ou quer fazer, fique a vontade e deixe o link nos comentarios que quero ler.


Blogagem Coletiva #EstudarValeAPena As imagens são selos que a equipe de Leandro Ogalha, um dos apoiadores oficiais do movimento, criou para quem quiser usar como apoio nos seus posts. http://www.samshiraishi.co​m/o-dia-do-estudante-e-a-b​logagem-coletiva-estudarva​leapena/

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Blogagem Coletiva: Estudar Vale a Pena!

"Quem abre uma escola, fecha uma prisao"
Victor Hugo, escritor frances


Gosto de estudar, fato. Sempre gostei.
Quando a Sam escreveu o convite sobre o tema da Blogagem Coletiva, fiquei um pouco perdida, sem saber por onde comecar. Por ser dificil expressar com palavras os sentimentos.

Fui la no meu bau de memorias, resgatar alguns fatos e me lembrei que:

* comecei na escola com 6 anos completos, por ter nascido em outubro. Todas as outras criancas ja tinham alguma vivencia na escola, nem por isso me senti intimidada.

*da 1a. a' 4a. serie me apaixonei pelo mundo das letras. Foi la que as professoras Helia e Cleusa soltaram o bichinho da leitura que me picou e nunca mais me deixou (que bom!).

* da 5a. a' 8a.serie foi tudo muito estranho no comeco: um monte de professores, muitos cadernos e livros, licao de casa que nao acabava mais. A 5a. serie foi a pior, depois me acostumei e entrei no ritmo. Adorava aprender algo novo a cada dia ou semana. Os trabalhos em grupo exigia sempre um pouco mais tambem, contudo estavamos sempre juntos, nos ajudando (nao havia internet naquela epoca), juntos exploravamos bibliotecas (municipais e as particulares, das casas dos que podiam ter uma).
Quem?
Os amigos, sao presentes extras, os bonus de estudar. Alguns tenho contato ate hoje.

* Ja' no ensino medio, fui para o periodo noturno (trabalhava meio periodo na epoca e precisava trabalhar o dia inteiro, escola durante o dia estava fora dos planos). Entao no 1o. ano nao consegui vaga na escola que eu tanto queria, porem a escola que me recebeu, nao somente me ensinou o que estava no curriculum escolar, mas permitiu qu eu vencesse o cansaco do dia longo de trabalho e me fizesse presente todas as noite, inclusive as 6as. feiras.

* No ano seguinte me adiantei, fui para a fila de madrugada e consegui minha tao sonhada vaga no Magisterio.
Foram os 4 anos que mais aprendi sobre a vida e talvez o que eu mais tenha lembrancas.

* Depois entrei na faculdade privada, demorei alguns meses para me adaptar (na verdade entender) as novas regras, entender como fazer um resumo de qualidade, conquistar amigos, entender o novo sistema e perceber que quem era responsavel por meu aprendizado, era somente eu, que estava ali disponivel, eu so precisava me apropriar dele. E la se foram mais 5 anos de estudo a bagagem.

Se valeu a pena? Muito.
Foi na vida escolar que conheci Monteiro Lobato, Machado de Assis, Guimaraes Rosa, Rubem Alves, a Colecao Vaga-Lume, Emilia Ferreiro, Piaget, Vygotsky, Freud, Winnicott, Melaine Klein, Foucault... Legiao Urbana, Italo Calvino e nao deixei de ler "Olhai os lirios do campo" ou "Dibs, em busca de si mesmo".
Ralei muito o joelho, tive muita dor no pe (do tenis do uniforme), me diverti muito nas excursoes ao Playcenter e ao Sesc Pompeia, chorei de nervoso para as provas e de alegria com as notas... ah! a escola. Que saudade, eu tenho.

Olha ja ia me esquecendo, ate o ensino medio eu estudei em escola estadual publica.
Hoje, mais do que nunca, eu sei que se nao fosse pelos estudos, eu nao seria a pessoa que sou.

Fica aqui registrado minha pequena retribuicao para que juntos possamos construir um futuro melhor, que somente se concretizara atraves da educacao.



Se quiser, acompanhe quem esta participando, pelo twitter #estudarvaleapena
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